segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Pelo oceano
Quero estar pelo oceano, as ondas a carregar toda a espuma até terra. Quero uma visão mais alargada do céu, com nuvens sem denúncia de malícia, toda esta beleza incorporada numa só tarde de serenidade. Até à vista do horizonte, até à conquista de uma renovada mente, aquele que diz o que sente, que o demonstra honestamente. Espero a brisa de Verão para me ofegar o peito nu, a água fria para me acalmar o espírito, o quente Sol para me iluminar a mente. Sussurrar a melodia do vento que passa à pressa por entre as árvores para chegar até mim, uma alma celestial e álgida. E pela sua breve e muitas vezes mal interpretada afecção por mim eu escondo-me, refugio-me entre as rochas e espero o pior passar, ela levando a areia consigo na sua raiva e frustração, passando por mim sem me acenar um adeus. Uma triste melodia é cantada uma última vez e tudo regressa à tranquilidade.
domingo, 7 de agosto de 2011
Um poeta sem sentimento
Um poeta que não tenha sentimento
E que não ache em si uma ponta de significado,
Que olha para o céu e não se sente abalado ou inspirado
Pela sua beleza ou pelo seu mistério de momento
É apenas mais um forjador de engano e um mentiroso,
Uma vergonha para si para outros
Que lêem e sentem cada palavra de desgostos rotos
E que não tem o meu respeito ou admiração, desejo-lhe senhor que caia num poço!
E que não ache em si uma ponta de significado,
Que olha para o céu e não se sente abalado ou inspirado
Pela sua beleza ou pelo seu mistério de momento
É apenas mais um forjador de engano e um mentiroso,
Uma vergonha para si para outros
Que lêem e sentem cada palavra de desgostos rotos
E que não tem o meu respeito ou admiração, desejo-lhe senhor que caia num poço!
Níveis
Há vários níveis num ser. Tal como na justiça e na sua definição. Mas apenas os cegos a vêem. Vêem mas caminha cegamente, a justiça veta o seu fado e favorece a ironia agridoce. Têm, dão, em silêncio ou gritando do fundo dos pulmões, a sua própria vida, experiência, voz de revolta. Revolta de ter um mundo tão belo para percorrer e apreciar e não o poderem sentir com os olhos, de quererem transmitir sentimento a partir de cores mas não verem nada mais que um vasto e tirano escuro. E justiça fica conservada no fundo, debaixo de dor e tristeza, da vontade de mudança. Ignorada e mal tratada voa para outro lado.
O certo é a sombra da sociedade, algo que está lá permanentemente mas que é ignorado, apesar de estar à vista de todos. É falada por bocas sujas de corrupções e traições, incitada a praticar por ladrões e assassinos e sonhadas por aqueles que não podem ou não têm a coragem de a praticar. Algemas e correntes que prendem o correcto ao chão e não o libertam, por mais que ele se esforce, por mais que ele chore e implore por um pouco de luz do Sol e ar puro. Não há um apriorismo que é evidente faltar, o método de confiar e esperar pelo melhor já foi provado não dar frutos. É um imperialismo de convencionalismo que a sociedade implementou a favor dos mais poderosos.
Eu imagino uma estrada longa onde as cores são variadas e intermináveis, com muito Sol e espaço para correr, dormir, relaxar. Imagino uma estrada longa que não seja apenas dois metros de sucesso e felicidade e o resto um cinzento de desapontamento e facilitismo, onde cada gota de suor e sangue são oferecidas àqueles que nada o fizeram para merecer. Não dou a minha consideração a quem tem uma faceta que lhe é conveniente em público e outra que é o rosto da ganância e avidez. Não nesta sociedade enquanto poder imaginar algo melhor...
O certo é a sombra da sociedade, algo que está lá permanentemente mas que é ignorado, apesar de estar à vista de todos. É falada por bocas sujas de corrupções e traições, incitada a praticar por ladrões e assassinos e sonhadas por aqueles que não podem ou não têm a coragem de a praticar. Algemas e correntes que prendem o correcto ao chão e não o libertam, por mais que ele se esforce, por mais que ele chore e implore por um pouco de luz do Sol e ar puro. Não há um apriorismo que é evidente faltar, o método de confiar e esperar pelo melhor já foi provado não dar frutos. É um imperialismo de convencionalismo que a sociedade implementou a favor dos mais poderosos.
Eu imagino uma estrada longa onde as cores são variadas e intermináveis, com muito Sol e espaço para correr, dormir, relaxar. Imagino uma estrada longa que não seja apenas dois metros de sucesso e felicidade e o resto um cinzento de desapontamento e facilitismo, onde cada gota de suor e sangue são oferecidas àqueles que nada o fizeram para merecer. Não dou a minha consideração a quem tem uma faceta que lhe é conveniente em público e outra que é o rosto da ganância e avidez. Não nesta sociedade enquanto poder imaginar algo melhor...
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Colectivo
Que seríamos nós sem a nossa individualidade? Refugiados numa multidão de pensamentos iguais aos nossos, salvos de nada que não uma espelho que nos segue para todo o lado a todo o tempo. Vale de tudo menos esquecer os valores partilhados por toda a gente. Uma sociedade frágil e que se deixa assustar com o vento e a chuva, que a nada resiste e de tudo desiste apenas porque o anterior baixou os braços também. Uma crença popular que se tornou num desastre peculiar, um Inverno e tudo acaba. Escondidos no seu casulo, à espera do primeiro a ter a coragem de sair mas não há erudito aqui para se demonstrar e liderar. Então todos ficam na fome, escuro e frio porque o vizinho está na mesma e assim deve ficar. Um dia tudo acaba mas aqui a individualidade não teve tempo de nascer. Um colectivo extinto que nunca se deu verdadeira hipótese de sobreviver...
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Palavras
Certamente o vento levou consigo as minhas palavras. Procuro-as. Não sei a sua forma exacta mas procuro nas folhas caídas algum rasto delas. Algum sentimento, algum significado. Escondem-se por ruas do desconhecido, ruas que caminhei antes e continuo a caminhar agora. Dança-se por aqui à melodia do vento enquanto eu, mundo, vejo apenas a calçada suja de uma festa permanente, atravessando a noite e prolongando-se pelo dia. E sem sinal das minhas palavras, escondo-me nas sombras do silêncio, onde o vento não passa, onde ninguém me vê quieto, não quero dançar.
Acredito na inocência e beleza deste planeta. Em todas árvores carregadas de frutos e vestidas de folhas verdes, de flores que crescem ímpares de dor e seca, de lagos que reflectem a beleza oferecida. Acredito nas intenções subliminares e subtis da Deusa, acredito nos meus passos lentamente dados e nem sempre pensados, acredito na minha sorte que caminha a meu lado todo o tempo e faz com que o acaso pareça propósito. Acredito no que está para ver mas desconfio sempre das minhas palavras, da sua intenção, do seu sentimento, se alguma vez existir. Como uma folha velha e morta, as minhas palavras estão desgastadas, fartas de serem repetidas. Quero algo novo para acreditar mas nestas ruas tudo o que existe é permanente. Nada é novo aqui.
Coragem jovem de alma envelhecida, coragem. Resoluto coração transmite força à mente para continuar a caminhar por cidades de betão e cimento, ruas antigas, paredes que contam histórias que apenas alguns se dispõem a ouvir mas que se perdem neles. Abre os ouvidos e recolhe o canto sereno do vento, ele indicar-te-à onde as tuas palavras se recolheram, encontraram abrigo, refugiadas da tua dor. E segue o velho trilho, merecedor de consideração e memórias, no final um sorriso. Em silêncio e calmamente continua a caminhar, as palavras merecem a perseverança.
Acredito na inocência e beleza deste planeta. Em todas árvores carregadas de frutos e vestidas de folhas verdes, de flores que crescem ímpares de dor e seca, de lagos que reflectem a beleza oferecida. Acredito nas intenções subliminares e subtis da Deusa, acredito nos meus passos lentamente dados e nem sempre pensados, acredito na minha sorte que caminha a meu lado todo o tempo e faz com que o acaso pareça propósito. Acredito no que está para ver mas desconfio sempre das minhas palavras, da sua intenção, do seu sentimento, se alguma vez existir. Como uma folha velha e morta, as minhas palavras estão desgastadas, fartas de serem repetidas. Quero algo novo para acreditar mas nestas ruas tudo o que existe é permanente. Nada é novo aqui.
Coragem jovem de alma envelhecida, coragem. Resoluto coração transmite força à mente para continuar a caminhar por cidades de betão e cimento, ruas antigas, paredes que contam histórias que apenas alguns se dispõem a ouvir mas que se perdem neles. Abre os ouvidos e recolhe o canto sereno do vento, ele indicar-te-à onde as tuas palavras se recolheram, encontraram abrigo, refugiadas da tua dor. E segue o velho trilho, merecedor de consideração e memórias, no final um sorriso. Em silêncio e calmamente continua a caminhar, as palavras merecem a perseverança.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
A ignorância e esperança
Não se encontra nesta escuridão provocada por ignorância uma aceitação, uma demonstração de sentimento que não seja censurada. É triste a necessidade quase fisiológica dos humanos em julgar outros e classificarem-se a um nível superior, pagando por poder e usando esse poder para manipular - leia-se destruir - as mentes das novas gerações, tornando-os clones, ciclos viciosos que deambulam pelas ruas sem saber bem porquê. Todos os dias encontram-se novas notícias e novos acontecimentos que tentam moldar - leia-se manipular - as mentes dos jovens. E cada dia que passam as gerações mais novas, a minha incluindo e falando por e sobre mim próprio também, ficam mais burros, mais desinteressados. Não culpo, pelo menos não totalmente, os jogos e o fácil acesso a todo o tipo de informações hoje em dia. Até acho uma mais valia, aqueles que nascem com a curiosidade e vontade de saber mais conseguem-no mais rapidamente e despontam mais facilmente. Mas culpo esta geração de músicos e celebridades que dão como exemplo a seguir a sua própria mente invés de os - leia-se "nos" - impulsionar a procurar a nossa própria personalidade e estilo. Quanto aos jogos, sim há toda a violência e sangue - esta parte foi sarcástica, ambos pertencem à vida - mas há também o treino de reflexos e pensamento rápido, tal como no desporto. Óbvio que um equilíbrio entre os dois é sempre desejável, nem que seja para arranjar uma relação no futuro, mas nem sempre acontece.
O que estou a tentar dizer é simplesmente que já não se pode esperar muito das futuras gerações, muito menos viver em Marte. Estamos a voltar aos macacos, sem haver o risco da população humana deixar de existir. Então restam duas esperanças, génios que existem em todo o mundo que equilibrem de certa forma a ignorância ou que 2012 (ou algum "evento" desse género) faça uma reciclagem a este planeta - entenda-se isto como uma forma de esperar um novo ciclo de forma humana e não um suporte a sociedades secretas que premiam apenas a elite.
O que estou a tentar dizer é simplesmente que já não se pode esperar muito das futuras gerações, muito menos viver em Marte. Estamos a voltar aos macacos, sem haver o risco da população humana deixar de existir. Então restam duas esperanças, génios que existem em todo o mundo que equilibrem de certa forma a ignorância ou que 2012 (ou algum "evento" desse género) faça uma reciclagem a este planeta - entenda-se isto como uma forma de esperar um novo ciclo de forma humana e não um suporte a sociedades secretas que premiam apenas a elite.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Há qualquer coisa
Há qualquer coisa escondida na noite, uma magia duradoura, como uma visão, como um rio sob a luz do Sol de Verão que corre tão profundamente nas nossas almas. Há qualquer coisa nas viagens que a mente faz para passar o tempo, qualquer coisa nos prados que nos inspiram tanto que por vezes não temos palavras suficientes para os descrever, podemos apenas passar dias e dias a escrever sobre o verde pelo qual caminhamos, o verde que continuamos a ver à nossa frente, a beleza inexplicável. Imensurável a verdade que nos é transmitida num pequeno pedaço de Natureza pura em contraste ao mundo de betão em que vivemos. Há qualquer coisa aqui que não se pode explicar, uma atracção que não deveria existir, um desejo que continua a ribombar durante a noite...
Rua da Falésia do Algodio
Deusa, quero a simplicidade. Quero a espontaneidade, a vontade, a força de vontade, a coragem. Quero o diálogo em contraste ao monólogo, quero a partilha em vez do egoísmo. Quero a filantropia ao oposto da minha eterna misantropia. Ofereço o conhecimento, o medo, o silêncio. Ofereço-te até as minhas palavras, silencia-me para sempre mas deixa-me uma visão tua e uma duradoura gaguez para descrever a tua beleza.
Esta é a beleza do Inverno. O cinzento, a incompreendida decisão, o isolamento das pessoas, a sua pressa para chegar às suas casas e se aquecerem. Sente-se a animosidade, é palpável a tensão que as pessoas sentem apenas de caminharem sob a chuva. A mim faz-me sentir vivo. Dá-me energia. Quanto mais corro mais energia tenho, desde que a chuva me caia em cima. Pode ser inanidade da minha parte dizer isto a mim próprio mas a realidade é que me encontro a sorrir com este tipo de coisas parvas. Até as aves passeiam longe do mar. Gaivotas pousam no parapeito da minha janela, olham para o mar com o seu instinto tal como eu lhe olho com melancolia depois de um copo de vinho tinto. Chove, chove, não deixa de chover. Igual ao meu prazer de ver da minha casa as pessoas a correr para fugirem a meras gotas de água.
Os dias passam por aqui, tal como as pessoas. O tempo é um criminoso que foge de mim com a vida que me pertence. Aqui chegam maresias e tempestades, o vento sopra furiosamente. Brevemente vê-se um redemoinho de areia a ser criado na praia, hoje vazia, tal como esteve ontem, tal como vai estar amanhã. Uma valente alma caminha ainda na rua, chapéu de chuva aberto, cabelos loiros a esvoaçar. A pressa é a habitual mas a tensão é substituída por medo. Medo de não saber onde quer chegar, medo de não chegar a tempo ao devido sítio. Não parou para lhe perguntar. A casa está vazia, apenas reina a melodia da música celta que deixei a tocar na aparelhagem. Tal como a casa encontra-se a rua, vazia. E o sentimento instala-se.
O movimento é sempre fraco por esta rua, até a própria tinta do meu prédio ameaça ir-se embora. A vista para o mar é a razão para me instalar aqui e aqui ficar. Não conheço aqui ninguém mas toda a gente se conhece. Há um tal isolamento na minha pequena casa que me vejo obrigado a trocar a alegre música celta por um pouco de jazz, um tributo à minha misantropia actual. E danço sozinho, espero que temporariamente. Mas tudo o tempo dirá, como sempre disse. As nuvens ameaçam ficar aqui, espero que alguém pare para me perguntar se eu quero ficar também.
I Can't Stand The Rain - Cassandra Wilson
Nota: O nome da rua foi escolhido ao acaso, não tem qualquer ligação ou validação na história aqui apresentada.
Esta é a beleza do Inverno. O cinzento, a incompreendida decisão, o isolamento das pessoas, a sua pressa para chegar às suas casas e se aquecerem. Sente-se a animosidade, é palpável a tensão que as pessoas sentem apenas de caminharem sob a chuva. A mim faz-me sentir vivo. Dá-me energia. Quanto mais corro mais energia tenho, desde que a chuva me caia em cima. Pode ser inanidade da minha parte dizer isto a mim próprio mas a realidade é que me encontro a sorrir com este tipo de coisas parvas. Até as aves passeiam longe do mar. Gaivotas pousam no parapeito da minha janela, olham para o mar com o seu instinto tal como eu lhe olho com melancolia depois de um copo de vinho tinto. Chove, chove, não deixa de chover. Igual ao meu prazer de ver da minha casa as pessoas a correr para fugirem a meras gotas de água.
Os dias passam por aqui, tal como as pessoas. O tempo é um criminoso que foge de mim com a vida que me pertence. Aqui chegam maresias e tempestades, o vento sopra furiosamente. Brevemente vê-se um redemoinho de areia a ser criado na praia, hoje vazia, tal como esteve ontem, tal como vai estar amanhã. Uma valente alma caminha ainda na rua, chapéu de chuva aberto, cabelos loiros a esvoaçar. A pressa é a habitual mas a tensão é substituída por medo. Medo de não saber onde quer chegar, medo de não chegar a tempo ao devido sítio. Não parou para lhe perguntar. A casa está vazia, apenas reina a melodia da música celta que deixei a tocar na aparelhagem. Tal como a casa encontra-se a rua, vazia. E o sentimento instala-se.
O movimento é sempre fraco por esta rua, até a própria tinta do meu prédio ameaça ir-se embora. A vista para o mar é a razão para me instalar aqui e aqui ficar. Não conheço aqui ninguém mas toda a gente se conhece. Há um tal isolamento na minha pequena casa que me vejo obrigado a trocar a alegre música celta por um pouco de jazz, um tributo à minha misantropia actual. E danço sozinho, espero que temporariamente. Mas tudo o tempo dirá, como sempre disse. As nuvens ameaçam ficar aqui, espero que alguém pare para me perguntar se eu quero ficar também.
I Can't Stand The Rain - Cassandra Wilson
Nota: O nome da rua foi escolhido ao acaso, não tem qualquer ligação ou validação na história aqui apresentada.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Árvore de mil ramos
Há uma árvore de mil ramos,
Há uma árvore de mil canções,
Mil harmonias concedidas por mil hegemonias,
Mil demagogias destruídas por mil sentimentos,
De revolta, frustração e sede de liberdade,
Liberdade que tem como sua face uma árvore.
Há uma árvore de mil canções,
Mil harmonias concedidas por mil hegemonias,
Mil demagogias destruídas por mil sentimentos,
De revolta, frustração e sede de liberdade,
Liberdade que tem como sua face uma árvore.
Adormecer
Cada vez que adormeço morro. Páro o tempo da minha existência, os pensamentos que outrora correram fluídos são agora meros esquecimentos com que brinco ocasionalmente. Cessa de existir a fácil fluência da minha racionalidade, os meus instintos mais primitivos tomam conta. E fecho os olhos. Luzes apagadas, tudo no silêncio da noite. E a demagogia que governa esta prisão de cansaço é cansativa por si só. Acordar é já um sistema pré-designado no interior do meu cérebro que se revela incapaz de se iniciar por si só de bom grado. E a noite é a conquistadora dos meus sonhos e desesperos, é quando me sinto mais em casa, sob um céu estrelado ou uma chuva que ameaça criar um rio e levar tudo daqui. Incitar em mim uma linha de raciocínio é o mais agradável que consigo tirar da noite, dormir é a ameaça apagar o prazer de estar vivo e pensar.
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