sexta-feira, 26 de setembro de 2008

The most truthful

A malice in the air, a black smoke that corrupts the perfect innocence of the Earth. A grey path among the purity of the rain clouds, destroying, uncaring inhuman beings that desecrate our ways to the illness, creating the sickness and then removing the rebellion of the youth. Our skins are contamination of this prison of murderess meat and forged from wind of corruption. Our words are the pollution sent to the atmosphere but we can't write more than love letters, stricken by falsity and evil. Our ways are toxic, is there a tomorrow to end it?
We construct romances from nights of sex and conversations filled with eroticism. It's obvious that it always comes naturally. We're so superficial that we deny the most truth in the carnal desire. And then the charades of waterfalls take over and the mind games make a new couple full of sin. Re-fill the glass with wine, let us celebrate the death of another wave. As if the lack of touch combines with the need of some comfort, we generate the empty shells in our heart. Bodies built from the basics of rock, the basis of emptiness. Compelled to give up, a saint becomes a ghost of it's former self, not belonging, erased from the humanity's core. And so we continue to an uncertain lie that we call "salvation", in the supposed "future".
Deflowered at the solstice of our life, the river struggles to maintain it's course and stream. Towards the nothing, the desire to live is delivered to the clouds above and then passed to the trees as they fall in all their grace and splendour. Possession died in the hands of humans where blood has run dry and only toxic skin composes the melody of destruction. Ending another cicle of futility, we hang our souls in a closet of treason and darkness, by the clichés of words. To the worms, we feed them with past happiness and pieces of joy. To the crows, we can give nothing more for nothing more lives inside us. An empty ending, long awaited.

Awaiting your end, may I go with you?

domingo, 21 de setembro de 2008

Quadro Vazio

Não te quero esconder o sorriso, não quero criar um ambiente rodeado de vultos que apenas nos podemos livrar quando cairmos na água que é sobrevoada pelo nevoeiro. Estamos nas terras altas, sobrevivemos do desconhecido. Desconhecidos somos nós aos outros e a nós próprios. Solidão entregue a labirintos que preenchem mapas de vinho e sangue. Difícil acaba por ser distinguir o amor do ódio. Assim chegam as tuas palavras a mim, assim vagueio por entre espaços vazios de ruas escurecidas pela queda do Sol.
Coloco-te no topo da estátua mais alta das antigas civilizações, representas para mim a Deusa mais alta e mais bela que poderá alguma vez ter existido. Coloco-te aí só para ter a honra de observar a tua sombra desde o nascer do Sol e escrevendo poemas e textos de amor desesperado e cegueira causada pelo fracasso humano do corpo até ao pôr do Sol. Atiro-me à selva, mais que uma presa, sou predador pela tua atenção, persigo silhuetas daquilo que és e não me queres mostrar. Manda-me palavras afiadas à cabeça, expulsa-me de ti e proíbe-me a alma de tocar na tua. Ainda aí continuarei aqui, não quero que desapareças.
São pensamentos venenosos, corroem-me a mente e perseguem-me a serpente da sabedoria para um quarto fechado onde apenas revela os seus olhos, inexpressivos, brilhando no escuro, elevada, pronta a atacar-te. És alguém a conquistar, um coração com um muro à volta para derrubar, uma convicção de isolação a derrotar. Dou-te os meus sons acústicos pois nada mais te posso. Tantas foram as vezes que os dei a alguém e que os atiraram para o lixo com que um pedaço de publicidade barata para a qual nem sequer se olha. Papel mal gasto. Nesse caso a minha convicção é mal gasta. Mas não desisto, não tão facilmente.
Quero ver o teu corpo delineado no pôr do Sol, só assim posso pintar o teu retrato...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Slightest twitch

Bloody hope, it hunts me. It's your lips I want to taste, it's to comfort you at night the reason why I struggle so much, it's to scare your monsters and ghosts away I persist on bleeding for you. Let us travel together, far away, let us find the life long awaited for us. Let me hold you hand, take you to safety, bring a smile into your face, take you out of that pit where you've stayed for far too long now. Don't ever cry, not for me, not in front of me, not at all. Don't ever change, I've waited for you to come as you are now. Don't ever modify the correspondent soul that you are to me.
You're my little beast, you're a little piece of sin that I like to call pleasure, you're here to stay and I promise not to leave or break your heart. Don't ever hurt, you won't get hurt. Continuously I take the words from me and give them to you but my feelings you won't know now. Maybe you already do but I didn't told you. I won't deny. And I admit, I didn't struggle to keep this down, ignored. I don't know best, all I try to do is to comfort you in your times of need. Don't try to push me away, don't take me out of your life, I want to be yours for a lifetime.
Drain my hope, whisper your feelings away with the wind, disposable creature. I've become the darkness in your life, am I the shadow that follows you everywhere? All I wanted to be was a final embrace in the night before the nightmares come. Sorry to invade your mind, excuse me for becoming more human than I was before. I shall not fall for that mistake again for I won't ever surpass you. You've became everything, you've completed my nothing. Awaiting departure of this final stand, your expressionless face occupies my dreams. More than dreams, more than words, I compose a melody to your sanity. It burns in me, it won't ever go away... ever.

Escondo-me em palavras bonitas e várias máscaras, nunca to disse mesmo mas estás a crescer dentro de mim, pequena Mariposa...

Toque subtil, mensagem subliminar

Um encanto divinal, a última palavra dos lobos aos humanos, um sopro final de energia, um folgo a que a morte sucede, levando a alma para a escuridão e o corpo para o esquecimento, restando apenas o nome, trocado pela referência do desconhecido. Uma voz melódica que me ultrapassa tão veloz que posso apenas dar por ela através do calor que sinto dentro de mim, estas chamas que me consomem, pelo nervosismo que se assola sobre mim e a minha mente fica branca. Tudo pela voz, beleza, destreza felina reconhecível nos olhos. Tudo poderia partir, tudo poderia ficar, poderíamos congelar aqueles pequenos momentos para sempre, os toques leves e súbitos que me levam à loucura, a facilidade na passividade do tempo que não mostra em tirar-nos desta felicidade. É um reunião de metáforas para exprimir o esforço em deixar-te, o sofrimento de te ver partir e a atracção que sinto nas tuas redondezas.
É a dádiva de Plutão, a frieza com que trato o mundo, o desencanto que encontro na sociedade. Se alguma vez achei que algo poderia mudar, se alguma vez tive tal esperança sei agora que me encontro errado. Não sei, talvez seja eu a caminhar no lado errado da estrada, talvez seja eu a remar contra a maré mas nesse caso não me deixarei ir, não cairei, não serei o fútil pecador que cai nas suas mais leves e pequenas tentações e que se dedica a uma obra errada. Nós Homens, somos uma obra errada. Não uma obra prima, nenhuma construção para povoar e agir segundo a sua própria mente. Andamos por aí com a nossa pele vazia, sacos de mentiras e falsidades, insistindo na derrota da pureza e da inocência. E como desejei tanta vez viver para ver o mundo ver mais uma vez. Agora a única esperança de ver verde neste mundo encontro-a nos teus olhos. E neles me perco. Repetidamente um tolo, repetidamente perdido, algures...
Não me vou calar mas também não me apetece gritar. Tento manter a calma, os nossos caminhos afastam-nos um do outro mas sei que um dia, juntando a chuva, sentido o teu cheiro no vento, não resistindo à alquimia que se forma dentro de mim, vou ver-te outra vez. É o toque frio e distante, raro acontecimento, que me proporciona o momento alto da tarde, que me faz efervescer de desejo e que aquece as minhas veias, escaldando o meu sangue. Controlas todos os meus pensamentos, sentas-te debaixo da árvore na noite de Outono, chamas-me e eu vou até ti. Submeto-me à mais leve tortura do tempo mas a guerra está longe de terminada. Porque um dia eu sei, simplesmente sei, não me peças para te explicar porquê, sei que te vou ter nos meus braços. E aí vou puxar-te para mim com tanta força que nunca mais de mim poderás sair.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Cravos

É na monogamia do ar que te encontro,
No desdenho da noite que te afasto,
No enfadonho fado que te recuso,
Na verdadeira negação dos sentimentos que te reprimo.
No oblíquo ser que te cravo com espinhos,
No assassinato dos remorsos que te concluo,
Na estranheza dos estranhos a nós que me entrego,
À única morte do teu pequeno corpo, comemoro.

É nas brasas escaldantes do centro da terra que te transformo em pó,
É ao vento que te entrego para que te afastes de vez,
É nos teus lábios que te entrego a tua morte,
É preenchendo esse vazio que faço com que acabes de soltar palavras, blasfémias,
É largando a sanidade que consigo encontrar conforto em mim, apenas,
É em sonhos que me sinto em casa,
É na palavra final que cravo mais um buraco pelo meu coração adentro,
Ao silêncio da teu ignorância sobre mim, ofereço-me à solidão.

Sou a continuação das ondas,
Sou um filho da Deusa,
Sou algo perdido,
Sou um tesouro achado,
Sou palavras perdidas,
Sou suspiros lançados ao vento,
Sou o Escorpião que bebe do sangue da vingança e permanece da sede do ódio.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ventos solares

A noite deixa uma orgia de cores, um vómito de sentimentos livres pelo ar. A ruptura dos ventos solares que brilham tão originalmente na cópia do arco-íris distorcido pela visão humana. Torcendo-se, retorcendo-se, partindo-se em partículas de pó, brilhando no chão branco, neve caída de nuvens que outrora cá passaram. A lógica é perdida algures entre palavras e os teus murmúrios. A voz é uma serenata de violinos que trespassam a atmosfera e viajam eternamente por entre o Universo para o etéreo obscuro.
Ah, o amor perdido pela razão, o relacionamento que se fez numa simples noite de destruição e traição. Como poderias tu imaginar que encontrarias em mim segurança? Foi uma realidade distorcida, uma vez mais. Esta foi para me sentir bem. Peço-te, rogo-te, pinta-me o sorriso, nem que seja com uma chapada na cara. Cria-me mais uma pequena sala na minha mente para gravar memórias de nós. Já te disse, estou a começar a esquecer-me dos teus olhos. Perco essa visão agradável. Nem mesmo a doce música em que nos conhecemos serve para me relembrar deles. Suplico-te, deixa-me ver-te uma vez mais.
Os oceanos sobem pelas terras, consomem o pó sujo que contamina a neve. Neve, essa, que vai derretendo ao passo do ser humano. Não pode evitar a sua derrota para um estado líquido de profunda inutilidade e futilidade. Mas não se pode matar um coração cego, que rema em direcção ao precipício. Nem se pode travar uma alma de se enrolar na total escuridão e egoísmo e esquecer tudo o resto. É simplesmente a monotonia do ser que acaba por se distrair e ultrapassar tudo o resto sem notar o rasto de destruição que deixa para trás.

Posso dedicar-te este texto?...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mais uma despedida

Os risos são dispensados para os uivos do vento que se dispersam por entre a negra e silenciosa noite. O papel está em branco e chama pela tinta da caneta para o preencher. A caneta move-se por entre linhas de desdenho e indiferença. Não me sinto completo por todas as palavras antes escritas, então procuro encontrar-me nos risos. Risos à luz da Lua, risos à luz das velas na mesa, cera que derrete para afastar os medos e os fantasmas do passado. E aí fico, inerte, fascinado pela pequena luz que brilha em cima da mesa, a bebida numa mão, caneta noutra, a mesa rodeada de amigos de longa data. Peço um desejo à estrela que este momento dure para sempre.
As histórias de antigamente. Não mais elas me desejam, não mais elas me perseguem. São palavras chaves esquecidas, deitadas para o recanto da memória de boa vontade enquanto que a felicidade dorme no regaço da juventude. Alimentamos-nos deste momento que congelámos no tempo e gravámos numa moldura para ficar num quarto da nossa memória para todo o sempre. Todo o sangue é secundário, todo o cenário é uma distracção àquilo que nos parece ser a noite. A Lua brilha, cheia, lá no cimo, juntamente com as estrelas. Engolimos um último suspiro de tristeza, não queremos sair daqui. Eu, pelo menos, sei que não quero. Paro o relógio, congelo os minutos, apago os segundos. Tudo o que me resta é desfrutar a curto prazo de uma companhia rara mas apreciada. O mais triste é ver os amigos partir.
No final recolhemos tudo o que nos resta, felicidade, riso, a dor ignorada, o desejo, a Lua Cheia lá no céu, distante, as estrelas que brilham sem significado, o vento e os seus uivos. Recolhemos isso e misturamos para formular uma perfeita despedida. É dor que vem ao cima e tudo o que me resta são pedaços de papéis rasgados e sentar-me nos degraus da porta a saborear o vento e a observar a Lua com o fascínio de uma criança que se perdeu no caminho para algures. Foi tempo que nos foi roubado, meu amigo. Foi tempo que foi enganado para que tudo se realizasse bastante lentamente, demasiado lentamente. Fomos tão brevemente próximos que o tempo de uma vida parece a distância dos oceanos que nos separam. Mas vamos ver-nos outra vez, nem que tenha de nadar no meio de tubarões e baleias durante um mês para ir ter contigo. Mais uma despedida, mais um bocado de ti que cá deixas.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Tirano de fogo perdido numa tempestade

Quem és tu que ousas desflorar esta fauna? Terrível vilão, ser perdido na perseverança da escuridão que te conquista mais o coração. Pede-se destruição no teu país sem razão nem ordem, expandindo as fronteiras do teu reino, onde tu e mais ninguém reside. Tudo arde, tua vontade de ser, por tua esperança numa salvação noutra pessoa e não na tua força de vontade interior. Dizes que tudo perdeste, eu digo que tudo destruíste por pura idiotice. Não consegues vencer uma mosca na janela porque até essa mesma mosca tem uma vontade, um sentido de vida.
Mudas as cores ao teu mundo, fonte do teu egoísmo. Não nadas mais num mar de palavras pois até essas secaram, tudo o que te resta agora é uma miragem de um oásis num deserto em que a própria areia te rejeita dar calor ou frio ou abrigo. Não és rodeado pelo que construíste, és amaldiçoado pelo que deitaste abaixo no seio da tua loucura. Foi um amor perdido para as árvores, uma cegueira que te iluminou a mente por momentos antes de caíres à escuridão do teu poço mais fundo uma vez mais. Afunda-te no teu trono de cinzas, nada mais te resta.
Foi na floresta dos meus sonhos em que te queimas-te e finalmente ficaste reduzido a pedaços do teu ser, feitos de arrependimento por erros teus. Dou-te o oceano para que possas esconder todas as tuas lágrimas lá. Forja uma arca de ouro e enterra-a por debaixo do teu caixão, no fundo do mais negro mar, leva contigo os teus terrores, deixa em paz o verde do meu Universo. És a criança que queima lentamente por entre tempos contínuos que não param de chorar a sua perda. Continuas a tua tirania numa futura ocasião...

Viagem de mudança

Correntes são o que me prendem aqui,
Num caminho deturpado por folhas,
Epopeias de antigas sementes dadas como sacrifícios,
Relançando o fascínio nos contos há tanto tempo esquecidos.

São palavras que vos escrevo,
Sentimentos de que me esqueço,
Talvez até os ignore,
Ignóbil, inútil, paralisado com medo, alimentado com calor.

Não preencho remorsos em folhas de papel,
Desligo-me de todas essas coisas fúteis,
Encontro na bebida o meu melhor companheiro de viagem,
Substituindo as lágrima em que não encontro vantagem.

A minha voz, cordas de guitarras partidas,
Lanço um grito por entre civilizações esquecidas,
Perco-me no ser de ouro residente em ti,
E ganho novamente esperança em mim.

Preservo a minha sanidade, esquecida,
Por entre árvores e arbustos,
Dou-me de alimento a abutres,
Para recuperares a tua alma perdida.

Construo uma nova palavra épica,
Para descrever esta minha vida boémia,
E encontro em ti não o que não quero ser,
Mas sim uma nova vontade de viver.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Burning trees in my eyes

It's hard to see the light when I'm surrounded by the darkness of my own being. I absorb every inch of you and lay it on my soul so I can see you as a burden and not as a future salvation. Erase all my errors in the past to carry on, to be punished by someone else. I cannot continue to save this life you made, I can't take you to the garden of happiness that you see in your dreams. I won't bring you nothing by rain clouds, my own. It's the burning trees in my eyes.
I haven't seen this dust for a while, I can't keep the shadows from closing in, still I remember you as tear, I consider you my blessing, a gift which I cannot take. Bound to this world, devotion turned obsession in so little time. I became the faceless expression in your dreams, I became the toxic rain drops that slowly devour who you are and your perfect garden. For that reason, the most important one, I must stand back, be a viewer of my own show of self-destruction. I can't be burning in those trees of my eyes.
I hide myself behind these enigmatic eyes, a refugee for my own sorrow. I don't even know myself, my true and extensive capacities. I cannot explore my inner self, why should you care? I won't mix with that dust that the Summer has brought, I'll always be the rain, toxic if you wish to. But my real distance will be on the inside, where you can't touch, no one can. I won't allow another burning leaf to be the cause of my thoughts and the consequence of my actions. Let my regrets be a lesson to you. Let my life be your journey. Let my body be your time. Let me take that happiness and make my own for I need a little more fire for the forest that never comes to an end. I'll consume myself to the core while you are around me.