terça-feira, 30 de outubro de 2007

Alma de perdição

E agora olho para as horas e reparo que já não estás cá. Apenas um rasto da tua alma que deixaste para trás para que eu continue contigo contigo na memória. Não era preciso, estás lá sempre, nunca de lá sais. Possuis-me a alma, rasgas-me a carne do meu corpo, ocupas a minha visão que me persegue em todo o lado. Perdição de alguém que se encontrou, voltaste agora para ser a minha. E ainda nem te mostras-te ao Sol que teima em queimar-me até aos osso.
Tens frio. Eu tento aquecer-te mas nada mais sai do que palavras que não aquecem a minha própria alma. Porque nem consigo convencer-me de algo que é mais forte do que eu demora a desaparecer, não consegue morrer, apenas se esconde fundo na alma onde os mais genuínos picos de raiva se encontram. E está com medo. Assim como eu estou de não conseguir estar contigo a todo o momento, não por disponibilidade mas sim por tu não quereres. E a resposta atrasasse, compreensivelmente, assim como a expectativa perdura até que o gelo derreta.
És a única flor no meu jardim murcho que teima em crescer até ao Sol e não te quero perder. Agarro-me a ti com toda a minha força para que fiques comigo mas ainda piora tudo. Não te quero magoar, não te quero fazer sentir vazia por dentro, não quero que morras, alma de perdição, mas também não quero que me faças perder no teu encanto mortífero. E respondo à indiferença e à distancia com palavras de adoração eterna e profunda. Ignorância àqueles que se interessem envolver, sinto-me bem contigo e é tudo o que interessa.

Cegueira incondicionável.

Sento-me no canto obscuro enquanto que a noite continua a prolongar-se lá fora, com as estrelas escondidas por detrás das nuvens, brilhando e ofuscando toda a vida área que se encontra por lá. Também a minha alma lá se encontra, vagueando sem fim, procurando uma nuvem onde tu repousas, com a tua face a mostrar o reflexo da lua. E vejo a tua alma, apenas um reflexo da minha que me aquece quando estou frio no pensamento e me acalma quando os nervos estão prestes a explodir. És a mais delicada flor no Jardim Do Éden e és preta. És o verniz preto que pinta a alma.
Seca é a luz que se reflecte sobre mim, enquanto perdido nos pensamentos de ti. Sentimentos nunca mútuos que cegam os pobres de alma mas que persistem e mantêm a sua luta por um momento de felicidade, um beijo seco na face, um abraço quente quando se precisa de alimento. Não consigo descrever esta prisão que se abate sobre mim, apenas sei que as paredes estão a fechar-se sobre mim e que estou a ficar sem ar para respirar. O ar que és tu. Continuo sentado mas a minha alma voltou ao corpo pois eu não estou onde eu queria estar, na tua mente, tocando na tua alma com o mais tenro toque. E o mal re-incarna em mim.
Tarde demais para voltar a expandir a defesa da alma e do coração, os meus sentimentos por ti já tomaram conta e não és nada mais do que um reflexo que me mata lentamente. E o tempo passa e as paredes não param de fechar. O ar escasseia, sinto que me escorregas pela palma da mão e que me deixas abandonado à morte certa na cegueira incondicionável que me causaste. Mas ainda gosto de ti e vejo nas lágrimas que me escorrem da face para o céu. Levanto-me então para lembrar-me da dor e da felicidade que te tornaste.

Verniz preto

Vejo o mundo rodar e sinto que a rosa se abre. Uma impura força da natureza, vezes demais queimada pelos raios do sol, os mesmos que eu tento protege-la. E todos os dias, chuvosos ou solarengos, lá estou eu perto dela. Talvez até demasiado para o seu gosto mas demasiado afastado para o meu. Até ao ponto em que apenas se escreve. E é bem sabido que a escrita é apenas a reflexão da alma, a minha pertence a ti. És o verniz preto que me pinta a alma.
Reconheço a dor na tua voz, a mágoa nunca esquecida das tuas palavras, o choro que conténs dentro de ti para que os outros não descubram o quão sentimental és. Mas eu continuo a escavar mais fundo, descobrindo cada vez mais essa parte de ti e gosto dela, torna-se essencial para mim, é ela que me faz escrever e és tu completa que me faz sentir, que fazes a minha alma mostrar-se por completo num campo aberto à espera de um arco perdido que me atinja para morrer. Reflectes-me por dentro.
Escondes-te no teu próprio mundo, eu tento entrar a todo o custo, exponho-me vulnerável à tua mercê de forma a que percebas que as minhas palavras são reais e que as minhas intenções não são de te trazer mais mágoa. Porque essa já tens a mais sobre ti. E não a libertas de forma a que não cometas mais erros no futuro, que não caias demasiado pela pessoa errada, pelas razões erradas. Não quero ser mais um estorvo na tua vida, quero ser uma gota de água que cai do céu e te limpa a face de todo o horror e medo.
E a verdade escondida atrás da sombra, essa dissimula a sua existência a todos os outros mas os teus olhos já se esqueceram dela. Os teus olhos estão cegos a qualquer amostra de ser humano que te tente trazer a felicidade de que precisas para caminhares mais confiante, mais forte. Porque foste pisada demasiadas vezes, rosa pintada de preto, e agora já não encontras forças para te voltares a erguer do solo para a cruel realidade que tem apenas alguns raios de Sol a brilharem. Gosto de ti verniz preto.

domingo, 28 de outubro de 2007

Excadescere amore (procurare)

"Não deixes o teu sorriso esmorecer, nunca, pois ele será a salvação de todos os homens da terra que são cegos ou demasiado fracos para andarem sozinhos" - disse-me ela enquanto morria nos meus braços, os seus olhos a procurarem o desconhecido e o seu corpo a perder todo o calor suave que me confortava. E, enquanto via os seus olhos fechar lentamente e a raiva se apoderou de mim, dei-lhe a maldição da vida eterna apenas com o tenro toque dos meus dentes, lambendo o seu sangue para a vida morta a que a condenei. Injustamente. Nesse momento senti-me fraco e fugi, sabendo que nos encontraria-mos mais uma vez no futuro.
Escondi-me sempre nas sombras, sabendo dela apenas por rumores nas vilas pelas quais passava. Sentia a sua alma assim como ela sentia a minha porque ficámos para sempre ligados através da dor e da mágoa daquele momento. Ela espalhava os seus horrores, cravava os seus dentes sem amor nem piedade apenas pela satisfação de fazer os outros sofrerem aquilo a que ela foi obrigada a sofrer por egoísmo meu. Já não era amor que ela tinha por mim, aquele amor humano e puro que ela tinha, mas sim ódio e sede por vingança pelo monstro que ela pensava que a tinha transformado. Sentia a sua alma a perder-se cada vez mais fundo à medida que ela avançava para absorver a vida de outra pessoa. E chorava por ela. Perdia-me nos puros pensamentos de suicídio e tristeza pelo amor que tinha perdido. Aquele que ia perder de qualquer forma.
Estava chuvosa, a noite em que ela finalmente descansou. Talvez estivesse a aprender a viver com o facto de que nada que ela fizesse pudesse alterar o seu estado. Eu sentia a sua alma a repousar enquanto ouvia o canto angelical dos anjos no alto das igrejas, observando-me e sentindo pena pela minha mágoa. Foi tal que começou a guerra entre eles, os anjos, e nós, os demónios. Os seus olhos caridosos brilhavam no escuro neste momento raro de paz entre as nossas duas espécies. Nem me dei ao trabalho de levantar o olhar a eles porque sabia que ela estava a chorar e que eu próprio o iria fazer em breve. Ouvia o seu chamamento.
Todos os dias sentia a sua dor e miséria nos gritos assustados das suas vitimas, todas as noites sentia as suas lágrimas a escorrerem-me na face pela mágoa e a raiva que ela sentia na sua alma, sempre ligada à minha. Ela perseguia-me, queria respostas, queria a minha morte mas também queria ver-me mais uma vez, sentir o meu amor na sua bela face para a consolar e saber que nunca a esqueci, que me escondi na minha vergonha e na minha própria mágoa e egoísmo. Porque nunca a quis perder e troquei todas as almas do mundo pela dela. Mas caminhava no sentido do desconhecido sempre perseguido pela sombra do remorso e do medo, tentando ignorar o meu amor por ela.

sábado, 27 de outubro de 2007

Misery dressed in white

Watch as the planets align and decide you fate, condemn you to a thousand pains, judge you by your sins and errors, the ignorance to the higher power above you and stupidity of worshipping false gods. As the Earth moves and secretly conspire against you, the fire is burning in your soul and you can't deny the fever, the will to go back to the old times, when you had your love within your arms warming you as the night got colder and colder. You feel dead, incomplete. You enter in a solemn trance and you see the sun shining as you walk on Eden's Garden for no reason at all. Forgot the memories, you're just re-living your life. Doesn't it feel good? Or does it feel like a slap in your face? Remember where you made your error.
The Gods above watch you as you move trough your mind, seeing the fight in your interior, having no pity, having no mercy, only rage to content their desires. And you feel like a toy in the hands of a child, you feel used, you realise that you're just a puppet of an above power. Deception takes over. Empty becomes your life as you walk trough the streets and see the people smiling, happy and ignorant, unlike you. The chosen, the doomed, the cursed forever more to see the things the other away. And the planets align for you, for your soul remains after your body's death. And in each life you learn an important lesson until you live your last time, the time that you know it all.
You fall into your own blackhole of pity, where the darkness is created by the mind and the pain is operated by voice, the voice of silence. There, insanity is something good, is a thing that everyone has. You take your own body into a dance so you realise, this is nothing more than a fraction of hate. You're just another piece of the puzzle of the God's entertainment. But deep down you know, the soul always remains. You get out of your trance and wonders if it was all a dream. But you don't have to look deep down in your soul to realise that life itself is nothing more than a collection of realities that are futility and weak to the eyes of the God's. You're just another puppet in the hands of the Planets, the real Gods.

Hatred for myself

Hatred for myself, for the words that I've spoken, for feelings that I wrote. And all because of you, all because you've come too deep to let you go now. Unless you want me to. No voice of reason to talk, no mind to analyse, just the silence between us in this awkward moment, the moment that I brought with my own sins. And I wish that you would just give me a word so I could close my eyes and die in the pool of shame where I've fell. Destroy me, by all meanings, for all that I've become and the friendship that I've ruin. Only now I've realised that. And I have no way to change it, but I feel no remorse, as usual. I won't fall again.
We share the world, we share the words but we suffer the consequences of our own mistakes in the shadow of undieing sun, the true corner of my soul. And I hate myself, so should you, for words that I've created in my mind to tell you how I felt, the cause of our dead friendship and my horrors. And you suffer more because of me. And that's the reason of my hate for myself, because I always do the wrong things, at the wrong times, moved by my futility. And I'm sorry though this word will never wash away the sins.
And I now, I'm superficial and needy but I'm trying to change. I'm an idiot and I just can't admit it. And I only say shit when that's the last thing you need. Hang me at your mercy, that which I hope that doesn't exist so I can disappear, vanish from this Earth into the unknown. Kill my glass smile and turn my life into a torn in god's feet. Hatred for myself as much as love is fake.

Prisão de gelo

Presa dentro dessa prisão de gelo não vês as chamas que ardem no meu olhar. Não te quero dizer que gosto de ti neste momento, apesar das nossas almas coincidirem e da nossa personalidade ser mais do que o reflexo um do outro. E seduzes-me apenas com palavras escritas nos teus olhos tristes que não te permitem ver mais do que uma barreira gelada que te mantém aprisionada em ti própria. Quero ser eu aquele a dizer que te quero salvar de ti própria, que quero partir essa fortaleza de gelo e trazer-te o calor do exterior, o calor das chamas que ardem nos meus olhos. Porque elas ardem por ti. E talvez seja mais medo do que dificuldade em expressar o que sinto neste momento, medo de que te afastes e percas toda a ideia que tens de mim na tua cabeça. Porque tentei com que não tivesses ilusões daquilo que eu sou. Sempre fui verdadeiro e honesto, não minto para te impressionar, porque apenas recentemente te vi mesmo. Mas sinto-me sobrecarregado de futilidade porque pouco tempo passou desde que sei o teu nome e, apesar de nos vermos todos os dias, penso que não é suficiente para ter algo realmente forte. Mas a minha alma diz-me algo diferente. Diz-me o que nós dizemos todos os dias, que somos iguais. Mas não consigo apanhar o teu lado mais sentimental, aquele que disseste que tinhas quando estavas apaixonada. É mais um factor para o medo. Mais um medo. O medo de que leias isto. Tenho quase a certeza de que vais, ou hoje por meu intermédio e superficialidade, ou amanhã quando acordares e tiveres mal disposta. Esse medo é maior que os outros dois separados porque esse medo é combina tudo, combina-os e torna-os num.
Luto comigo próprio para não imaginar o sabor dos teus lábios, como seria agarrar-te e poder dizer que te adoro e tu me responderes igual. Porque sei que, se o imaginar, não acontecerá. Sempre foi assim, porque haveria de mudar contigo? E não sei se já te deixei marca, como tu dizes que tenho de deixar para te lembrares, por isso luto ainda com mais força. E digo e repito a mim mesmo que nem tu nem eu estamos interessados, que tu me vês como um puto com mania que é mais velho e que te mente constantemente, de forma a que não queres nada comigo. É causa de dor, tenho de dizer que sim, mas é melhor assim do que continuar a iludir-me e imaginar situações que podem nunca ser reais. Sabes que eu prefiro ser directo em todos os assuntos mas há assuntos sobre quais não consigo falar directamente, assuntos que o medo psicológico se sobrepõe à vontade da alma. Erros. Naturalmente. Talvez até defeitos que não quero aceitar. Os medos continuam. Há mais o medo de que penses que sou mais um sentimental, que já te disse que era, e que isso te faça desinteressar ainda mais de mim. Que te faça afastar lentamente para a dor ser menor. Porque, apesar de essa prisão de gelo em que te colocaste por pecados de outros, ainda tens uma pequena fonte de calor a dar aos outros. Até mesmo a mim, a quem conheces há muito pouco tempo.
E continuo a pensar, será tudo uma ilusão? Estarei eu a enganar-me e a ti ao mesmo tempo? Não o quero aceitar mas tenho de enfrentar essa realidade porque é bem sabido que a minha futilidade é grande, por mais que tente afastá-la. Estarei eu a fazer-me de igual a ti para conseguir o que quero? Não gosto dessa realidade porque as minhas palavras não me parecem mentira a mim e pareço conhecer-te minimamente, apenas com aquilo que dizes. Então vem-me à mente a duvida se és tu que estás a fazer-te de igual a mim. Rejeito essa realidade porque já vi a sinceridade nos teus olhos. E apesar de abraçares e acariciares outros, continuo a querer-te nos meus braços à noite para te aquecer quando tiveres frio. Quero-te ao meu lado a todo o tempo para me perceberes e consolares quando me sentir mais em baixo. Mas agora penso que me acharás estúpido apenas por ter escrito isto. Pergunto-me se te aperceberás que este texto é para ti ou se serei eu a ter de te dizer. E aí, como será a tua reacção? Dir-me-às tu que sentes o mesmo que eu ou confirmarás os meus medos? Nenhum dos dois? E a dor aumenta e apercebo-me de que lerás este texto por meu intermédio, porque eu quero que leias e me digas o que te vai na cabeça ou na alma neste momento. Depois desaparecerei se o quiseres. Não sendo drama, não querendo aceitar tal ideia, continuo a pensar que nada será o que quero. Mas continuo a querer libertar-te dessa prisão de gelo em que encontras. Deixar-me-às?

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Desculpa

Não peço que me percebas ou que compreendas e aceitas as minhas acções e atitudes até porque, em toda a minha futilidade e cinismo, eu sei que errei, que te aleijei apesar de nunca o ter desejado e quem chora por dentro agora não és somente tu, também sou eu. E não se torna uma questão de quem é superior a quem ou quem é mais belo ou atraente do que o outro, torna-se uma questão de miséria e culpa. E, concentrando toda a culpa em mim mesmo, porque mereço, permiti-me odiar-me, detestar-me, desejar que este morra para poder construir outro. E peço-te, detesta-me tanto ou mais quanto eu me detesto. E não quero que caias na ilusão de que consegues suportar tudo sozinha, que a dor é relativa. Posso não ser um grande amigo mas tento sê-lo apesar de todos os defeitos que vejo ou não vejo em mim próprio. E proibo-me de te tocar enquanto não encontrar o perdão que preciso. Esse perdão vem de mim pois, para mim, o teu nunca terei porque não o mereço.
Quero que fales mal de mim, quero que me critiques e que tenhas os mesmos desejos de que este ser morra, aqueles que eu tenho. Não se tratam de desejos suicidas, apenas ódio pela minha superficialidade. Quero que te sintas melhor através da minha dor e tristeza porque agora sentes-te assim porque eu errei, porque eu me precipitei sem nunca perceber que os meus valores, que digo que sigo, estavam certos. Cada vez me asseguro mais disso e cada dia cresço um pouco mais, dando mais espaço ao ódio interior. E não penses que não sei o que te vai na mente agora porque eu próprio já passei pelo mesmo, do lado em que tu estás. E eras tu que lá estavas a recolher-me no calor dos teus braços e eu, cego, não via que eras tu. Por isso voltei a sofrer e agora errei. Sinto-me mal. Desculpa, aquela palavra que nunca será dita ou sentida o suficiente para que tenha o perdão. Mas espero que não me afastes porque ainda te quero ajudar, ainda quero ser teu amigo, nos momentos mais difíceis ou nos momentos mais felizes da tua vida. Mas nunca serei o mesmo triste, serei pior.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

The sacrifice

Appearance brings back the memories of past activities, futilities over and done, confirmed death by the sickness god that help me start this damn genocide that has made a revolution among humanity. Unstable minds, creative thoughts that come and run, black out and your memory is just another fragment of a dream, a dream you wish that it was true. And your screams become music to my hears, your weakness and your blood become my strength, my power, my will to survive and your voice of reason. And forgotten saints and angels fall from then sky into Hell. The sacrifice of the useless and weak.
You look torn and weak in that pit that you fell into. My friend, my sanity, you've fallen with the disease and you look at me with eyes of pity, the eyes that you always have when I'm down, when I'm with sorrow. And even in your time of death, I'm your concern, I'm the one that you're focused on. It's guilt. It's guilt that I'm wearing, not this black pane that makes me the god of death, the supreme lord of your life's. Because I've killed myself when I saw you, my friend, in that hole like a rotten animal, used object. And it's all in the sacrifice of yourself to me, you blood becomes my curse.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Enfim, a humanidade

Bom esta introdução não ficaria inovadora ou original se pusesse aqui a mesma história de sempre por isso resolvi por esta treta de toda de forma a que vocês acreditassem que isto é de facto mais um texto em que sinto maléfico e sarcástico. E, acima de tudo, aposto que vocês acreditaram. Continuando com a tentativa de ter piada, isto tendo em conta que a Kath não acha piada a estes tipos de textos que eu escrevo, hoje vim aqui falar de... coisas. Coisas, mais especificamente, que são coisas. Ora bem, e isto com a voz do Marcelo Rebelo de Sousa, vou começar por falar do amor. Portanto, e não falando metafóricamente, para mim o amor é uma ilusão psicológica, uma mensagem que se encontra no cérebro de forma a que acreditemos (neste caso, vocês acreditem) que estamos bem e que aquela pessoa é mais especial que as outras. Bom, é tudo mentira, isto porque, se de facto existe o amor, então está escondido atrás de uns arbustos a fazer uma orgia com a mentira, o pai natal e o coelhinho da Páscoa (eu sei a localização porque também já o fiz :p). Mas procura-se por todo o lado, até se afixam papéis nos postes de electricidade (referência a desenhos animados americanos) a dizer que se procura o tal cão ou gato. E esta última linha não tinha nada a ver com o texto. Seguindo em frente, o amor é como fumar, prejudica a saúde e diminui os anos de vida da pessoa e também enche os pulmões e cérebro de porcarias. No final de tudo, o amor é doloroso e é apenas comparável àquele último pedaço de dejectos que ficam presos no vosso orifício anal e insiste em não sair.
A outra blasfémia que vai sair daqui para o mundo apenas merecedor de uns quantos genocídios até à extinção da civilização humana é uma criticazita, se a quiserem ver assim, aos emos. Sim aqueles idiotas que põem uma franja à frente de um olho e depois admiram-se que vão contra as árvores. Não, não é só porque são mais burros que a Magda do "Sai de Baixo". São idiotas também porque cortam os pulsos e depois dizem que são fixes por causa disso. Mais valia darem um tiro nos miolos que o mundo ficava logo um sítio mais bonito como eles querem. Como se não bastasse, eles são idiotas porque são meio pseudo-punkers, meio pseudo-hippies. Pseudo-punkers devido à origem da música emocore, pseudo-hippies porque querem muito paz e amor mas nunca chegam a fumar ervas e essas coisas feias que eu não faço nem consumo (é verdade, agora não estou a ser sarcástico). E a sua procura por amor torna-se tão desesperante a aceitarem boleia de um estranho com olhar pedófilo que está retratado na imagem deste texto. Enfim, a humanidade.