[Tuatha Dé Danann:]
Mother, every child bleeds. Mother, every child cry. Mother, just let it be, just let every child playing on the street be free to tear their skins and cry a little, laugh a lot and making memories. See the tanks in the horizon, on the green hills. See them tear the field open as they open the skies with their smoke. Watch the plains fly, firing at each other, destroying each other, crashing on the floor. See them and fear. Fear for them and what is to be left of the land. Don't fear for scraped knees.
Mother, watch the smoke arise and abide to the voice in your head. Go into the shadows, hide. Save what you can but not everyone. The roof over your head will collapse, the walls that sheltered you from rain and wind will fall. Run, run to your basement and by the light of the candle read books to quiet your little ones. Hide from the big machine that wonders through the sky, opening doors in its belly and letting loose the children of destruction and death.
Mother, let us out, let us go. We'll go to the streets, to the seas, to the skies. Claiming our innocence from houses on trees, under the tearful skies, watched over by ourselves alone, no false god to pray to, no dark ambition and lies to fill our hears. Let us make our voices hear, our screams echo through the fields, razor blades that cut the ones who brought wars to our streets.
[Spirits of the world singing in unison:]
Mother, let them play, let them fall, let them cry, we say let the children go.
[Danann:]
I'm all alone and the night is so cold. All that I sought, the peace that I once brought, all gone and long have the people forgot the ways of the children. But children grow up and men rule the world with an iron fist and iron weaponry. I'm long forgotten, cold and lonely, a trail of some left in between stars, watching plans revolver and evolve, men submitting to their most basic of instincts. Mother, let them go and watch them die. Soon you'll die as well and they'll lay your body in the earth. Then, only then, will you join me. I'll meet you with open arms, you who conceived with open and legs and willingly accepted the seed of hate. You held it at your breast and fed it. So will I do the same one day, when all men are dead and nature takes over their concrete buildings. The walls will crumble, their money green colour of Nature will cease to exist. So, mother, let them go and play. A scrapped knee is nothing once compared to what the planet has suffered.
[Mother:]
Can I take anymore? Can I hold them some more? All leave, like the leaves fall from the tree. I'll be that tree in the end. Withered, empty, cold, suffering the winter of life alone and naked. But standing I will die and lying will I go to the earth. New life will broth from me. But my eyes you shall not see anymore, my tears you won't be able to console. Go now and live your life, my children. Leave me to my autumn, you who were my summer.
Pain of Salvation - King of Loss
sábado, 8 de junho de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Dia 4: Exploring Uncharted Snows (Explorando Neves Por Descobrir)
O dia 4 da minha estadia em Inglaterra foi dos meus preferidos. Foi um dia em que pudemos dormir até à hora de almoço, fizemos o nosso almoço, e saímos de casa apenas para voltar à noite. Tínhamos dois objectivos em mente: devolver um livro à biblioteca da faculdade que a minha cara-metade tinha por devolver e visitar Wollaton Park. Apenas o primeiro foi cumprido e eis porquê:
Saímos de casa e pusemos-nos a caminho, pisando o gelo e a neve no chão (no meu caso a tentar não cair) em direcção a Jubille campus onde havia uma das bibliotecas da faculdade. O objectivo era tentar deixar lá o livro e partir rapidamente para o Wollaton Park. Jubille campus era uma zona reservada à faculdade e aos seus alunos que incluía dormitórios e uma biblioteca. Segundo a minha anfitriã, esta era uma biblioteca maravilhosa com vários andares e uma das formas de subir era por umas escadas que não davam a sensação de estar a subir. O único problema é que só alunos da faculdade podiam lá entrar. Decidimos não arriscar tentar pedir uma pequena licença para que eu pudesse ver esta bela biblioteca visto que não estávamos em Portugal, as pessoas de lá levam o seu trabalho a sério. Em Jubille, como a minha anfitriã lhe chamava e eu adoptei, disseram-nos que tínhamos de ir à outra biblioteca que era mesmo na faculade. Isto requeria uma viagem num autocarro de dois andares grátis. Foi uma viagem rápida e na qual aproveitámos para ver as casas e discutir gostos. O meu gosto aí tornou-se simples: gosto da tranquilidade do sítio.
Finalmente, chegámos à faculdade e dirigimos-nos rapidamente ao edifício da biblioteca onde andámos um bocado perdidos à procura da biblioteca visto que esta estava mascarada de café com espaço para leitura. Quando finalmente devolvemos o livro, demos uma pequena volta àquela enorme faculdade que põe até a Faculdade de Ciências de Lisboa a um canto. Esta é uma faculdade que tem edifícios para variados campos, desde línguas a biologia. O mais surpreendente é que esta não é a única faculdade na cidade.
Depois de ver a faculdade pusemos-nos a pé à procura de Wollaton Park. Aqui a minha guia estava também um pouco perdida e mais ocupada a tirar fotos à neve, aos bonecos de neve e à minha figura de urso polar pintado de azul com o meu casaco da neve. Tudo isto acabou por significar que demos uma enorme volta por parques enormes, todos pertencendo à faculdade, com dormitórios.
Não achámos o nosso caminho para Wollaton Park nesse dia. Mas andámos imenso por zonas que nenhum de nós conhecia. Devo dizer que a culpa é minha visto que o meu espírito foi dominado por um entusiasmo a roçar o infantil e um sentimento de aventura que ganhou quase todas as batalhas. A única batalha que a minha vontade de explorar perdeu foi a de exaustão da minha companheira de aventura que apenas desejava voltar a casa, aquecer-se, comer alguma coisa e voltar a tentar no dia seguinte. Assim partimos de volta a casa, num autocarro de dois andares, sentados na frente no segundo andar (o que eu achei maravilhoso e entusiasmante), e depois a pé de Jubille até casa onde demos por terminado o dia e eu achei o calor refrescante sobrepondo-se ao sufocante entusiasmo que me deu energia para andar por neves desconhecidas.
Saímos de casa e pusemos-nos a caminho, pisando o gelo e a neve no chão (no meu caso a tentar não cair) em direcção a Jubille campus onde havia uma das bibliotecas da faculdade. O objectivo era tentar deixar lá o livro e partir rapidamente para o Wollaton Park. Jubille campus era uma zona reservada à faculdade e aos seus alunos que incluía dormitórios e uma biblioteca. Segundo a minha anfitriã, esta era uma biblioteca maravilhosa com vários andares e uma das formas de subir era por umas escadas que não davam a sensação de estar a subir. O único problema é que só alunos da faculdade podiam lá entrar. Decidimos não arriscar tentar pedir uma pequena licença para que eu pudesse ver esta bela biblioteca visto que não estávamos em Portugal, as pessoas de lá levam o seu trabalho a sério. Em Jubille, como a minha anfitriã lhe chamava e eu adoptei, disseram-nos que tínhamos de ir à outra biblioteca que era mesmo na faculade. Isto requeria uma viagem num autocarro de dois andares grátis. Foi uma viagem rápida e na qual aproveitámos para ver as casas e discutir gostos. O meu gosto aí tornou-se simples: gosto da tranquilidade do sítio.
Finalmente, chegámos à faculdade e dirigimos-nos rapidamente ao edifício da biblioteca onde andámos um bocado perdidos à procura da biblioteca visto que esta estava mascarada de café com espaço para leitura. Quando finalmente devolvemos o livro, demos uma pequena volta àquela enorme faculdade que põe até a Faculdade de Ciências de Lisboa a um canto. Esta é uma faculdade que tem edifícios para variados campos, desde línguas a biologia. O mais surpreendente é que esta não é a única faculdade na cidade.
Depois de ver a faculdade pusemos-nos a pé à procura de Wollaton Park. Aqui a minha guia estava também um pouco perdida e mais ocupada a tirar fotos à neve, aos bonecos de neve e à minha figura de urso polar pintado de azul com o meu casaco da neve. Tudo isto acabou por significar que demos uma enorme volta por parques enormes, todos pertencendo à faculdade, com dormitórios.
Não achámos o nosso caminho para Wollaton Park nesse dia. Mas andámos imenso por zonas que nenhum de nós conhecia. Devo dizer que a culpa é minha visto que o meu espírito foi dominado por um entusiasmo a roçar o infantil e um sentimento de aventura que ganhou quase todas as batalhas. A única batalha que a minha vontade de explorar perdeu foi a de exaustão da minha companheira de aventura que apenas desejava voltar a casa, aquecer-se, comer alguma coisa e voltar a tentar no dia seguinte. Assim partimos de volta a casa, num autocarro de dois andares, sentados na frente no segundo andar (o que eu achei maravilhoso e entusiasmante), e depois a pé de Jubille até casa onde demos por terminado o dia e eu achei o calor refrescante sobrepondo-se ao sufocante entusiasmo que me deu energia para andar por neves desconhecidas.
Dia 3: "Até o lixo parece bem com neve"
É verdade. Foi comprovado em Inglaterra. Tudo é mais bonito com neve, até... o lixo.
O dia 3 começou um pouco diferente dos anteriores. Tínhamos os planos feitos e raios parta, íamos cumpri-los! Portanto, determinados, acordámos cedo neste dia. O objectivo era dar uma volta pelo centro da cidade. De tudo o que vi desta grande cidade, penso que o centro da cidade é o mais belo.
O centro da cidade é uma enorme praça que culmina num edifício com dois leões de pedra esculpidos no exterior e uma fronte de estilo grego clássico, especialmente as suas colunas. Um dos leões anteriormente referidos serviu durante muito tempo como ponto de encontro para pessoas que se queriam reunir com diferentes objectivos, nomeadamente ir para uma boa noite de borga. Toda esta importância à escultura do leão deu ao nome do jornal local "Left Lion" (Left Lion) (isto foi-me tudo explicado pela minha bela anfitriã).
Chegámos ao centro da cidade cedo com o objectivo de visitar e comprar. Mesmo que esse não fosse o nosso objectivo, fomos vítimas dos nossos próprios interesses. Sendo que a praça está rodeada por variadas lojas não tivemos realmente hipóteses. A nossa primeira loja visitada foi uma livraria que vende os seus produtos a preços baixos. Uma pequena vista de olhos e já estávamos interessados. No entanto, não foi então que comprámos alguma coisa (a minha maravilhosa anfitriã já tinha visitado esta loja com o intuito de me presentear com dois belos livros, um de sonetos de William Shakespeare e outro com variados poemas de Edgar Allan Poe). Continuámos e ainda visitámos outra loja de livros, esta um pouco maior, também com vários artigos de interesse que foram considerados mais tarde.
Já mais à frente entrámos numa longa e larga avenida que nos encaminhava para o centro comercial. Foi nesse centro comercial que encontrei um monstro mítico que já me tinha sido contado em lendas urbanas mas que nunca tinha visto com os meus próprios olhos (e com isto digo que a minha namorada me tinha contado da loja e eu tinha ficado imediatamente maravilhado com a ideia de a visitar). Esta loja chama-se "Pound Land" e é muito como um supermercado com a diferença que todos os produtos, sem excepção, custam uma libra. Isto inclui todos os tipos de produtos, desde utensílios para a cozinha até sacos de goma ou pacotes enormes do chocolate. Mal entrei na loja tive a vontade de comprar tudo nas prateleiras. Fizemos as nossas compras na loja (deu-me para experimentar um pacote de leite com chocolate da marca "Mars", algo que não temos em Portugal) e saímos, querendo ainda visitar novamente as livrarias visto que pouco gastámos nesta loja. Passámos então por ambas as lojas referidas e eu acabei por comprar uma pequena enciclopédia de elementos celtas por um preço incrivelmente reduzido.
Ao voltar para casa passámos pelo caixote do lixo que vêem na foto e concluídos o dia que já era noite com a total certeza de que até o lixo parece bem com neve.
O dia 3 começou um pouco diferente dos anteriores. Tínhamos os planos feitos e raios parta, íamos cumpri-los! Portanto, determinados, acordámos cedo neste dia. O objectivo era dar uma volta pelo centro da cidade. De tudo o que vi desta grande cidade, penso que o centro da cidade é o mais belo.
O centro da cidade é uma enorme praça que culmina num edifício com dois leões de pedra esculpidos no exterior e uma fronte de estilo grego clássico, especialmente as suas colunas. Um dos leões anteriormente referidos serviu durante muito tempo como ponto de encontro para pessoas que se queriam reunir com diferentes objectivos, nomeadamente ir para uma boa noite de borga. Toda esta importância à escultura do leão deu ao nome do jornal local "Left Lion" (Left Lion) (isto foi-me tudo explicado pela minha bela anfitriã).
Chegámos ao centro da cidade cedo com o objectivo de visitar e comprar. Mesmo que esse não fosse o nosso objectivo, fomos vítimas dos nossos próprios interesses. Sendo que a praça está rodeada por variadas lojas não tivemos realmente hipóteses. A nossa primeira loja visitada foi uma livraria que vende os seus produtos a preços baixos. Uma pequena vista de olhos e já estávamos interessados. No entanto, não foi então que comprámos alguma coisa (a minha maravilhosa anfitriã já tinha visitado esta loja com o intuito de me presentear com dois belos livros, um de sonetos de William Shakespeare e outro com variados poemas de Edgar Allan Poe). Continuámos e ainda visitámos outra loja de livros, esta um pouco maior, também com vários artigos de interesse que foram considerados mais tarde.
Já mais à frente entrámos numa longa e larga avenida que nos encaminhava para o centro comercial. Foi nesse centro comercial que encontrei um monstro mítico que já me tinha sido contado em lendas urbanas mas que nunca tinha visto com os meus próprios olhos (e com isto digo que a minha namorada me tinha contado da loja e eu tinha ficado imediatamente maravilhado com a ideia de a visitar). Esta loja chama-se "Pound Land" e é muito como um supermercado com a diferença que todos os produtos, sem excepção, custam uma libra. Isto inclui todos os tipos de produtos, desde utensílios para a cozinha até sacos de goma ou pacotes enormes do chocolate. Mal entrei na loja tive a vontade de comprar tudo nas prateleiras. Fizemos as nossas compras na loja (deu-me para experimentar um pacote de leite com chocolate da marca "Mars", algo que não temos em Portugal) e saímos, querendo ainda visitar novamente as livrarias visto que pouco gastámos nesta loja. Passámos então por ambas as lojas referidas e eu acabei por comprar uma pequena enciclopédia de elementos celtas por um preço incrivelmente reduzido.
Ao voltar para casa passámos pelo caixote do lixo que vêem na foto e concluídos o dia que já era noite com a total certeza de que até o lixo parece bem com neve.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Mar Alto
Este mar alto, este mar que vem conquistar;
A nós que o vemos cinzento todos os dias,
A nós cuja terra incerta a seu lado pisamos,
Sobe o seu caudal, rio desacatado longo amado,
Tão rapidamente abandonado, alvo dos nossos desalentos,
Vem por terreno incerto tomar tudo o que é seco
E esconder os seus segredos de sujidade pela nossa mão.
Madredeus - Canção do Mar
A nós que o vemos cinzento todos os dias,
A nós cuja terra incerta a seu lado pisamos,
Sobe o seu caudal, rio desacatado longo amado,
Tão rapidamente abandonado, alvo dos nossos desalentos,
Vem por terreno incerto tomar tudo o que é seco
E esconder os seus segredos de sujidade pela nossa mão.
Madredeus - Canção do Mar
sábado, 23 de março de 2013
Mistura de temas
Tenho de confessar que passei algum tempo à procura de um tema para falar na "crónica" deste mês. Cheguei à conclusão que seria conveniente abordar alguns assuntos que ocasionalmente me saltam pela mente, visto que me "baldei" ao mês passado. Tendo isto em mente comecemos.
As autárticas portuguesas aproximam-se e também as decisões "polémicas" que sempre acompanham qualquer acto político português. É já uma característica latina, creio, ceder a pressões e subornos. Temos exemplos disso no nosso belo país, nos nosso vizinhos espanhóis e nos primos distantes italianos. Mas será uma luz de esperança o chumbo da candidatura de Fernando Seabra à Câmara de Lisboa da parte do Tribunal Cível de Lisboa? Será o início da mudança ou até um incentivo à revolução do nosso sistema político? O meu pessimismo leva-me a dizer que não. Acredito solenemente que há por aí pessoas que queiram mudar as coisas como estão, acredito ainda mais piamente que são caladas à força ou por vontade própria. Está-nos nos genes, sabem? A vontade de meter ao bolso dinheiro alheio.
Bom, agora que referi do nosso primeiro-ministro, vou aproveitar para assinalar e comentar o nosso recente comentário sobre o aumento do salário mínimo. O salário mínimo nacional actualmente é de 485€, número que o Sr. Pedro Passos Coelho disse nas últimas semanas considerar diminuir. A verdade é que, com a crise política eterna em Portugal, agravada pela contínua crise económica que arrasta consigo o estado social português, os Portugueses pouco ou nenhum poder de compra têm. Todos os dias há despejos, bancos a ficarem com as casas de pessoas por estas não cumprirem pagamentos, mais e mais pedidos de ajuda que são ignorados para que bancos como o Banif recebam mais dinheiro. Tudo isto fez com que a oposição fale mais constantemente de um aumento do salário mínimo. Seria a primeira vez que o governo faria realmente algo para ajudar o seu povo. Como resposta, o primeiro-ministro veio dizer que esse aumento seria "presente envenenado" aos portugueses e que as empresas com o poder de aumentarem, que o fizessem, isolando-se assim de qualquer intenção de o fazer. Pessoalmente, rio-me destas afirmações, sendo isto tudo o que posso fazer para não chorar cada vez que vejo as portas do metro a abrirem quando chego à estação da minha faculdade para estudar, comentando comigo próprio todos os dias que caminho para o desemprego e pobreza e que nada que farei nesse dia me ajudará a mudar isso. Continuo sem saber o que é pior, se um governo que decide por si próprio para si próprio ou se uma oposição oca e sem ideias, liderada por um homem cujo nome é um antónimo de si próprio.
Mudando para um tema mais leve, a triste e fraca exibição da seleção de Portugal. Com um início que já não via há algum tempo da nossa seleção, criaram uma nova expectativa de uma boa exibição e ainda maior resultado. O resultado final foi, na verdade, 3-3 e a exibição ainda pior. A jogar com uma defesa baixa e com medo de arriscar, um meio campo passivo tanto ofensiva como defensivamente, jogo lento, passes falhados atrás de passos falhados e uma finalização terrível a que o Helder Postiga nos tem habituado, não foi de admirar a reviravolta no resultado. A única exibição positiva que se viu desde o início foi a de Coentrão que mostrou que ainda sabe o que aprendeu na sua passagem pelo Benfica. Apenas com a entrada de Carlos Martins e Vieirinha é que Portugal pareceu ganhar vida e conseguiu, ainda a muito custo, empatar. É um resultado muito insatisfatório e que não nos deixa nada confortáveis no apuramento. Mais importante que isto, deixa, espero eu, sérias questões na mente de Paulo Bento sobre quem está realmente a 100%, tanto física como mentalmente, e quem não está. Vamos esperar ver algo de melhor na quarta-feira.
A Perfect Circle - Passive
As autárticas portuguesas aproximam-se e também as decisões "polémicas" que sempre acompanham qualquer acto político português. É já uma característica latina, creio, ceder a pressões e subornos. Temos exemplos disso no nosso belo país, nos nosso vizinhos espanhóis e nos primos distantes italianos. Mas será uma luz de esperança o chumbo da candidatura de Fernando Seabra à Câmara de Lisboa da parte do Tribunal Cível de Lisboa? Será o início da mudança ou até um incentivo à revolução do nosso sistema político? O meu pessimismo leva-me a dizer que não. Acredito solenemente que há por aí pessoas que queiram mudar as coisas como estão, acredito ainda mais piamente que são caladas à força ou por vontade própria. Está-nos nos genes, sabem? A vontade de meter ao bolso dinheiro alheio.
Bom, agora que referi do nosso primeiro-ministro, vou aproveitar para assinalar e comentar o nosso recente comentário sobre o aumento do salário mínimo. O salário mínimo nacional actualmente é de 485€, número que o Sr. Pedro Passos Coelho disse nas últimas semanas considerar diminuir. A verdade é que, com a crise política eterna em Portugal, agravada pela contínua crise económica que arrasta consigo o estado social português, os Portugueses pouco ou nenhum poder de compra têm. Todos os dias há despejos, bancos a ficarem com as casas de pessoas por estas não cumprirem pagamentos, mais e mais pedidos de ajuda que são ignorados para que bancos como o Banif recebam mais dinheiro. Tudo isto fez com que a oposição fale mais constantemente de um aumento do salário mínimo. Seria a primeira vez que o governo faria realmente algo para ajudar o seu povo. Como resposta, o primeiro-ministro veio dizer que esse aumento seria "presente envenenado" aos portugueses e que as empresas com o poder de aumentarem, que o fizessem, isolando-se assim de qualquer intenção de o fazer. Pessoalmente, rio-me destas afirmações, sendo isto tudo o que posso fazer para não chorar cada vez que vejo as portas do metro a abrirem quando chego à estação da minha faculdade para estudar, comentando comigo próprio todos os dias que caminho para o desemprego e pobreza e que nada que farei nesse dia me ajudará a mudar isso. Continuo sem saber o que é pior, se um governo que decide por si próprio para si próprio ou se uma oposição oca e sem ideias, liderada por um homem cujo nome é um antónimo de si próprio.
Mudando para um tema mais leve, a triste e fraca exibição da seleção de Portugal. Com um início que já não via há algum tempo da nossa seleção, criaram uma nova expectativa de uma boa exibição e ainda maior resultado. O resultado final foi, na verdade, 3-3 e a exibição ainda pior. A jogar com uma defesa baixa e com medo de arriscar, um meio campo passivo tanto ofensiva como defensivamente, jogo lento, passes falhados atrás de passos falhados e uma finalização terrível a que o Helder Postiga nos tem habituado, não foi de admirar a reviravolta no resultado. A única exibição positiva que se viu desde o início foi a de Coentrão que mostrou que ainda sabe o que aprendeu na sua passagem pelo Benfica. Apenas com a entrada de Carlos Martins e Vieirinha é que Portugal pareceu ganhar vida e conseguiu, ainda a muito custo, empatar. É um resultado muito insatisfatório e que não nos deixa nada confortáveis no apuramento. Mais importante que isto, deixa, espero eu, sérias questões na mente de Paulo Bento sobre quem está realmente a 100%, tanto física como mentalmente, e quem não está. Vamos esperar ver algo de melhor na quarta-feira.
A Perfect Circle - Passive
Da Idade de Ouro
Aqui deitado em nenhum terreno que importa ao povo humano observo o tempo passar através de nuvens brancas e céus azuis. Lentamente passam pelos meus olhos tal como o vento suavemente acaricia a minha pele nua. Aqui observo as estações e as idades. Observo como a folhagem de cor verde primaveral já começa a conhecer a sua variante outonal. Absorvo todo o conhecimento pois todo o conhecimento me é revelado. O Universo é infinitamente claro. Tão claro que me esqueço de o abraçar e aceitar como irmão. Fomos criados da mesma forma, pequenos átomos que lentamente se foram expandindo. A diferença é que a minha expansão física terminou e deu lugar à expansão mental enquanto que o Universo se mantém em expansão física até implodir e, quem sabe, levar-me com ele. Já a sua expansão mental todas as criaturas para tal contribuem. E idades vão passando, do ouro ao bronze, começando pela bravura das donzelas e a coragem dos heróis e acabando com a decadência e corrupção dos nossos dias. Mas será mesmo este o fim? Seremos nós o último tempo? Não o desejo ver a acontecer pois vejo potencial em cada árvore e em cada pássaro que canta, cada manhã solarenga que nasce e que me cumprimenta com um sorriso. Vejo potencial em cada chuva que cai e neve que decora as ruas, dando cor e vida à sua noite invernal. Há mais nesta decadência do que o declínio da nossa existência. Basta olhar à volta e inspirar o oxigénio, deixar o nosso génio criativo funcionar.
Epica - Chasing the Dragon
Epica - Chasing the Dragon
Mergulhar
Consegues ver se o céu é estrelado ou nublado, nesta noite em que me despeço novamente de ti, mais vazio agora que não estás comigo? Consegues vê-lo e declará-lo pintado ou construído, talvez até escrito? O certo é que foi criado. Está acima de nós e dentro de nós. Pois se dentro de mim reside declaro que tu és o meu céu pois em mim vives infinitamente. Expandes-te. Nunca páras de te expandir. Por caminhos sinuosos, com a luz escondida atrás de nuvens e trilhos de espinhos, ou por caminhos de terra, abatidos antes da tua passagem para facilitar a leveza do teu caminhar, fazes a tua viagem até a mim. Encontras-me desnudo diante de um precipício, contemplando a hipótese de me atirar.
Estou sentado na beira da rocha, olhando para o infinito e confundindo-o com o vazio, subconscientemente sabendo que és tu. Vejo o horizonte nocturno tão bem como vejo as pequenas ondas que nadam no oceano tão amplo, iluminadas pelo luar que se pousa lentamente. Parece que a Lua vai cair no mar e não se erguer mais, disseste-me uma vez. Fugiríamos para o bosque e lá nos refugiávamos, disse-te eu em resposta. Lembras-te? Deverias. Pois foi na escuridão desse mesmo bosque que te escondeste de mim. E é de lá que emerges outra vez. Desse bosque que deixei para trás, que viro as costas, que nunca voltei a pisar. Será como solo sagrado para nós, terminei o nosso plano de fuga. Mas ignoraste o nós. Importaste-te apenas pelo teu eu. E para a escuridão dessas árvores fugiste. De mim? De nós? Não importa. Tentei agarrar-te e chamar-te à atenção mas não ouviste. Continuaste a correr e deixaste-me. Pois fica lá. Livremente as minhas pernas fora da rocha baloiçam, ao ritmo do vento. Deixaste o tempo passar, deixa o meu corpo na água mergulhar.
Linda Martini - Lição de Voo nº1
Estou sentado na beira da rocha, olhando para o infinito e confundindo-o com o vazio, subconscientemente sabendo que és tu. Vejo o horizonte nocturno tão bem como vejo as pequenas ondas que nadam no oceano tão amplo, iluminadas pelo luar que se pousa lentamente. Parece que a Lua vai cair no mar e não se erguer mais, disseste-me uma vez. Fugiríamos para o bosque e lá nos refugiávamos, disse-te eu em resposta. Lembras-te? Deverias. Pois foi na escuridão desse mesmo bosque que te escondeste de mim. E é de lá que emerges outra vez. Desse bosque que deixei para trás, que viro as costas, que nunca voltei a pisar. Será como solo sagrado para nós, terminei o nosso plano de fuga. Mas ignoraste o nós. Importaste-te apenas pelo teu eu. E para a escuridão dessas árvores fugiste. De mim? De nós? Não importa. Tentei agarrar-te e chamar-te à atenção mas não ouviste. Continuaste a correr e deixaste-me. Pois fica lá. Livremente as minhas pernas fora da rocha baloiçam, ao ritmo do vento. Deixaste o tempo passar, deixa o meu corpo na água mergulhar.
Linda Martini - Lição de Voo nº1
terça-feira, 5 de março de 2013
Sleep
Why do shadows keep stalking me
When the night has long started
And sleep is bereft of my eyes.
The night has grow tired
Of waiting for me to cease
My thinking and torture of self.
So outside the Moon rises and falls
And I feel my brain failing
To take everything in and breathe.
Silent is my scream, my desperation,
When sleep I want numbers I count,
When sleep is forbidden bed isn't found.
So, what to do but wait,
Sitting in some unknown corner,
Staring at strange people, brethren of my fight.
My sleep untamed, uncontroled,
Request denied and sentenced announced,
Sleep is given to no rest,
Rest is sought but not mine to own.
Pain of Salvation - Sleeping Under the Stars
When the night has long started
And sleep is bereft of my eyes.
The night has grow tired
Of waiting for me to cease
My thinking and torture of self.
So outside the Moon rises and falls
And I feel my brain failing
To take everything in and breathe.
Silent is my scream, my desperation,
When sleep I want numbers I count,
When sleep is forbidden bed isn't found.
So, what to do but wait,
Sitting in some unknown corner,
Staring at strange people, brethren of my fight.
My sleep untamed, uncontroled,
Request denied and sentenced announced,
Sleep is given to no rest,
Rest is sought but not mine to own.
Pain of Salvation - Sleeping Under the Stars
segunda-feira, 4 de março de 2013
Luz no horizonte
Há luz no horizonte. O Sol pôs-se, fugiu da noite mas ainda o céu se mantém claro e as pessoas caminham na rua. À volta das árvores vêm-se as sombras dos pássaros a circundar, a rodopiar no ar para encontrar algum sítio onde pousar e descansar. Não há verdadeiramente descanso nesta cidade. É um povo de lutadores que aqui vive, descendentes de Virgílio e Afonso. Este é um povo que procura estabilidade para repousarem uma noite descansados.
Mais uma vez a noite se põe mas não se encontra descanso para os desgraçados sobre os quais ela cai. A Lua observa isolada esta desgraça, misericordiosa mas impotente. Sossegadamente é mostrado o lado mais negro da vida. Injustiça cometida após fraude, são os oprimidos que ainda sofrem. O pouco que lhes resta é-lhes retirado e tudo o que lhes resta é vida na rua e espírito derrotado.
Já não vejo luz no horizonte. Esta noite é igual a tantas outras. O nosso silêncio é o nosso pesar porque na rua há a violência da nossa frustração e o sangue derramado leva ao nosso desespero ser arremessado. Suam e sangram as pedras da nossa calçada enquanto nós, descalços, caminhamos contra os canhões e pela nação que nos roubaram e que outrora, tal como agora, aclamámos.
Soulfly - Rise of the Fallen
Mais uma vez a noite se põe mas não se encontra descanso para os desgraçados sobre os quais ela cai. A Lua observa isolada esta desgraça, misericordiosa mas impotente. Sossegadamente é mostrado o lado mais negro da vida. Injustiça cometida após fraude, são os oprimidos que ainda sofrem. O pouco que lhes resta é-lhes retirado e tudo o que lhes resta é vida na rua e espírito derrotado.
Já não vejo luz no horizonte. Esta noite é igual a tantas outras. O nosso silêncio é o nosso pesar porque na rua há a violência da nossa frustração e o sangue derramado leva ao nosso desespero ser arremessado. Suam e sangram as pedras da nossa calçada enquanto nós, descalços, caminhamos contra os canhões e pela nação que nos roubaram e que outrora, tal como agora, aclamámos.
Soulfly - Rise of the Fallen
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Dia 2: Sobre e sob neve
Não há muito a dizer do segundo dia da minha estadia. Apesar de termos planos para esse dia acabámos por ficar em casa. A verdade é que o cansaço de passar o dia todo no aeroporto me levou a dormir durante grande parte do dia e quando acordei já era de noite. Portanto os planos foram adiados e este dia foi dedicado a ir às compras para a semana (ou como eu lhe gosto de chamar - ir à caça).
Sendo assim, saímos de casa e fomos ao Tesco (o Continente lá da zona). O caminho estava coberto de neve, alguma mais pisada que outras, e estava a nevar. Foi bastante agradável pois estive a caminhar sobre e sob neve, algo que nunca tinha feito antes. Fui também brutalmente atacado com bolas de neve. O bom é que o Tesco não ficava longe da residência pelo que não fui muito atacado.
O Tesco local é uma loja pequena sobrecarregada com filas de imensos itens nas prateleiras. Para alguém novo, como eu, pode ser imensamente confuso. Felizmente tinha comigo uma pessoa conhecedora do sítio. Entre as coisas que acho que são dignas de destacar estão as imensas variedades de produtos Mars, desde o típico chocolate também comercializado em Portugal a leite com chocolate. Outra coisa a destacar deste estabelecimento é o facto de as máquinas de compra serem mais populares que ir à caixa ser atendido por uma pessoa. O último acontecimento que eu vi lá de destacar foi a entrada de um polícia para verificar que não havia problemas visto que não há lá seguranças.
Assim, comprámos tudo o que queríamos e voltámos para a residência, jantámos e umas horas depois fomos dormir.
Frank Sinatra - Let it snow
Sendo assim, saímos de casa e fomos ao Tesco (o Continente lá da zona). O caminho estava coberto de neve, alguma mais pisada que outras, e estava a nevar. Foi bastante agradável pois estive a caminhar sobre e sob neve, algo que nunca tinha feito antes. Fui também brutalmente atacado com bolas de neve. O bom é que o Tesco não ficava longe da residência pelo que não fui muito atacado.
O Tesco local é uma loja pequena sobrecarregada com filas de imensos itens nas prateleiras. Para alguém novo, como eu, pode ser imensamente confuso. Felizmente tinha comigo uma pessoa conhecedora do sítio. Entre as coisas que acho que são dignas de destacar estão as imensas variedades de produtos Mars, desde o típico chocolate também comercializado em Portugal a leite com chocolate. Outra coisa a destacar deste estabelecimento é o facto de as máquinas de compra serem mais populares que ir à caixa ser atendido por uma pessoa. O último acontecimento que eu vi lá de destacar foi a entrada de um polícia para verificar que não havia problemas visto que não há lá seguranças.
Assim, comprámos tudo o que queríamos e voltámos para a residência, jantámos e umas horas depois fomos dormir.
Frank Sinatra - Let it snow
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