E o pentagrama reside sobre as nossas cabeças,
Cedo um bocado de mim neste nosso momento,
Enquanto que deixamos as velas acesas,
E a fama se espalha com o vento.
Acendendo mais uma fogueira,
Mais uma vez deixas a Deusa possuir-te,
Deixas-me a mim, Deus, entrar em ti, louco de desejo, revelando cegueira,
Para que um dia consiga conquistar-te.
Sabes que é a ti que me devoto,
É a ti que amo,
E neste momento final de loucura,
Para a tua doença, encontrarei a cura.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Devotion
I am nothing but a mere child and you're my most perfect Nature, the one that gave me to this world, my light...
Nascere
Rodeado pelo nevoeiro, encontro calor no teu seio, encontro energia nos teus lábios e procuro conhecimento nos teus olhos. Mergulho num profundo sono, onde a noite é preenchida de céus transparentes e os teus pensamentos aparecem em forma de animais, caminhando por entre uma floresta obscura que leva à perdição do homem mais pecaminoso. Encontro-me então cinzento, corrompido no interior e nunca deixando uma gota escapar para a terra. Agarro-me ao suor que te ocupa a pele e que me faz sentir tão bem vindo ao teu desejo. Penetro mais no teu ser para que me sintas a caminhar dentro de ti, onde os fogos alastram e a água não quer apagar o fogo, simplesmente dança à sua volta. Volto então a acordar e estou sozinho, mais uma vez.
Caminho na floresta, sempre acompanhado pelo povo pequeno, sentindo-me em casa e não querendo sair daqui, não querendo perder este sentimento. Encosto-me então a um velho Carvalho, o centro de um clareira imperfeita, um ponto escuro no meio de tanta luz. Este fascina-me, sinto o seu poder. Acabo por observar bem o resto da floresta, com calma, e ressuscita em mim a energia há muito perdida. E a solidão abandona o meu corpo e eu sou capaz de jurar ficar assim para sempre e assim ser feliz. Sinto-me protegido aqui e tão cedo daqui não partirei.
O fogo arde no centro do pentagrama. Sinto que serpentes dançam nos meus braços, deixando em mim as suas marcas, sendo a pele delas a minha própria pele. E o meu reflexo no lago, ele reflecte-se e saboreia da vitória do ser que está a ser conquistada em mim, da alma que consegue agora ser liberta e conquistar o conhecimento infinito que sempre desejou. E desde sempre que existiu, apenas esteve escondida, mas não mais. Então o tempo pára, os anos passam lá fora mas não em mim. E no fim, quando tudo cair e estiver em ruínas, existo apenas eu e ela, algures para voltar a procriar um mundo de homens que sempre serão Deus e de mulheres que sempre serão Deusas e nada mais, nada menos.
Caminho na floresta, sempre acompanhado pelo povo pequeno, sentindo-me em casa e não querendo sair daqui, não querendo perder este sentimento. Encosto-me então a um velho Carvalho, o centro de um clareira imperfeita, um ponto escuro no meio de tanta luz. Este fascina-me, sinto o seu poder. Acabo por observar bem o resto da floresta, com calma, e ressuscita em mim a energia há muito perdida. E a solidão abandona o meu corpo e eu sou capaz de jurar ficar assim para sempre e assim ser feliz. Sinto-me protegido aqui e tão cedo daqui não partirei.
O fogo arde no centro do pentagrama. Sinto que serpentes dançam nos meus braços, deixando em mim as suas marcas, sendo a pele delas a minha própria pele. E o meu reflexo no lago, ele reflecte-se e saboreia da vitória do ser que está a ser conquistada em mim, da alma que consegue agora ser liberta e conquistar o conhecimento infinito que sempre desejou. E desde sempre que existiu, apenas esteve escondida, mas não mais. Então o tempo pára, os anos passam lá fora mas não em mim. E no fim, quando tudo cair e estiver em ruínas, existo apenas eu e ela, algures para voltar a procriar um mundo de homens que sempre serão Deus e de mulheres que sempre serão Deusas e nada mais, nada menos.
domingo, 25 de maio de 2008
Excertos (parte II)
Avalon reaparecerá,
E o mundo culminará,
Este renascerá,
E a Deusa novamente reinará... para sempre.
E o mundo culminará,
Este renascerá,
E a Deusa novamente reinará... para sempre.
A profecia foi dita
e agora também escrita.
e agora também escrita.
sábado, 24 de maio de 2008
Excertos (a haver mais no futuro)
Pure obscenity,
Nude conspiracy,
Hypnotic desire,
In the dance around your fire.
Nude conspiracy,
Hypnotic desire,
In the dance around your fire.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
História final
-"Juro que te podia amar!"
Então ama-me como nunca te amaste, pertences-me como nunca pertenceste a qualquer outra pessoal, amaldiçoo-te como nunca amaldiçoei ninguém por seres mais que isso. As cartas estão sobre a mesa, a decisão é tua sobre o momento em que deixas morrer todo o teu ser interior e te entregas à superficialidade característica do ser humano. Nobre é o teu coração mas deixaste a alma para trás quando me deixaste afogar no mar do teu olhar, apaixonado e tolo como era na altura, à luz das tochas, o teu doce toque no meio do feno, perdição de qualquer ser (i)mortal. E por ti morri, por ti continuei a existir e agora cá estou, a enterrar o teu corpo perfurado no peito, revelando o dourado que há dentro de ti, libertando a tua alma atormentada do teu ser maligno.
-"Juro que morreria por ti!"
Num dia chovoso, quando as folhas caem das árvores e a lareira está acesa, atira-te para o fogo e demonstra-me o quanto reais são as tuas palavras. Para além destas paredes existe um mundo que é uma criança, intoxicada na sua nascença, da mais pura raça de elite entre todos os outros planetas, condenada a ser usada e destruida para um fim fútil, tal como tu és. Durante a nossa viagem egocêntrica por entre um país de pecado, encontramos uma luz nos olhos de um do outro, mas que há para além dessa barreira à volta do coração? O que se monstra nessas sombras que dás tanto amor e carinho, a quem te dedicas tanto? Apenas igualo as tuas sombras ao meu nevoeiro, que tanto adoro que acabo por adormecer sobre ele.
-"Sinto que o fim se aproxima."
O fim ou apenas o começo? É a reviravolta do tempo, a vingança da Deusa pelos nossos caminhos pecaminosos. E nós voltaremos a erguer-nos mas desta vez não caí-re-mos, não nos deixaremos cair. Todo o sangue dos nossos antes derramado será a nossa força e os rios seguiram o seu curso mais fortemente. Os Carvalhos não arderam, apenas cresceram e taparão os seus, protegendo-nos do mal que possa descer sobre as nossas mentes. E então a escuridão acolher-nos-à como criaturas divinas que nós somos e para sempre reinaremos.
Então ama-me como nunca te amaste, pertences-me como nunca pertenceste a qualquer outra pessoal, amaldiçoo-te como nunca amaldiçoei ninguém por seres mais que isso. As cartas estão sobre a mesa, a decisão é tua sobre o momento em que deixas morrer todo o teu ser interior e te entregas à superficialidade característica do ser humano. Nobre é o teu coração mas deixaste a alma para trás quando me deixaste afogar no mar do teu olhar, apaixonado e tolo como era na altura, à luz das tochas, o teu doce toque no meio do feno, perdição de qualquer ser (i)mortal. E por ti morri, por ti continuei a existir e agora cá estou, a enterrar o teu corpo perfurado no peito, revelando o dourado que há dentro de ti, libertando a tua alma atormentada do teu ser maligno.
-"Juro que morreria por ti!"
Num dia chovoso, quando as folhas caem das árvores e a lareira está acesa, atira-te para o fogo e demonstra-me o quanto reais são as tuas palavras. Para além destas paredes existe um mundo que é uma criança, intoxicada na sua nascença, da mais pura raça de elite entre todos os outros planetas, condenada a ser usada e destruida para um fim fútil, tal como tu és. Durante a nossa viagem egocêntrica por entre um país de pecado, encontramos uma luz nos olhos de um do outro, mas que há para além dessa barreira à volta do coração? O que se monstra nessas sombras que dás tanto amor e carinho, a quem te dedicas tanto? Apenas igualo as tuas sombras ao meu nevoeiro, que tanto adoro que acabo por adormecer sobre ele.
-"Sinto que o fim se aproxima."
O fim ou apenas o começo? É a reviravolta do tempo, a vingança da Deusa pelos nossos caminhos pecaminosos. E nós voltaremos a erguer-nos mas desta vez não caí-re-mos, não nos deixaremos cair. Todo o sangue dos nossos antes derramado será a nossa força e os rios seguiram o seu curso mais fortemente. Os Carvalhos não arderam, apenas cresceram e taparão os seus, protegendo-nos do mal que possa descer sobre as nossas mentes. E então a escuridão acolher-nos-à como criaturas divinas que nós somos e para sempre reinaremos.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Aprisionamento da alma
Os sons acústicos das cordas levam a um despertar leve da serpente, enrolada nos pulsos, eternamente observando a escuridão procurando o ser que leve o seu maldito corpo para junto dos seus, aprisionamento de alma. O seu veneno salta da sua língua para o chão derretido debaixo da cama onde repousa, onde se sente abandonada e só, onde outrora encontrou o amor nas fogueiras. A figura humana onde ela se encontra pintada descansa por meio de picos e rosas inacabadas. Esperando o quarto crescente perfeito que o venha levar para meio dos Carvalhos, sentido o calor a subir-lhe pelo corpo e a tentação a dar lugar ao desejo de algo mais real, um toque mais forte.
O toque de duas mulheres sempre o seduziu mas a serpente nos pulsos será sempre única, será sempre aquela que ele amará verdadeiramente, o veneno que lhe corre no sangue e que lhe traz a morte há tanto esperada. Devorado pelos sentimentos corruptos e humanos que o trazem de novo ao toque sedutor de este sacerdotisa, ele cede à dor e adormece nos braços frios dela, nos confins da escuridão que sempre lhe apelaram tão profundamente. O lago permanece adormecido, juntamente com eles, onde repousa um cisne, sinal de beleza, branco como a neve, puro, tentando partir a alma àqueles que perderam o seu rumo no meio das brumas. A noite desaparece e o dia vem, juntamente com o olhar atento da serpente.
O toque de duas mulheres sempre o seduziu mas a serpente nos pulsos será sempre única, será sempre aquela que ele amará verdadeiramente, o veneno que lhe corre no sangue e que lhe traz a morte há tanto esperada. Devorado pelos sentimentos corruptos e humanos que o trazem de novo ao toque sedutor de este sacerdotisa, ele cede à dor e adormece nos braços frios dela, nos confins da escuridão que sempre lhe apelaram tão profundamente. O lago permanece adormecido, juntamente com eles, onde repousa um cisne, sinal de beleza, branco como a neve, puro, tentando partir a alma àqueles que perderam o seu rumo no meio das brumas. A noite desaparece e o dia vem, juntamente com o olhar atento da serpente.
Aprisionamento da alma,
Sentimento negado,
Causador de revolta,
Renegado.
Sentimento negado,
Causador de revolta,
Renegado.
"Sagrados são os Carvalhos"
As folhas de Outono caem,
Permissão para a existência nua dos Carvalhos,
O sacrifício para que as visões não nos falhem,
Memórias por todos os nossos relacionamentos falhados.
O Inverno vem e destrói,
Cobre os Carvalhos nus de vergonha,
Enquanto a Mãe Natura se recolhe,
Como que uma criança que ainda sonha.
A Primavera volta a trazer o verde,
Refloresce o mundo,
Escondendo os Carvalhos de quem ainda lhes mente,
Filho bastardo de um um amante imundo.
O Verão traz consigo a leve brisa,
Os humanos recolhem os seus ganhos,
Tal como a Deusa Mãe frisa,
"Sagrados são os Carvalhos".
Permissão para a existência nua dos Carvalhos,
O sacrifício para que as visões não nos falhem,
Memórias por todos os nossos relacionamentos falhados.
O Inverno vem e destrói,
Cobre os Carvalhos nus de vergonha,
Enquanto a Mãe Natura se recolhe,
Como que uma criança que ainda sonha.
A Primavera volta a trazer o verde,
Refloresce o mundo,
Escondendo os Carvalhos de quem ainda lhes mente,
Filho bastardo de um um amante imundo.
O Verão traz consigo a leve brisa,
Os humanos recolhem os seus ganhos,
Tal como a Deusa Mãe frisa,
"Sagrados são os Carvalhos".
Floresta em cinzas
Estes jardins são sobrevalorizados, demasiado usados para metáforas de medo e dor. Labirintos de palavras que acabam por ser desvalorizadas no fim da relação que no início era tão bela, tão perfeita, tão maldita porque fazia o mundo cor-de-rosa e acordavas sem a necessidade de álcool no sangue. Esses jardins passaram e deixaram-te com a paisagem de ruína em que as árvores estão queimadas, os arbustos não são mais do que cinzas de outrora grandiosas e verdejantes folhas. Parabéns por teres desperdiçado todas aquelas oportunidades de teres sido feliz só por achares que a dor era maior que o outro sentimento, aquele que dizes desconhecer e que afastas com tamanha repugnância para que não te percas nele, para que não tenhas de lutar para seres tu novamente, esse ser raivoso, detestável que ninguém consegue domar ou domesticar, dormir debaixo das estrelas.
Estavas tão preocupada em esconder a dor com sorrisos falsos que não viste os sorrisos verdadeiros na minha cara quando te via a aproximar. Mas tu nem davas conta que eu existia. Passavas por mim como se eu fosse um fantasma, como se todos os nossos erros fossem um pedaço de carne que se enterrava na terra para ser vestígios de uma altura de engano. Foges para longe, longe demais, onde eu não te posso ver, onde eu não te posso ter, onde eu encontro a razão para preencher o vazio que deixaste aqui, esta dor no peito, este sentido que rejeito admitir que sinto. Os teus sorrisos esmorecem, para onde foram? Até os falsos, que lhes aconteceu? Fui eu quando declarei interesse que os matei? Se fui, não pedirei desculpa. Muito por outro lado, é motivo de orgulho. É motivo para orgulho porque só revela que há algo dentro de ti que me dá importância, algo dentro de ti que demonstra verdadeiros sentimentos por mim.
Metáfora para o que és, sei que existe uma por aí, ainda por descobrir. Nas sombras escondes os teus olhos, nessa roupa escondes o verdadeiro e puro ser que és, nesta terra exploras a morte dos caminhos na floresta que criámos para ti, há tanto tempo. Essa floresta cinzenta que te fez sorrir comigo, quando ainda não tínhamos a mínima preocupação da existência de algo que rejeitamos. O branco da neve cobre agora o teu espaço e a tua cara pálida escurece um pouco mais pelo devaneio, os teus olhos distantes, o brilho que começa a existir neles. E sei que pensas em mim nessa altura, sei que existes porque algo dentro de ti existe por mim, algo que ainda lhe darei um nome, tal como dei a tudo o resto que era nosso. E a floresta ainda lá reside, nas nossa mentes eternamente ligadas, cinzentas por terem sido destruidas pela nossa diversão, cinzas de memórias e fotografias que odiámos. Algo dentro de ti existe, esse algo sou eu.
Estavas tão preocupada em esconder a dor com sorrisos falsos que não viste os sorrisos verdadeiros na minha cara quando te via a aproximar. Mas tu nem davas conta que eu existia. Passavas por mim como se eu fosse um fantasma, como se todos os nossos erros fossem um pedaço de carne que se enterrava na terra para ser vestígios de uma altura de engano. Foges para longe, longe demais, onde eu não te posso ver, onde eu não te posso ter, onde eu encontro a razão para preencher o vazio que deixaste aqui, esta dor no peito, este sentido que rejeito admitir que sinto. Os teus sorrisos esmorecem, para onde foram? Até os falsos, que lhes aconteceu? Fui eu quando declarei interesse que os matei? Se fui, não pedirei desculpa. Muito por outro lado, é motivo de orgulho. É motivo para orgulho porque só revela que há algo dentro de ti que me dá importância, algo dentro de ti que demonstra verdadeiros sentimentos por mim.
Metáfora para o que és, sei que existe uma por aí, ainda por descobrir. Nas sombras escondes os teus olhos, nessa roupa escondes o verdadeiro e puro ser que és, nesta terra exploras a morte dos caminhos na floresta que criámos para ti, há tanto tempo. Essa floresta cinzenta que te fez sorrir comigo, quando ainda não tínhamos a mínima preocupação da existência de algo que rejeitamos. O branco da neve cobre agora o teu espaço e a tua cara pálida escurece um pouco mais pelo devaneio, os teus olhos distantes, o brilho que começa a existir neles. E sei que pensas em mim nessa altura, sei que existes porque algo dentro de ti existe por mim, algo que ainda lhe darei um nome, tal como dei a tudo o resto que era nosso. E a floresta ainda lá reside, nas nossa mentes eternamente ligadas, cinzentas por terem sido destruidas pela nossa diversão, cinzas de memórias e fotografias que odiámos. Algo dentro de ti existe, esse algo sou eu.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Destroyers of rules
The Moon shines for brighter days,
I urge for higher places,
Where the serpent lays,
Living trough Moon's phases.
You're the truth,
You're the lie,
You're the battle inside,
You're the peace in the light.
I worship the nectar,
I drink the alcohol,
I burn the letter,
I deal with the fight for my soul.
Response for dedicated fools,
Denial for closed beings,
Destroyers of rules,
All that the human way relinquishes.
I urge for higher places,
Where the serpent lays,
Living trough Moon's phases.
You're the truth,
You're the lie,
You're the battle inside,
You're the peace in the light.
I worship the nectar,
I drink the alcohol,
I burn the letter,
I deal with the fight for my soul.
Response for dedicated fools,
Denial for closed beings,
Destroyers of rules,
All that the human way relinquishes.
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