Goddamn this dusty room,
This hazy afternoon,
I'm breathing in the silence like never before,
This feeling that I get,
This one last cigarette,
As I lay awake and wait for you to come through that door,
Oh maybe, maybe, maybe I can share it with you,
I behave I behave I behave so I can share it with you.
You are not alone dear loneliness,
You forgot but I remember this,
So stranger, stranger, stranger things have happened I know,
I'm not alone dear loneliness,
I forgot that I remember this,
so stranger, stranger, stranger things have happened I know, oh ohh, oh ohhh.
You'll dream about somewhere, a smoke will fill the air,
As I lay awake and wait for you to walk out that door.
I can change, I can change, I can change,
but who you want me to be?
I'm the same, I'm the same, I'm the same, what do you want me to be?
You are not alone dear loneliness,
You forgot but I remember this,
So stranger, stranger, stranger things have happened I know oh ohh, oh ohh.
I'm not alone dear loneliness,
I forgot that I remember this,
You're not alone dear loneliness,
You forgot but I remember this,
Oh stranger, stranger, stranger things have happened I know.
I'm not alone dear loneliness,
I forgot that I remember this,
Oh stranger, stranger, stranger things have happened I know oh ohh, oh ohh, oh ohhh.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
E elas não choram mais (tradução pedida pela My_Little_Moon)
Isolação ou medo? Apenas uma ideia ou uma percepção. Deprimido ou solitário? Não interessa, é tudo a mesma coisa estúpida, ideias inúteis em cabeças vazias. Continua a andar no caminho da auto-destruição até que a sombra do Sol te encontre. Resposta ou negação à afirmação nunca dita, nunca perguntada, nunca é a existência dos condenados. E a tua dor torna-se o meu prazer, a fonte de todo o meu ego, a alegria e esperança desta vida de auto destruição que é a minha.
Observa os corpos a voar e os carros a tornarem-se num monte de lixo, as nuvens negras que preenchem o céu com poluição e ódio, destruição ou detoriamento, a sétima maldição desta deusa construida pelas pessoas, a morta e cinzenta terra mãe. Não existem mais sorrisos nas faces das crianças, não existem mais brisas de verão no cabelo fresco, pintado de branco pelo assassínio da terra que estás a pisar. Raiva ascendente mostrando o detoriamento da neve que cai, ácidos que queimam a pele mas nunca fazendo sentir a dor. Zombies, a população.
Contempla o sol ascendente no horizonte, vê as cicatrizes na face do teu deus, a criação da destruição que ele deu para as tuas mãos. E tu mantes-te-a bem guardada, destruindo esta terra, trazendo mentiras e enganos para as mãos e olhos das crianças. E elas não choram mais. Elas apenas jogam com as sombras e a loucura, tiraste-lhes as suas almas, a sua inocência, a sua diversão, a sua vida e trocaste tudo isso por apenas um sorriso, um sorriso morto na tua cara azeda.
Observa os corpos a voar e os carros a tornarem-se num monte de lixo, as nuvens negras que preenchem o céu com poluição e ódio, destruição ou detoriamento, a sétima maldição desta deusa construida pelas pessoas, a morta e cinzenta terra mãe. Não existem mais sorrisos nas faces das crianças, não existem mais brisas de verão no cabelo fresco, pintado de branco pelo assassínio da terra que estás a pisar. Raiva ascendente mostrando o detoriamento da neve que cai, ácidos que queimam a pele mas nunca fazendo sentir a dor. Zombies, a população.
Contempla o sol ascendente no horizonte, vê as cicatrizes na face do teu deus, a criação da destruição que ele deu para as tuas mãos. E tu mantes-te-a bem guardada, destruindo esta terra, trazendo mentiras e enganos para as mãos e olhos das crianças. E elas não choram mais. Elas apenas jogam com as sombras e a loucura, tiraste-lhes as suas almas, a sua inocência, a sua diversão, a sua vida e trocaste tudo isso por apenas um sorriso, um sorriso morto na tua cara azeda.
And they don't cry anymore
Isolation or fear? Just an idea or a perception. Depressed or lonely? Doesn't matter, it's all the same stupid thing, useless ideas in empty heads. Continue to walk on the path of self destruction until the shadow of the sun finds you. Response or denial to the affirmation never told, never asked, never is the existence of the damned. And your pain becomes my pleasure, the source of all my ego, the joy and hope of the self destructing life that I'm leading.
Watch the bodies fly and the cars be turned into one pile of disposable garbage, the black clouds that fill the sky with pollution and hate, destruction or decay, seventh curse of this people's built god, the dead and grey mother Earth. No more smiles in the children's faces, no more summer breeze in the cold hair, painted white by the murder of the ground that you stepping. Rising anger showing the decay in the falling snow, acids that burn the skin but never feeling the pain. Zombies, the population.
Contemplate the rising sun in the horizon, see the scars in the face of your god, the creation of doom that he gave to your hands. And you've kept it safe, destroying this Earth, bringing lies and deceive to the hands and eyes of the children. And they don't cry anymore. They only play with the shadows and madness, you took away their souls, their innocence, their fun, their life's and traded all of it for just one smile, one dead smile on your bitter face.
Watch the bodies fly and the cars be turned into one pile of disposable garbage, the black clouds that fill the sky with pollution and hate, destruction or decay, seventh curse of this people's built god, the dead and grey mother Earth. No more smiles in the children's faces, no more summer breeze in the cold hair, painted white by the murder of the ground that you stepping. Rising anger showing the decay in the falling snow, acids that burn the skin but never feeling the pain. Zombies, the population.
Contemplate the rising sun in the horizon, see the scars in the face of your god, the creation of doom that he gave to your hands. And you've kept it safe, destroying this Earth, bringing lies and deceive to the hands and eyes of the children. And they don't cry anymore. They only play with the shadows and madness, you took away their souls, their innocence, their fun, their life's and traded all of it for just one smile, one dead smile on your bitter face.
Slaughter (queda dos anjos e ascensão dos demónios)
És tu que me ocupas a mente, és tu que me fazes sorrir. E escrevo letras já antes escritas, coisas que se anunciam e que desaparecem sem deixar rasto. Vejo, pelas sombras, que a hora é tardia e que tens de voltar ao refugio da tua isolação, enganando o medo, enganando o afecto. O tal que sinto por ti a toda a hora e que me faz dizer disparates e começar discussões.
A madrugada vai já a meio e palavras são tudo o que me saem dos pensamentos. Desejos, esses são aqueles que fazem a imaginação existir e os pecados ocupar a consciência. Ataque à solidão e indiferença do ser, repondo às questões que se precipitam na minha cabeça e que me obrigam a escrever para aliviar a dor. Sem sentido repetir o nunca dito ou pensado, possui-me de modo a que controles a minha mente e corpo e que deixes a minha alma escapar pois essa estará sempre ligada à tua pela relação de afecto.
De olhos fechados, ignorando a existência de algo mais no meio, abraço-te na noite fria para que o teu coração não congele e me permita o mais ínfimo toque para o sentir bater, para saber que és mais do que uma ilusão, mais do que um sonho. E agarro a tua mão com força para que as promessas sejam mais do que palavras ditas sem qualquer objectivo.
Oiço o vento soprar lá fora, é o som do esquecimento e o preenchimento do vazio. E agarro-me ao nada para me trazer de volta à realidade.
A madrugada vai já a meio e palavras são tudo o que me saem dos pensamentos. Desejos, esses são aqueles que fazem a imaginação existir e os pecados ocupar a consciência. Ataque à solidão e indiferença do ser, repondo às questões que se precipitam na minha cabeça e que me obrigam a escrever para aliviar a dor. Sem sentido repetir o nunca dito ou pensado, possui-me de modo a que controles a minha mente e corpo e que deixes a minha alma escapar pois essa estará sempre ligada à tua pela relação de afecto.
De olhos fechados, ignorando a existência de algo mais no meio, abraço-te na noite fria para que o teu coração não congele e me permita o mais ínfimo toque para o sentir bater, para saber que és mais do que uma ilusão, mais do que um sonho. E agarro a tua mão com força para que as promessas sejam mais do que palavras ditas sem qualquer objectivo.
Oiço o vento soprar lá fora, é o som do esquecimento e o preenchimento do vazio. E agarro-me ao nada para me trazer de volta à realidade.
Voltage
Passa-se um dia e outro, o Sol mantém-se quente e a anomalia no ar faz-se sentir. Enquanto acompanhado pela doce melodia que me preenche os ouvidos, é a tua visão que me preenche a mente. Mas não passa disso. Então mantenho-me sentado a ouvir a melodia porque sei que agora não é a hora que me vais ver. Espero ansiosamente pelo passar do tempo pois sei que, com ele, a tua visão tornar-se-à realidade. E parece que não penso em nada mais. Até parece errado.
O tempo passa, a melodia morre dando lugar à surdez monótona e o silêncio amaldiçoado com a eterna interiorização da alma. E então procuro-te, como já o fiz tanta vez antes, porque sei que, se não te procurar, tu também não me encontrarás. Odeio-me por isso. Por ser o fraco que não sabe resistir à tentação de ver a tua face sem que sejas tu a demonstrar o mínimo de afecto por mim. E já te disse mais que uma vez, a minha insegurança não me deixa ficar quieto. Quando finalmente te encontro, olhares de ódio ou de inveja voltam-se para mim. As tuas sombras desprezam-me como tu o pareces fazer tantas vezes. Mas fico indiferente e sentado num canto à espera que tu venhas até mim e me tires as gotas da cara.
Vejo que te aproximas e que a expressão nos teus olhos é vidrada, vazia. Bates-me pelos pecados de outros contra a tua alma, deitas em mim aquela morte do ser, aquele peso que carregas e a vontade de aleijar, de deixar marcas. E, por mais palavras que te diga, a tua mente mantém o mesmo pensamento. Apenas tempo te posso dar para veres que há mais que isso, que eu não sou o teu passado. Apenas tempo e espaço que precisares, que nunca me pediste directamente mas que o desejas tão profundamente. Morre triste fraqueza da emoção.
O tempo passa, a melodia morre dando lugar à surdez monótona e o silêncio amaldiçoado com a eterna interiorização da alma. E então procuro-te, como já o fiz tanta vez antes, porque sei que, se não te procurar, tu também não me encontrarás. Odeio-me por isso. Por ser o fraco que não sabe resistir à tentação de ver a tua face sem que sejas tu a demonstrar o mínimo de afecto por mim. E já te disse mais que uma vez, a minha insegurança não me deixa ficar quieto. Quando finalmente te encontro, olhares de ódio ou de inveja voltam-se para mim. As tuas sombras desprezam-me como tu o pareces fazer tantas vezes. Mas fico indiferente e sentado num canto à espera que tu venhas até mim e me tires as gotas da cara.
Vejo que te aproximas e que a expressão nos teus olhos é vidrada, vazia. Bates-me pelos pecados de outros contra a tua alma, deitas em mim aquela morte do ser, aquele peso que carregas e a vontade de aleijar, de deixar marcas. E, por mais palavras que te diga, a tua mente mantém o mesmo pensamento. Apenas tempo te posso dar para veres que há mais que isso, que eu não sou o teu passado. Apenas tempo e espaço que precisares, que nunca me pediste directamente mas que o desejas tão profundamente. Morre triste fraqueza da emoção.
sábado, 10 de novembro de 2007
Ópio
Cai o pano e tudo fica claro, todo o mundo explicável, todos os significados ao nosso alcance mas a vida continua a matar, o poder fica completamente diluido na ilusão do sabor amargo do teu sangue enquanto tu repousas na cama descansando de toda a dor e injecção de realidade que te passou pela frente dos olhos, cheios de lágrimas, invadindo a tua mente e lá criando raízes de ódio. Deixa o sabor da tua flor no ar, deixa-me enfeitiçado pelo esquecimento de toda a vida e criação, as mentiras, as traições, a liberdade sempre condicional e nunca completa da alma. Apenas trazida pela tua morte. Tu, que controlas e manipulas, que enganas e obrigas tudo e todos a fazerem aquilo que desejas apenas pelo teu prazer.
Aproxima-te do abismo e vê a escuridão que controlas, aquela que consegues possuir, assumindo a sua forma e contexto e alterando toda a distorção da realidade e envenenando as jovens mentes com ilusões e sonhos, esperanças de algo melhor nunca existente, nunca por ti ou por outro criado. Cortas a pele e rasgas almas, apenas para que a tua dor e raiva interior seja liberta como o veneno da sociedade, dores trazidas por memórias, lembranças nunca agradáveis que decidiste preservar na tua mente para que podesses magoar mais. Deixa sonhar uma vez para que nunca mais sonhe. Acende uma vela no meio de toda a vastidão e vazio que me fazes sentir no interior, pois esse é o teu veneno que me corre nas veias, aquele mesmo que tu és.
Afia a lâmina letal, a tua espada, os picos na tua flor que me fazem sangrar quando a seguro para dar alguém a cheirar. E és viciante, não queres que te largue, apesar da dor e apesar do sangue que tornas amargo. Caminho contigo na mão, o teu servo mais obediente, o infinito que responde mas nunca obedece mas não parando de ser manipulado, um escravo ao teu veneno.
Aproxima-te do abismo e vê a escuridão que controlas, aquela que consegues possuir, assumindo a sua forma e contexto e alterando toda a distorção da realidade e envenenando as jovens mentes com ilusões e sonhos, esperanças de algo melhor nunca existente, nunca por ti ou por outro criado. Cortas a pele e rasgas almas, apenas para que a tua dor e raiva interior seja liberta como o veneno da sociedade, dores trazidas por memórias, lembranças nunca agradáveis que decidiste preservar na tua mente para que podesses magoar mais. Deixa sonhar uma vez para que nunca mais sonhe. Acende uma vela no meio de toda a vastidão e vazio que me fazes sentir no interior, pois esse é o teu veneno que me corre nas veias, aquele mesmo que tu és.
Afia a lâmina letal, a tua espada, os picos na tua flor que me fazem sangrar quando a seguro para dar alguém a cheirar. E és viciante, não queres que te largue, apesar da dor e apesar do sangue que tornas amargo. Caminho contigo na mão, o teu servo mais obediente, o infinito que responde mas nunca obedece mas não parando de ser manipulado, um escravo ao teu veneno.
Lágrimas de arrependimento
Palavras repetidas, significados mortos ou esquecidos, o vento leva as sombras que assombram esta casa, envolta da penumbra, o cinzento duradouro do nevoeiro que me agrade e que sempre esteve na minha mente. O mistério é contido dentro da alma, nunca se abrindo, nunca recebendo ou dando o mínimo de calor existencial, aquilo que nos faz humanos e que nos distingues de todas as almas perdidas que andam por aí à procura de uma saída, duma salvação, de uns braços abertos, de esperança. E volto a dizer as palavras que já disse milhões de vezes antes. Sussurro ao teu ouvido.
A noite já é mais do que uma mera criança e tu já não tens idade para andar a brincar com a inocência e realidade dos outros, manipulando, enlouquecendo, esquecendo tudo o que é essencial para ti ou para aqueles à tua volta. E respondes rudemente às palavras carinhosas que te são dirigidas, afastas a mão que se aproxima para te consolar, o abraço que assinala um compromisso de amizade eterna, entre os fogos do Inferno ou a dor da ultima salvação descendente do céu. E a chuva aparece como que uma forma de represália aos teus sentimentos, pensamentos ou palavras, mostrando as lágrimas que caem da tua face, lágrimas de arrependimento.
Cais no isolamento porque achas que é uma forma de nunca mais te magoares, de nunca mais sofreres os erros dos outros. Mas a vida é um segredo e é um erro que tu não pediste para cometer, apenas tens de te adaptar e contornar tudo o que parece ser a saída porque a única saída está longe de ti, nunca ao teu alcance.
A noite já é mais do que uma mera criança e tu já não tens idade para andar a brincar com a inocência e realidade dos outros, manipulando, enlouquecendo, esquecendo tudo o que é essencial para ti ou para aqueles à tua volta. E respondes rudemente às palavras carinhosas que te são dirigidas, afastas a mão que se aproxima para te consolar, o abraço que assinala um compromisso de amizade eterna, entre os fogos do Inferno ou a dor da ultima salvação descendente do céu. E a chuva aparece como que uma forma de represália aos teus sentimentos, pensamentos ou palavras, mostrando as lágrimas que caem da tua face, lágrimas de arrependimento.
Cais no isolamento porque achas que é uma forma de nunca mais te magoares, de nunca mais sofreres os erros dos outros. Mas a vida é um segredo e é um erro que tu não pediste para cometer, apenas tens de te adaptar e contornar tudo o que parece ser a saída porque a única saída está longe de ti, nunca ao teu alcance.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Excadescere amore (sentire)
Oiço os teus gritos nocturnos que iluminam os céus como que uma lanterna à procura da sua estrela de sorte, sinto as lágrimas que te caem na face, gotas de água que agitam os mares e que fazem chover nesta terra seca e amarga, um país de areia e mortes. O sangue que te corre nas veias não é teu, é daqueles que amaldiçoaste, daqueles que torturaste, daqueles que mordeste condenado-os a uma vida eterna de desgraça e dor. Mas a tua mágoa e sede por vingança acaba por te tornar mais poderosa que qualquer um deles, não criando um receado interior de perseguição ou tentativa de vingança.
A Lua ilumina o caminho para os condenados e tu mesma persegues esse caminho, recebendo o calor da tristeza que se vê na tua cara. Sento-me algures entre casas para disfarçar a minha vergonha, tapo-me para que o calor me torture porque nada mais mereço do que a tortura da vida depois do que te fiz, depois daquilo a que te transformei e da mágoa que te fiz sentir. Escrevo no vento as palavras que sempre te disse e que agora necessito cada vez mais dizer pois sinto-as cada vez mais fortes à medida que fujo para mais longe de ti. E a areia mantém congeladas as gotas que me caem da cara para ti apenas para tu veres por onde passei, um rasto de miséria.
Fujo por entre sombras, deixo para trás bocadinhos de mim porque, por dentro, ainda tenho esperanças de que me vás encontrar e amar uma vez mais em vez de satisfazer essa vontade de vingança que te possuí. Ou mesmo talvez porque ainda quero ver a tua face uma vez mais. Continuo a fugir.
A Lua ilumina o caminho para os condenados e tu mesma persegues esse caminho, recebendo o calor da tristeza que se vê na tua cara. Sento-me algures entre casas para disfarçar a minha vergonha, tapo-me para que o calor me torture porque nada mais mereço do que a tortura da vida depois do que te fiz, depois daquilo a que te transformei e da mágoa que te fiz sentir. Escrevo no vento as palavras que sempre te disse e que agora necessito cada vez mais dizer pois sinto-as cada vez mais fortes à medida que fujo para mais longe de ti. E a areia mantém congeladas as gotas que me caem da cara para ti apenas para tu veres por onde passei, um rasto de miséria.
Fujo por entre sombras, deixo para trás bocadinhos de mim porque, por dentro, ainda tenho esperanças de que me vás encontrar e amar uma vez mais em vez de satisfazer essa vontade de vingança que te possuí. Ou mesmo talvez porque ainda quero ver a tua face uma vez mais. Continuo a fugir.
domingo, 4 de novembro de 2007
Junção (Disclosure for both)
Acto Um (o início):
Escondes-te na sombra do teu destino, envergonhada do que és, envergonhada daquilo que te tornaste. Um anjo sem asas, sempre envolta de sombras e mistérios, mentiras e falsidade que te fazem crescer aos olhos da condenada humanidade. Vital a tudo o que és ou persegues, tornas-te cega à dor existente e palpável à tua volta, sentido apenas aquilo que a tua mente produz e não aquilo que a tua alma te diz. Ficaste surda aos gritos que lanças durante a noite, fazendo eco na tua cabeça, ignoras-te quando queres toda a atenção centrada em ti. Perdes-te em ti e encontras nos outros a desconfiança necessária. Fazes a mentira nascer da verdade dita da boca dos outros, inaudível mas esmagadora, trazendo-te abaixo, aumentando o teu ego e consumindo a tua força interior, o fogo eterno.
Acto Dois (a luta):
Sat in the darkness, I'll take control, I'll seek the truth in your tears, I'll seek the pain in your blood, I'll find the will to kill in my hands. Death hunts us in the start of the night, the sun setting over the hills and you become a shadow in the top of the monolith with one hand on your chests and another holding a black rose. It makes you bleed. Your blood is your calling, unable to be heard by anyone else but me. Hurting myself for the love of the longest sorrow, being a slave of the lost souls, the ghost of you by my side, slowly controlling and manipulating me, taking my mind into your vision. Distance works for both, it's the curse brought upon us to console in the rain and shadows, in our dark rooms when we're together in loneliness. It's our curse to eternity. Hell awaits us, the blazing fire that heats the red water for our never-ending torture. Listen to the music in the background, notest that the lyrics are about us.
Acto Três (revolução):
Desfolhando o livro da morte, a escritura penal de todas as almas, sentindo o poder nas minhas mãos, não conseguindo controlar a vontade de matar que cresce por dentro. E a alma, essa pinta-se de preto para disfarçar a sua transparência, protegendo-se do todo e do nada, receando qualquer movimento no ar, propenso à queda momentânea dos objectos suspensos pela mente. Obcecado ou louco pelas palavras nunca ditas, nada mais do que emoções, sentimentos provenientes das almas perdidas para as profundezas escuras do abismo do Inferno. Respondo aos teus pensamentos com ignorância aos teus desejos e aí fazes-me pecar contra mim próprio, derrubando este muro que construía com o tempo à volta do meu coração. E tempo é tudo o que é necessário para sentir que o sangue é amargo, que tudo mudou e que nós continuamos os mesmo idiotas que não têm salvação ou escapatória de nós mesmos. É isso que procuras? Esperas que eu seja uma escapatória ao engano e à solidão. É isso que tento ser, tanto que até te deixo controlares-me no meio de todas as árvores. Talvez até tento demasiado. E quero que isto seja mais do que passageiro, quero que isto seja real, na dor e no prazer, até na conjunção de ambos. E entrego-me a ti para tua felicidade.
Acto Quatro (restauro):
Departed souls have left you talking to the walls, answering to questions never made but thoughts of the trees and leafs. You've made me fell, above all, something of the soul, something true and honest, without deceptions or codes, just games of excitement and slavery. And you made me see that that garden is special, above all, it made you feel nostalgic. Remember the past and try to bring it to the present. Then, when you think that you're ready, let me be the rest of your life. Written all the lines, left the anger behind, it males you fell pleasure, do you feel any safer when I'm around? I hear your breathing, it is quick and I know that you're afraid. I'll try to comfort you in those occasions, I'll try to be your support and tell you that everything's alright, that I'm here and it's safe. Will you trust me then? Squeeze my hand a little harder if it makes the fear go away. I'll be your guide and your protection, I'll be your eyes when you're blind, I'll be by your side until you don't need me. Then you'll crush my heart into little bits.
Acto Cinco (escolhas de autor):
E dizer que tenho saudades tua não chega, dizer que dias são apenas horas e que horas passam depressa não mata a saudade. Porque fiquei viciado no teu cheiro, no prazer que me dá a tua companhia, os jogos mentais que fazes comigo. E então vês-me as feições e percebes finalmente as imperfeições, a parte que falta remodelar para que este monstro consiga disfarçar a alma presa no interior. Alguém se esqueceu de me acabar. E recebo a tua dor de braços abertos, deixo de ser o teu jogo preferido devido à teimosia do meu carácter e percebo que nunca vou ter a paz que preciso, apenas ocasionais momentos de felicidade de que necessito. Agora instala-se o silêncio pré-anunciado por vozes nunca ouvidas ou ignoradas, controladas ou manipuladas por servos de ignorantes e cegos à dor alheia, a mesma que se instalou sobre mim hoje. Respondo ao ar que tudo isto não é nada mais que a minha escola, e escolhi-te a ti porque representas algo em mim, porque te tornas-te o espelho o reflexo de mim próprio. E serás tu a diferenciação entre a minha perdição e a minha salvação.
Escondes-te na sombra do teu destino, envergonhada do que és, envergonhada daquilo que te tornaste. Um anjo sem asas, sempre envolta de sombras e mistérios, mentiras e falsidade que te fazem crescer aos olhos da condenada humanidade. Vital a tudo o que és ou persegues, tornas-te cega à dor existente e palpável à tua volta, sentido apenas aquilo que a tua mente produz e não aquilo que a tua alma te diz. Ficaste surda aos gritos que lanças durante a noite, fazendo eco na tua cabeça, ignoras-te quando queres toda a atenção centrada em ti. Perdes-te em ti e encontras nos outros a desconfiança necessária. Fazes a mentira nascer da verdade dita da boca dos outros, inaudível mas esmagadora, trazendo-te abaixo, aumentando o teu ego e consumindo a tua força interior, o fogo eterno.
Acto Dois (a luta):
Sat in the darkness, I'll take control, I'll seek the truth in your tears, I'll seek the pain in your blood, I'll find the will to kill in my hands. Death hunts us in the start of the night, the sun setting over the hills and you become a shadow in the top of the monolith with one hand on your chests and another holding a black rose. It makes you bleed. Your blood is your calling, unable to be heard by anyone else but me. Hurting myself for the love of the longest sorrow, being a slave of the lost souls, the ghost of you by my side, slowly controlling and manipulating me, taking my mind into your vision. Distance works for both, it's the curse brought upon us to console in the rain and shadows, in our dark rooms when we're together in loneliness. It's our curse to eternity. Hell awaits us, the blazing fire that heats the red water for our never-ending torture. Listen to the music in the background, notest that the lyrics are about us.
Acto Três (revolução):
Desfolhando o livro da morte, a escritura penal de todas as almas, sentindo o poder nas minhas mãos, não conseguindo controlar a vontade de matar que cresce por dentro. E a alma, essa pinta-se de preto para disfarçar a sua transparência, protegendo-se do todo e do nada, receando qualquer movimento no ar, propenso à queda momentânea dos objectos suspensos pela mente. Obcecado ou louco pelas palavras nunca ditas, nada mais do que emoções, sentimentos provenientes das almas perdidas para as profundezas escuras do abismo do Inferno. Respondo aos teus pensamentos com ignorância aos teus desejos e aí fazes-me pecar contra mim próprio, derrubando este muro que construía com o tempo à volta do meu coração. E tempo é tudo o que é necessário para sentir que o sangue é amargo, que tudo mudou e que nós continuamos os mesmo idiotas que não têm salvação ou escapatória de nós mesmos. É isso que procuras? Esperas que eu seja uma escapatória ao engano e à solidão. É isso que tento ser, tanto que até te deixo controlares-me no meio de todas as árvores. Talvez até tento demasiado. E quero que isto seja mais do que passageiro, quero que isto seja real, na dor e no prazer, até na conjunção de ambos. E entrego-me a ti para tua felicidade.
Acto Quatro (restauro):
Departed souls have left you talking to the walls, answering to questions never made but thoughts of the trees and leafs. You've made me fell, above all, something of the soul, something true and honest, without deceptions or codes, just games of excitement and slavery. And you made me see that that garden is special, above all, it made you feel nostalgic. Remember the past and try to bring it to the present. Then, when you think that you're ready, let me be the rest of your life. Written all the lines, left the anger behind, it males you fell pleasure, do you feel any safer when I'm around? I hear your breathing, it is quick and I know that you're afraid. I'll try to comfort you in those occasions, I'll try to be your support and tell you that everything's alright, that I'm here and it's safe. Will you trust me then? Squeeze my hand a little harder if it makes the fear go away. I'll be your guide and your protection, I'll be your eyes when you're blind, I'll be by your side until you don't need me. Then you'll crush my heart into little bits.
Acto Cinco (escolhas de autor):
E dizer que tenho saudades tua não chega, dizer que dias são apenas horas e que horas passam depressa não mata a saudade. Porque fiquei viciado no teu cheiro, no prazer que me dá a tua companhia, os jogos mentais que fazes comigo. E então vês-me as feições e percebes finalmente as imperfeições, a parte que falta remodelar para que este monstro consiga disfarçar a alma presa no interior. Alguém se esqueceu de me acabar. E recebo a tua dor de braços abertos, deixo de ser o teu jogo preferido devido à teimosia do meu carácter e percebo que nunca vou ter a paz que preciso, apenas ocasionais momentos de felicidade de que necessito. Agora instala-se o silêncio pré-anunciado por vozes nunca ouvidas ou ignoradas, controladas ou manipuladas por servos de ignorantes e cegos à dor alheia, a mesma que se instalou sobre mim hoje. Respondo ao ar que tudo isto não é nada mais que a minha escola, e escolhi-te a ti porque representas algo em mim, porque te tornas-te o espelho o reflexo de mim próprio. E serás tu a diferenciação entre a minha perdição e a minha salvação.
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