E os dias passam, os risos matam as saudades que foram criadas pelas distâncias, acontecimentos adversos, obstáculos que com dor são ultrapassados. Mas tudo é morto num momento em que se entra no café e lá estão os amigos de longa data, aqueles mesmo importantes, sentados, a escrever, a desenhar, a sorrir e a conversar. Não se é um grupo nem seita, são indivíduos absolutamente fora do comum, extraordinários, mais que qualquer outra coisa. E é com um sorriso que somos recebidos por todos, com mais uma rodada para esta mesa.
O dia torna-se na noite e o vento traz um sabor extra amargo por uma despedida. Mais um abraço para uma infinidade de espera até eu te ver outra vez. Os trovões já parecem tambores que rasgam o céu e iluminam as nossas cabeças leves debaixo da chuva. Aquele é o momento em que eu não quero partir. Estou na rua mas não estou inseguro. Na verdade, sinto-me mais forte e confiante que nunca. Estou convosco e com a chuva. E sempre a trovoada a dar-me energia para o caminho solitário a percorrer. Que se desabe o mundo em cima de mim, eu consigo aguentar. Hoje e agora, eu aguento com tudo.
Eu sou um Universo brusco, tentativa de imprevisibilidade, também de invisibilidade. Tudo à minha frente, quadrado. Tudo estável, nada que arrisque a mexer-se, que se diversifique. Tudo fica dentro da sua caixinha e recusa-se a pensar mais além. E nós somos aqueles que fogem. Somos aqueles que mostram ao cinzento que é mais que a cor que nos pinta a alma. E, aos mundos que nos separem, que saibam que voltaremos, mais fortes e unidos. Há uns bons anos, não é António? Há uns 14 quase. E contigo Diogo? Há 2 ou 3 mas o suficiente para crescermos e fazermos tanta coisa juntos que já me sinto teu irmão. Falta, claro, o Ricardo. Lá tivemos umas pequenas desavenças, há tanto tempo que já nem merecem ser recordadas (se bem que cá ficarão sempre). Mas sobrevivemos. E nós somos Universos, mais que paralelos. Irmãos.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
(Des)Equilíbrio
Apercebi-me agora da insignificância.
Atiro ao ar a inteligência que até agora tem sido um modo mago de alargar, expandir o meu ego, a maneiras que nos dias do passado tentei controlar. Vivo neste pequeno cubículo de insanidade que não alarga, nem com tempo, nem com ego. E então há dias em que me canso, me deito na cama, exausto de toda esta imensidão vazia para apenas viver neste quadrado, preso. Na escuridão é quando penso que realmente estou perdido, que criei algo que agora não posso virar costas, não posso destruir e que, por mais que me afaste, sempre estará lá. Mas todos os momentos que me vêem à cabeça, não os mudava nem trocava, não, por nada. Foram eles as melhores noites deste ano que está mesmo no fim.
O doce toque torna-se pálido perante lágrimas que se transformam em gelo trespassado por todo este vento. A minha pele, congelada, é cortada suavemente pela frágil folha de Outono que cai da árvore. Transportada pelo vento, não se deixa constrangir pela sua súbita falta de alimento e continua a voar, no seu último suspiro de Verão. O sangue decorre pela face como uma gota que foi deixada pelas memórias vivas que me assombram os sonhos e me conquistam a luz do dia. Estes glóbulos que deixam as veias viúvas do seu sabor, saltam para terra, salpicando a terra deserta de algo puro e inocente por onde crescer e dominar uma vez mais. Só então poderá apagar o erro que fomos e que a humanidade continua a ser.
Raios perfuram os céus e as gotas de chuva penetram tão suavemente a terra quão eu te acaricio os seios, duros, ainda jovens e inexperientes. Lá fora a noite não se consegue comparar ao teu vestido de veludo que vestes neste preciso momento, sobre essa tua cama de luxúria onde me deito todas as noites, inconsciente às incógnitas que se lançam sobre os meus sonhos enquanto me afagas o cabelo. São beijos enternecidos misturados com ódio que me lanças ao redor do pescoço antes de estacares a ferida com os teus dentes. Coses então cicatrizes de onde outrora as tuas unhas passaram e adormeces para outro dia acordares e veres que o erotismo não passou de uma máscara para todo o amor que partilhámos em noites esgotantes de gemidos e orgasmos.
Atiro ao ar a inteligência que até agora tem sido um modo mago de alargar, expandir o meu ego, a maneiras que nos dias do passado tentei controlar. Vivo neste pequeno cubículo de insanidade que não alarga, nem com tempo, nem com ego. E então há dias em que me canso, me deito na cama, exausto de toda esta imensidão vazia para apenas viver neste quadrado, preso. Na escuridão é quando penso que realmente estou perdido, que criei algo que agora não posso virar costas, não posso destruir e que, por mais que me afaste, sempre estará lá. Mas todos os momentos que me vêem à cabeça, não os mudava nem trocava, não, por nada. Foram eles as melhores noites deste ano que está mesmo no fim.
O doce toque torna-se pálido perante lágrimas que se transformam em gelo trespassado por todo este vento. A minha pele, congelada, é cortada suavemente pela frágil folha de Outono que cai da árvore. Transportada pelo vento, não se deixa constrangir pela sua súbita falta de alimento e continua a voar, no seu último suspiro de Verão. O sangue decorre pela face como uma gota que foi deixada pelas memórias vivas que me assombram os sonhos e me conquistam a luz do dia. Estes glóbulos que deixam as veias viúvas do seu sabor, saltam para terra, salpicando a terra deserta de algo puro e inocente por onde crescer e dominar uma vez mais. Só então poderá apagar o erro que fomos e que a humanidade continua a ser.
Raios perfuram os céus e as gotas de chuva penetram tão suavemente a terra quão eu te acaricio os seios, duros, ainda jovens e inexperientes. Lá fora a noite não se consegue comparar ao teu vestido de veludo que vestes neste preciso momento, sobre essa tua cama de luxúria onde me deito todas as noites, inconsciente às incógnitas que se lançam sobre os meus sonhos enquanto me afagas o cabelo. São beijos enternecidos misturados com ódio que me lanças ao redor do pescoço antes de estacares a ferida com os teus dentes. Coses então cicatrizes de onde outrora as tuas unhas passaram e adormeces para outro dia acordares e veres que o erotismo não passou de uma máscara para todo o amor que partilhámos em noites esgotantes de gemidos e orgasmos.
sábado, 18 de outubro de 2008
Dimensão do vazio
Deves-me o glamour da tua alma, o espanta-espíritos que é o teu espírito. Deixa-me roubar-te o brilho para conquistar a derrota da escuridão. Despe-te da tua obscuridade e deixa-me rir perante tua fraqueza de ser humano. Hora de remover a máscara, a noite já vai por lá adiante. Deixemos os rituais e os espiritualismos por agora, a dança já morreu, agora só esse vestido me parece estar a mais entre nós. Tatuagem cravada a sangue por todas as dores que a tua mãe te deixou de herança à nascença.
As correntes empurram-te para a frente e para trás, no ritmo frenético da tua mente que deixa divagar pensamentos de luxúria canibal enquanto te afogas na paixão negra pelos mortos que caminham sob a luz do luar esta noite. Uma palidez tão suave na tua face que faz as pedras chorar. Nesta noite chove, a tristeza da tua partida para o outro lado do teu ser, a escuridão para a qual construíste um mundo e destruíste uma história. Obsessão crio, sentado a teu lado. Perco-me em todo o teu esplendor e nada mais tenho a dar. São apenas palavras, sacrifica-as para teu próprio benefício.
Queimas as cartas que te enviei, não tas envio mais. Não sei o que significa, não quero descodificar essa tua mente confusa. A neblina acerca-se da falta de espírito, é a noite a cair sobre tudo o que deixaste em deterioramento. Caçando as criaturas da noite, o cinismo e a hipocrisia caem sobre ti como duas metades de um mundo e congelas onde a estaca caiu. Nada mais há para ti, nada mais és, senão uma ferramenta enferrujada que uso, noite após noite, até também eu me fartar de ti e te deitar no lixo.
As correntes empurram-te para a frente e para trás, no ritmo frenético da tua mente que deixa divagar pensamentos de luxúria canibal enquanto te afogas na paixão negra pelos mortos que caminham sob a luz do luar esta noite. Uma palidez tão suave na tua face que faz as pedras chorar. Nesta noite chove, a tristeza da tua partida para o outro lado do teu ser, a escuridão para a qual construíste um mundo e destruíste uma história. Obsessão crio, sentado a teu lado. Perco-me em todo o teu esplendor e nada mais tenho a dar. São apenas palavras, sacrifica-as para teu próprio benefício.
Queimas as cartas que te enviei, não tas envio mais. Não sei o que significa, não quero descodificar essa tua mente confusa. A neblina acerca-se da falta de espírito, é a noite a cair sobre tudo o que deixaste em deterioramento. Caçando as criaturas da noite, o cinismo e a hipocrisia caem sobre ti como duas metades de um mundo e congelas onde a estaca caiu. Nada mais há para ti, nada mais és, senão uma ferramenta enferrujada que uso, noite após noite, até também eu me fartar de ti e te deitar no lixo.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Labirinto da sua insanidade
Este espaço parece tão grande, tão vazio.
No seu majestoso livre arbítrio,
Escravo à inocência deixada na infância nunca vivida.
O sociopata vivendo dentro d'ele,
Acorda o psicopata que conquista o seu conhecimento,
Cedendo o seu corpo à causa da sobrevivência,
Na escuridão descartada pela solidão.
Oferece-se labirintos de liberdade,
Caminhos nunca antes percorridos,
Um salto da realidade para o pandemónio da tristeza,
Um passo e ele está preso num manicómio.
A anestesia do ritmo cardíaco,
No silêncio da noite,
Com um sorriso desvairado,
De um demente, um ser tresloucado.
As chamas que possuem a sua cabeça,
Queimam-lhe os últimos neurónios,
Desligam os circuitos, cortam a corrente,
Deixam-no a sangrar, morto, colérico, sem energia para tudo mais.
Uma amostra da visão da Lua,
Um sentido de liberdade,
Voltamos ao labirinto da sua insanidade,
Adorando a claustrofobia do seu génio.
No seu majestoso livre arbítrio,
Escravo à inocência deixada na infância nunca vivida.
O sociopata vivendo dentro d'ele,
Acorda o psicopata que conquista o seu conhecimento,
Cedendo o seu corpo à causa da sobrevivência,
Na escuridão descartada pela solidão.
Oferece-se labirintos de liberdade,
Caminhos nunca antes percorridos,
Um salto da realidade para o pandemónio da tristeza,
Um passo e ele está preso num manicómio.
A anestesia do ritmo cardíaco,
No silêncio da noite,
Com um sorriso desvairado,
De um demente, um ser tresloucado.
As chamas que possuem a sua cabeça,
Queimam-lhe os últimos neurónios,
Desligam os circuitos, cortam a corrente,
Deixam-no a sangrar, morto, colérico, sem energia para tudo mais.
Uma amostra da visão da Lua,
Um sentido de liberdade,
Voltamos ao labirinto da sua insanidade,
Adorando a claustrofobia do seu génio.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Fantasma de areia
Quem és tu,
Estranho ser que entre paredes de areia caminhas,
Tantas vezes que tentaste apagar as tuas pegadas,
Mas tudo o que apagaste, voltou em sonhos para te assombrar.
O oásis já se vê à distância,
Um barco de papel talvez o seja,
Mas não há felicidade aqui,
Onde te afundas tão despreocupadamente.
A tua linha de vida, desenhada,
Tu, que procuras uma vida a sério,
Fantasma da janela,
Deixa a chuva cair sobre o meu terraço.
Sobre o meu tejadilho de vidro,
As pedras partem-se,
Mas a areia que trouxeste da tua viagem,
É a relíquia que me faz cair aos joelhos e chorar o desespero.
O sangue molda um novo ser,
Esta criança não chora pelas sombras que as nuvens esqueceram,
o espírito emana uma nova sensação de esperança,
Enquanto que a penumbra penetra o teu medo.
Faz-me acreditar que viver é fácil,
Faz dos meus sonhos cativos,
Prisioneiros à tortura que te mandei na mudança de vida,
Que me libertes no dia em que sentires.
Estranho ser que entre paredes de areia caminhas,
Tantas vezes que tentaste apagar as tuas pegadas,
Mas tudo o que apagaste, voltou em sonhos para te assombrar.
O oásis já se vê à distância,
Um barco de papel talvez o seja,
Mas não há felicidade aqui,
Onde te afundas tão despreocupadamente.
A tua linha de vida, desenhada,
Tu, que procuras uma vida a sério,
Fantasma da janela,
Deixa a chuva cair sobre o meu terraço.
Sobre o meu tejadilho de vidro,
As pedras partem-se,
Mas a areia que trouxeste da tua viagem,
É a relíquia que me faz cair aos joelhos e chorar o desespero.
O sangue molda um novo ser,
Esta criança não chora pelas sombras que as nuvens esqueceram,
o espírito emana uma nova sensação de esperança,
Enquanto que a penumbra penetra o teu medo.
Faz-me acreditar que viver é fácil,
Faz dos meus sonhos cativos,
Prisioneiros à tortura que te mandei na mudança de vida,
Que me libertes no dia em que sentires.
Uma pedra negra sobre a história
(Se percebesses o meu desespero agora...) As palavras não são recebidas, tu és intendida, fora do limite. Espero pelo dia em que possa adormecer debaixo das árvores do nosso próprio ser, para colher o fruto que se tornou podre dentro do teu seio. Ventre deserto, ser seco como a própria definição da sua palavra. Não me deixes sonhar agora, neste próprio dia que aprendi a crescer e ver o mundo com outros olhos.
Que outros lábios me cheguem à respiração, tornas-te apenas uma sombra do passado que revelei ser essencial para mim esquecer, pois agora quero seguir em frente. Mas continuas desse lado, apenas um rio a atravessar, talvez um rio em que me possa afogar contigo. Posso-te fazer as promessas da noite mas quero deixar isso para trás. Quero ser mais frio, mais indiferente ao teu ser, à tua presença, ao teu toque na minha alma. Quero que a tua luz se apague e eu me dedique ao meu canto da escrito onde te vejo tanta vez. Mas continuas cá, mesmo agora que adormeço sob a sombra de uma outra árvore.
Conquista-me a noite. Andamos juntos na sombra dos becos, vencemos o sonhos e encontramos os teus amigos, que venham eles festejar connosco pela nossa loucura, toda a noite, acordando a madrugada. Que venham os primeiros raios de Sol e os trespassem, trazendo consigo a tua sanidade e matando a tua ilusão de felicidade em que libertaste todos os teus sorrisos guardados e que esqueceste os teus demónios. Que sejam os fantasmas do teu passado que te ofereçam a faca com a qual cometerás suicídio. E deixa-me chorar sobre a tua lápide como que uma criança que perdeu o seu rumo e não tem nada mais a que se agarrar. Vou contigo.
Que outros lábios me cheguem à respiração, tornas-te apenas uma sombra do passado que revelei ser essencial para mim esquecer, pois agora quero seguir em frente. Mas continuas desse lado, apenas um rio a atravessar, talvez um rio em que me possa afogar contigo. Posso-te fazer as promessas da noite mas quero deixar isso para trás. Quero ser mais frio, mais indiferente ao teu ser, à tua presença, ao teu toque na minha alma. Quero que a tua luz se apague e eu me dedique ao meu canto da escrito onde te vejo tanta vez. Mas continuas cá, mesmo agora que adormeço sob a sombra de uma outra árvore.
Conquista-me a noite. Andamos juntos na sombra dos becos, vencemos o sonhos e encontramos os teus amigos, que venham eles festejar connosco pela nossa loucura, toda a noite, acordando a madrugada. Que venham os primeiros raios de Sol e os trespassem, trazendo consigo a tua sanidade e matando a tua ilusão de felicidade em que libertaste todos os teus sorrisos guardados e que esqueceste os teus demónios. Que sejam os fantasmas do teu passado que te ofereçam a faca com a qual cometerás suicídio. E deixa-me chorar sobre a tua lápide como que uma criança que perdeu o seu rumo e não tem nada mais a que se agarrar. Vou contigo.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
(Abro portas) Uma nova fase
Sê bem vinda de volta melancolia, trazida pelos doces ventos que saem daqueles fracos alaranjados, corrompidos com ácidos que me destroem o interior do corpo. Tu! Tu corrompes-me a alma. Vezes sem conta a pintas de diferentes cores, desconhecidas a meus olhos. Ai se eu pudesse olhar para o interior. Conseguiria ver-te e o enorme sorriso que me roubas quando a mim chegas. Chega! Chega de tanto lamento em forma de suspiros que me obrigas a soltar. Não te ofereço mais palavras, não tenho mais lágrimas para ti. És apenas mais uma velha memória, com o tempo esquecida.
Que te trouxe de volta? Não há razões para fechar os olhos e adormecer, agora que o Sol brilha tão forte sobre o meu mundo. A energia escoa de toda a escuridão que tanto tempo prevaleceu aqui mas o combate acabou, há que virar a página do livro e avançar na história. A minha vida não é uma fantasia a ser descrita pela mão juvenil e ignorante de um escritor qualquer que se limita a sentar em casa e ver televisão o dia inteiro. E não és tu que vais preencher mais de mil páginas sempre com a mesma mensagem.
Que sejam dispensados mais mil beijos. Que sejam louvados mais mil anos à sombra do actos passados. Apenas com erros aprendemos que as nossas acções e emoções são apenas objectos fúteis sem propósito ou qualquer ganho num futuro próximo. O materialismo e o consumismo são ordens de desonra e desordem que gritam tão baixo dentro de mim, tão fácil ignorar. E então caminho, não velho, não novo, igual mas diferente, para a frente. Abro portas a uma nova fase de mim mesmo.
Que te trouxe de volta? Não há razões para fechar os olhos e adormecer, agora que o Sol brilha tão forte sobre o meu mundo. A energia escoa de toda a escuridão que tanto tempo prevaleceu aqui mas o combate acabou, há que virar a página do livro e avançar na história. A minha vida não é uma fantasia a ser descrita pela mão juvenil e ignorante de um escritor qualquer que se limita a sentar em casa e ver televisão o dia inteiro. E não és tu que vais preencher mais de mil páginas sempre com a mesma mensagem.
Que sejam dispensados mais mil beijos. Que sejam louvados mais mil anos à sombra do actos passados. Apenas com erros aprendemos que as nossas acções e emoções são apenas objectos fúteis sem propósito ou qualquer ganho num futuro próximo. O materialismo e o consumismo são ordens de desonra e desordem que gritam tão baixo dentro de mim, tão fácil ignorar. E então caminho, não velho, não novo, igual mas diferente, para a frente. Abro portas a uma nova fase de mim mesmo.
domingo, 12 de outubro de 2008
Noite de Outono
A noite estava fria, a chuva caía como que pedaços do céu cinzentos até à sua transparente queda no chão, limpando a terra que pisamos. Mas o calor denotava-se dentro de casa, o whisky teria chegado ao seu destino. Não apenas isso. A sua mulher, a sua encantadora e cativante mulher, no seu vestido vitoriano, usando um corpete para formular melhor as suas linhas, estava com um brilho especial nesta noite.
Enquanto a observava, sentada na sua cadeira, a ler o seu livro, discretamente ou inconscientemente a provocar-me, a tentar com que ceda à sua tentação e que me deite com ela uma noite mais. No seu simples e pecaminoso ser de veludo, move-se lentamente, procurando uma posição de maior conforto. Que mais conforto! Que mais tentação me traz ela enquanto desliza a sua mão pelo seu peito sobressaído, que mais eu me perco no seu brilho. Maior conforto posso eu dar-lhe na minha cama. Levanto-me e puxo-a para perto de mim. Caminhamos então para onde as minhas mãos a desejam.
Deito-a na cama e como a deslizar lentamente a minha mão pelo seu corpo abaixo, acariciando cada pedaço de pele como que um pedaço de fio de ouro, chegando finalmente à cintura
com violência, puxando-a para mais perto do meu corpo e continua a deslizar a sua mão para baixo até sentir a tua zona mais privada, molhada, ansiando o toque febril que a penetra. Mas ela resiste. Afasta os seus cabelos ruivos de mim, começando a chorar. Não pensa ela que eu seja real, que todo o nosso romance seja real. Apenas sente frieza e distância.
Agarra-a então nos braços e viro-a para mim, dando-lhe um longo e sentido beijo. Foi como que uma promessa. Foi talvez um poema que recitei na minha alma e que incandesceu na sua mente com a ajuda da luz do luar que nascia por entre nuvens cinzentas de Outono. Ela parece ceder. Sinto-lhe os braços a tremer, gotas de suor na testa que escrevem livros de desejo. Como que um presente, os seus ruivos cabelos soltam-se e descem pelas suas costas, dando-lhe um maior lugar no meu coração. Deitamos-nos então. A noite vai ser longa e de grande calor.
Enquanto a observava, sentada na sua cadeira, a ler o seu livro, discretamente ou inconscientemente a provocar-me, a tentar com que ceda à sua tentação e que me deite com ela uma noite mais. No seu simples e pecaminoso ser de veludo, move-se lentamente, procurando uma posição de maior conforto. Que mais conforto! Que mais tentação me traz ela enquanto desliza a sua mão pelo seu peito sobressaído, que mais eu me perco no seu brilho. Maior conforto posso eu dar-lhe na minha cama. Levanto-me e puxo-a para perto de mim. Caminhamos então para onde as minhas mãos a desejam.
Deito-a na cama e como a deslizar lentamente a minha mão pelo seu corpo abaixo, acariciando cada pedaço de pele como que um pedaço de fio de ouro, chegando finalmente à cintura
com violência, puxando-a para mais perto do meu corpo e continua a deslizar a sua mão para baixo até sentir a tua zona mais privada, molhada, ansiando o toque febril que a penetra. Mas ela resiste. Afasta os seus cabelos ruivos de mim, começando a chorar. Não pensa ela que eu seja real, que todo o nosso romance seja real. Apenas sente frieza e distância.
Agarra-a então nos braços e viro-a para mim, dando-lhe um longo e sentido beijo. Foi como que uma promessa. Foi talvez um poema que recitei na minha alma e que incandesceu na sua mente com a ajuda da luz do luar que nascia por entre nuvens cinzentas de Outono. Ela parece ceder. Sinto-lhe os braços a tremer, gotas de suor na testa que escrevem livros de desejo. Como que um presente, os seus ruivos cabelos soltam-se e descem pelas suas costas, dando-lhe um maior lugar no meu coração. Deitamos-nos então. A noite vai ser longa e de grande calor.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Testemunho de grito
É tudo tão simples que até me dói compreender. A luz que ilumina este papel enquanto que a pena desliza sobre ela na sua furiosa dança, procurando um novo significado para a sua leve e quase imperceptível existência. Nesta insistência do rítmico ser, que constrói a rima no leito da sua morte, enquanto sofre de luto pelos seus companheiros de guerra que faleceram a seu lado, com os seus próprios sangue nas mãos, lançando o último choro à terra e abençoando e protegendo os que deixaram em casa. O cérebro está cicatrizado para o resto da vida e a noite torna-se um obstáculo ao prazer de viver a que se tenta agarrar este guerreiro. E, já que a alma o permite, as recordações tornam-se tubarões nos seus sonhos, nadando em sangue e alimentando-se de lástima.
Se permitisse o Inferno voltar, a Terra, na sua decisão de retomar a guerra que a milhões destruiu e que famílias acabou, heranças que deixaram escravos por recolher. Não escravos humanos, servos de outros iguais, mas sim escrevo do deus Marte, deus da guerra, que tudo planeou, em anos de silêncio e paciência, juntamente com Plutão. Acompanham-nos agora os maldizeres da verdade, vizinho da distorção da história que tornam heróis em fracassos e cobardes em deuses. A primeira morte entre indiferentes irmãos que servem a pátria com sangue e suor, que deixam mães, mulheres e filhos a chorar, seres melhores que deixam por provar o verde da erva que cresce em frente das suas casas. São então um pelotão de mortos que preenche a terra esbatida de uma nova cor.
Reconheçam-nos, pais de todos nós, dadores do nosso orgulho e amaldiçoados da nossa preguiça, reconheçam-nos e agradeçam-lhes, pois graças a eles é esta a língua mãe que nos protege e todos sob o olhar cuidado da Deusa. São estas as podres palavras que nos são oferecidas para gastarmos em desperdícios de tempo e insensibilidades falsas. Apenas um tiro, um desejo, e tudo acaba, todos os sonhos, todas as memórias, todas as noites mal contadas e as idas à ajuda. Toda a bebida e um fígado destruído. Um tiro e tudo acaba. Apenas um tiro e o único sobrevivente que conquistou esta guerra passa o testemunho de grito para outro.
Se permitisse o Inferno voltar, a Terra, na sua decisão de retomar a guerra que a milhões destruiu e que famílias acabou, heranças que deixaram escravos por recolher. Não escravos humanos, servos de outros iguais, mas sim escrevo do deus Marte, deus da guerra, que tudo planeou, em anos de silêncio e paciência, juntamente com Plutão. Acompanham-nos agora os maldizeres da verdade, vizinho da distorção da história que tornam heróis em fracassos e cobardes em deuses. A primeira morte entre indiferentes irmãos que servem a pátria com sangue e suor, que deixam mães, mulheres e filhos a chorar, seres melhores que deixam por provar o verde da erva que cresce em frente das suas casas. São então um pelotão de mortos que preenche a terra esbatida de uma nova cor.
Reconheçam-nos, pais de todos nós, dadores do nosso orgulho e amaldiçoados da nossa preguiça, reconheçam-nos e agradeçam-lhes, pois graças a eles é esta a língua mãe que nos protege e todos sob o olhar cuidado da Deusa. São estas as podres palavras que nos são oferecidas para gastarmos em desperdícios de tempo e insensibilidades falsas. Apenas um tiro, um desejo, e tudo acaba, todos os sonhos, todas as memórias, todas as noites mal contadas e as idas à ajuda. Toda a bebida e um fígado destruído. Um tiro e tudo acaba. Apenas um tiro e o único sobrevivente que conquistou esta guerra passa o testemunho de grito para outro.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
A glance on the inside
It's hard to find, and even harder to keep on looking, the right words that mean something to me. Trying to see the benefit for such a coward effort, a light to guide the way of my writing into a higher level. I can't see the pain caused in others for the acid rain that I for long wait, I ignore all the emotions that come to my mouth and are spit out by a chance of fate. Notwithstanding this terrible emptiness that I feel inside, I grown to become a shallow image of the Horned one, sever of the Goddess. To them I give my lust and await forgiveness, not submitting, never dying.
A God-like man, a God-like stand, the justice hold in my hand, a power of persistence equals the power of a fool. My nymph. will you take my hand a tolerate my disobedience, in this night, so cold, that I spend alone? Rejoicing at the face of failure, a laughter becomes true in the deepest winds that blow over this city, illuminated by the artificial light for us created. Now rejecting the one's for them created, a cry upon this shelter, I look to dismay all the small beings that have heritage the forests. To gain right upon such a beautiful thing, to be such pure beings, don't allow me to reach that path for what I've done is now concealed in the coffin of the gods.
Break the spell and come trough the Moon, the cry of a wolf is the Mother Earth's sign to say goodbye to this night. It's late and the clouds in the sky threat another day of rain and sadness. In the pouring rain, I offer you my tears. Let them go trough the sewage, in the middle of the filth, where they are most likely to be confused with the rest of the dirt. For I say nothing more than letters of despair and past dreams, I've become a hole, a torn, in your path. For one more second of useless pride, Zhelia, I would give you my soul. But we shall not go back, for my life has the limit of time. So has your beauty. And I sit here, a shell of the principals I once had, in the youth of my immortal life.
A God-like man, a God-like stand, the justice hold in my hand, a power of persistence equals the power of a fool. My nymph. will you take my hand a tolerate my disobedience, in this night, so cold, that I spend alone? Rejoicing at the face of failure, a laughter becomes true in the deepest winds that blow over this city, illuminated by the artificial light for us created. Now rejecting the one's for them created, a cry upon this shelter, I look to dismay all the small beings that have heritage the forests. To gain right upon such a beautiful thing, to be such pure beings, don't allow me to reach that path for what I've done is now concealed in the coffin of the gods.
Break the spell and come trough the Moon, the cry of a wolf is the Mother Earth's sign to say goodbye to this night. It's late and the clouds in the sky threat another day of rain and sadness. In the pouring rain, I offer you my tears. Let them go trough the sewage, in the middle of the filth, where they are most likely to be confused with the rest of the dirt. For I say nothing more than letters of despair and past dreams, I've become a hole, a torn, in your path. For one more second of useless pride, Zhelia, I would give you my soul. But we shall not go back, for my life has the limit of time. So has your beauty. And I sit here, a shell of the principals I once had, in the youth of my immortal life.
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