terça-feira, 18 de dezembro de 2007

The dog that cried the moon

Pode ver-se melhor em: http://ollan.deviantart.com/art/The-dog-that-cried-the-moon-72422187
Tentativa de desenho:

Some kind of monster

E ele permanece sentado, no seu perfeito estado vegetal, movendo apenas o fluxo de pensamento no interior do seu cérebro morto ou congelado, imóvel e demasiado pesado para ser carregado. Os seus olhos permanecem vidrados mas ainda assim concentrados, com o mínimo de vida, a olhar para o mais além, olhar penetrante que atravessa paredes e pessoas, destrói mentes, pensamentos e vidas, nunca perdoando os erros ou pecados do passado das pessoas. A sua vida pertence a quem alguma vez se importar de tentar tirá-lo daquele estado morto, frio e completamente branco, mostrando vida apenas nos seus olhos, profundos, um túnel inacabado para uma alma perturbada e decadente.
As vozes ecoam na cabeça, vezes sem conta, perdidas numa gruta obscura que serve de habitat para todos os monstros dos pesadelos das crianças perdidas, órfãs e indesejadas. As vozes perseguem, ainda mesmo no seu sono inerente a tudo o resto, a constante morte do corpo ainda vivo e a respirar, e a voz do desespero transforma-se numa forma imperceptível de um grito mudo que nos faz a todos surdos. Um leve assobio na escuridão e tudo acaba, toda a escuridão e claridade, todas as duvidas existenciais ou desinteressantes, todos os pensamentos. Tudo nos persegue, no entanto, o monstro mantém-se vivo dentro do corpo vegetal daquele sinal.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Lay to rest

Accordare per alteru dia...

As poucas

Já passou mais de um minuto desde que cá estou. De facto, já passou mais do que uma hora desde aqui estou e nada de especial acontece, nada muda a vida nem faz com que desvie a visão das letras que se encontram à minha frente. O oxigénio já parece pesado e o acto de respirar, esse mesmo que é essencial, acaba por parecer monótono. Já o fiz antes e cada vez mais me farto de o fazer, sempre a mesma rotina. Isto tudo porque, cada vez que saiu de casa, sei que vou voltar ao fim do dia e ouvir alguma história que já ouvi milhares de vezes e que não me interessa absolutamente nada. No meu grande egoísmo próprio e que me caracteriza, desligo. Fico sozinho no meu próprio mundo.
As palavras não saem. Parecem que foram congeladas pelo frio exterior que não sinto ou que, se sinto, ignoro com o simples poder da mente, restringido ao pouco que a alma contribui para a manutenção do corpo. A música é sempre a mesma e enfadonha tristeza que já chega a pesar-me na mente, que já contamina o ar à minha volta, mantendo-me nostálgico e melancólico. Relembro tempos de outrora e passada felicidade, tempos que acabaram demasiado depressa e que avançaram para outra felicidade. E eu aqui, sempre parado no mesmo sítio, apercebendo-me que me esqueci da capacidade de amar, eu ou outros, que me fechei mais do que eu próprio pensava, apesar das palavras que me saem. As poucas, como já referi.

Army of two

Create your own world,
Rule the land of your imagination,
Don't regret your word,
Gaze at your creation.

See the trees rising,
As the water falls,
No children fighting,
No more mother calls.

They walk alone,
In the shadow of the mistake,
Together they're one,
The souls of the Devil they'll take.

Regret for wasted years,
Forging madness,
Cried all the tears,
Immune to all the sadness.

Army of two,
Stealth never ending,
You're true,
Like you're always resenting.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Silêncio

Como duas flores a crescerem lado a lado, alimentando-se do Sol e das águas das chuvas, sempre permanecendo erectas e frágeis ao toque de um estranho, dois jovens, com os destinos entrelaçados, seguiam a sua vida desconhecendo o toque do destino, transformando tudo aquilo que eles acreditavam e toda a realidade que demoraram anos e formar em algo único e com apenas um caminho, uma saída. Toda a felicidade se tornava relativa e fútil, uma coisa passageira e de pouco significado, pois estavam incompletos sem a permanência um de o outro na vida de cada um. As palavras ficavam com pouco significado e apenas o vento lhe tocava, empurrando-os, cada vez mais aproximados um do outro, encontros subtis mas que teriam mais significado quando tudo acabasse.
O planeta continuava a girar, apenas as rochas não se mexiam, os continentes não se aproximavam mas os seus toques pareciam mais do que profundo, eram como que picos que tocavam e se enfiavam na alma, por baixo da pele e da carne, constituindo o esqueleto da acção e o significado do amor. O sangue brotava de todos os canais, esmorecendo no chão, fazendo mais flores aparecerem, crescerem do nada, das terras inférteis que existiam para ocupar espaço, constituir um planeta fútil. O tempo passava, os jovens crescem e começam os contactos, os olhares, as palavras, os sorrisos. Todo o jogo começa, os dados são rolados e a vida transforma-se num acaso, numa sorte ou azar momentâneo. Tudo à volta é relativo e desfocado, tudo à volta é inútil e consegue desaparecer apenas no primeiro contacto.
Os jogos terminam, o prazer passou e o rapaz que deixou de ser rapaz fala com uma voz terminal, consumindo o desejo do fim de tudo, revelando a sua podridão e solidão no interior. A sua alma, mostrando a sua real ausência de cor, assustando e afastando brutalmente a rapariga, libertando-se para o espaço aberto, encontrando a tão desejada escuridão e vastidão do Universo, a morte aguardada por tanto tempo. Agora não resta mais nada se não fragmentos do silêncio audivel da sua voz interior que ainda reside na rapariga.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A premonição

A lareira contém a chama angelical que arde, nunca parando, iluminando esta sala e trazendo calor aos frios e feridos anjos que hoje se ajoelharam perante a face da sua própria morte, condenando o dia em que o seu mestre foi morto às mãos de um desnaturado que nunca pediu para nascer, sentindo as emoções de um ser humano uma vez mais. Memorizando cada segundo da sua perdição, a rendição que causou o caos e a miséria na terra, vendo as imagens de horror e medo nos olhos e faces das pequenas crianças, inocentes e que se limitaram a nascer para sofrer tais tormentas. A sua ajuda reside no interior da obscuridade. Mas há medo de a ir buscar.
No interior, o grito é mudo, inaudível por humanos mas uma constante tortura aos anjos derrotados que choram lágrimas de sangue, filtradas para deixar passar apenas a pureza e a inocência, tentando que estas cheguem à terra e tragam um bocado de luz à matança no mundo abaixo deles. Assombração dos seus erros e pecados, nunca esquecidos mas sempre perdoados, a sombra domina o que resta da humanidade, escondida em qualquer canto húmido com o medo a cicatrizar o corpo e alma. Tudo se torna fútil e tempo desperdiçado, nenhum ser humano sobrevive à catástrofe. No entanto os anjos ainda choram gotas de de sangue que nunca chegam ao mundo. Cegos, não desejando mais ver a sua premonição, vivem apenas a memória do que está para acontecer.
O fogo ainda arde, ainda aquecendo e iluminando a sala. Mas os anjos não se encontram lá mais. Agora há apenas o vazio de uma batalha perdida.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Conto de um velho moribundo (deixando as borboletas voar)

Nos tempos das descobertas, um velho mostrou ao seu neto o conhecimento de uma vida, as lamentações da sua realidade distorcida. Assim o velho o disse:
"Há vezes em que olhamos para o lado e vemos uma pessoa completamente diferente de nós, que tem gostos diferentes, que pensa em coisas diferentes, que apenas é diferente. Muitas vezes temos em mais alta consideração a estética exterior e não queremos saber da interior, simplesmente ignoramos a passagem para a alma da pessoa e ficamos sempre com a memória da futilidade. A muitos, isso traz alegria, isso traz o prazer inútil que perseguem como objectivo de vida. Poucos são os que realmente pensam em como será a personalidade da pessoa. Ainda menos são aquelas que não se importam, aquelas que estão aqui de passagem e que não trarão nenhum significado à vida das outras pessoas.
Muitas são as pessoas que nos trazem alegria e prazer mas muito rapidamente isso pode acabar e transformar-se num ódio puro, num desejo de morrer ou matar, deixar tudo para trás apenas para esquecer essa pessoa. Os pecados do passado nunca podem ser redimidos, nunca podem ser esquecidos, apenas porque são mais um forma de não errarmos outra vez. Mas ninguém se importa em assimilar os erros do passado para não voltar a cometer. Vão sempre contra a parede, aleijando-se, voltando a levantar-se, apenas para correr contra a parede mais uma vez. O pior que se pode fazer é mesmo esquecer a pessoa, deixar de lhe falar e de se importar em como está essa pessoa. A pessoa vai magoar-se e notará que aquilo que lá esteve outrora, já não está lá outra vez para amparar o erro. Talvez aí a outra pessoa repare que o erro também foi seu e tente compensar, nunca conseguindo redimir. Talvez seja tarde demais para tal. Mas também é um erro guardar rancor para com as pessoas do passado. Lembra-as bem assim como te deves lembrar destas palavras. Deixa as borboletas voarem livremente e notarás que elas te contam a verdade."
Proferindo estas ultimas palavras, o velho caiu no esquecimento que apenas não afectará a mente do seu jovem neto, cicatrizado na sua vida pela sua infância cinzenta pelo mundo que lhe caiu aos ombros, a realidade distorcida de um velho moribundo.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Hello! (philosophy of the dream)

Hello! Show me the real me, the one that exists trough the soul and not trough words that have no meaning, no feeling. Welcome at wherever you are, that inexistence, seeker of the poor souls that navigate the forbidden seas in search of a myth, in search of nothing at all. I forgot the words that were to follow your conclusion and now the halo is built inside, making me shallow and futile.
Hello! Let me learn the real you, the one that is in my mind constatly, swiftly disappearing in the black, fading resistance to the unknown and obscure, that immortal passion for the dead. Uncommon revelation of a human mind that was born to die, living in the middle with the cursed soul that has killed the god that soulless humans worship. Don't care to tell me who is outside, just show me the burden that you carry inside, that void that is the place of your soul. Then welcome me into your nothing.
Hello! Show me the meaning of life, what is the purpose of breathing oxygen or polluted air that brings blood into my veins. Won't you work to make this world a better place to die, a more decent piece of earth where you can lay your head and rest forever? But that comes with a lot of work and pain, the pain that your body doesn't want. So will you give up of this common sense and this disposable value just to trade it for a little piece of my nothing? From here, you'll take nothing at all.
Finally it's time to say goodbye. The night is not a mere child now and the moon is at the top of the Universe, watching us, protecting us when we sleep. The nothing you seek hunts you in your dreams but don't care to take the self destruction rote, for it is in your way of life anyway. So it is in mine. You finally fall asleep without the quietness you need.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Como estais amigos?

Como estais amigos? Time as elapsed and we continue walking the same demented way, making the same old mistakes, contaminating and destroying all that was once good to us. We close ourselves and we wish by our lucky stars for no one to find the sacred and forgotten passage to our hearts and the entrance to our souls. Still we sworn blasphemies, still we drink the whine and continue to have this illusions of the dead, their rituals and sins, their death's were nothing more than another human soul. We continue to hear our song.
The smile petrifies as the face remains scared by the mistakes. Loud shout to anyone who bothers to listen to forsaken. Mute cries to the careless and hopeless, the one's that walk on the streets and wish nothing more than a light to guide them to safety, to home. But there's nothing more waiting for them except the holy horror and holy dream that spins continuously in my head. The words of comfort never come easy and they never seem real. They're existence is a threat to our reality and the crying you hear in the night is not from the child in your head, but from the lost souls that surround you, feeling the warmth of your friendship.
The music in the background is just the confirmation of a re-birth, a member from our brotherhood of blood that has taken another body and will live once again, cursed and in the shadow of his eternal damnation. The wind blows so softly the words we fell that, sometimes, it gets lost in our ways. And all the words we say are another confirmation that our friendship rises, day by day, essentially due to memories of our past bodies. See you in another lifetime, my friends, my brothers, members of my blood and connected to my soul.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

The crypt (the souls always remain)

You know that people come and people go, the souls always remain within our space but never in our sight. And you still want to confront the creator for the failures and the pain you feel inside, the simplicity of your existence, unknown and indifferent to the rest of the world. So you try once again to battle and once again you fall, once again you get hurt that feeds your excitement and causes you pleasure. But you have to know when to stop, when to give up and realise that people come and go, your life goes on, no matter our many tears you cry or how many punches you throw at yourself as you remind yourself what you could do with the lost ones.
A victory never tastes like a victory when you force it, when you try so damn hard to get it that someone just gives it away in a gesture of pity. So that causes trouble and fights, never the pleasure that you seek, even in the pain that you feel inside and the tears you cry in the night. Alone but not lonely, you feel safer inside when the moon shines right trough the window directly into the bed where you lay. It comforts you and makes you fall asleep and dream the worst nightmares you could ever imagine. Cry as the black sky turns red of blood, the blood that man bled to make this Earth what it is. They fought for your existence and there you are, crying.
The sight of the cold crypt in the shadow of the moon, the vision in your window, your mind, it's apocalyptic and cursed, falling apart and regenerating itself to continue to be your sight in the night. The wind blows and the autumn leafs fall upon the crypt of marble, grey and in decay, slowly tearing down the rest of your life. Close yourself in self-pity to make the anger fulfil the body. And the souls will always remain. Remember that.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Wilderness of the creator

There's the smell of loss in the air, the perdition of another soul to the emptiness of space, a ghost that no-one will bother or cry for, a ghost that will never hunt no-one. So the world goes on, no-one bothers, no-one cares, in time, it all will come to an end, with endless crying, in the acid rain, creating an acid reign, filled with the putrid smell of human meat, tasting the harvest of men. The fires consuming the sins and the sinners, the souls crying but no-one or god listening. Didn't cared before, I still don't care. White in their faces as the skin disappears, as the blood comes out and the tears stop tasting sweet and start tasting bitter.
The human cluster begins to fain as the pieces of the final day finally start to fall. The ethereal of meaningless motion and wills against the wills of the rotten gods. They were here once, they are now gone forever. The serenity and quietness of the earth as it continues it's course into the void in the sun, no-one to watch it explode because no-one cared. Continuously, the destiny comes to an end, again and again, the eternal circle, the closed ring the burns without any affinity. To rid the disease of mankind, making the grey look like green and the red look like blue once again, as it was in the beginning, as it should always be. Murder, uncommitted crime by the handicap gods who were programmed to kill and re-construct this Universe. Once again, the pieces of the puzzle are glued together.
The waters of the rivers turn black, the life is consumed to the bitter end of a child's smile, innocence taken away and forgotten, given lust to the one's before the trees, the beginners of the sin, the creators of the hate and self-hate, masochism and pain infliction phase. The funeral of the genesis that was washed away by the mind, weak and wounded, left behind and closed, awaiting nothing more than the comfort within. Variable function to the final dawn, the sun rising and destroying. Blindness is the key.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Choke

O vento sopra e a noite torna-se numa brisa gelada que pára, congela os corações que batem a uma velocidade fora do comum. Todo o calor foi esquecido ou guardado para mais tarde recordar, uma chama que ainda arde no meio do nada e da escuridão é mantida acesa a todo o custo. Os sacrifícios são apenas equivalente ao tamanho da alma, do quanto ela procura a salvação e a guarda de um outro corpo após a morte de este. Todo o direito, todo o dever, esquecidos ou perdidos no abismo em que cais quando ficas isolada e fria, não querendo ninguém por perto para te aquecer. O sacrifico mantém-se equivalente ao tamanho da alma, por mais fechada que esta seja.
As portas entre-abrem-se à tua passagem, resultado do poder do ódio e sede de vingança, a visão nocturna do vermelho nos teus olhos, o desejo de sangue. O chão estremece e a lua chora a tua perdição, no entanto não pára de brilhar, criando o seu reflexo sobre o rio distante, visível do teu covil, onde te sentes segura, onde outrora me levaste para ficar cego com a tua visão. Ainda o estou. A tua respiração torna-se visível, a tua pele torna-se clara, pálida, quase transparente, ficas quieta a olhar o exterior como se nada demais fosse, como se o mundo pudesse explodir agora e tu não sentirias nada. Fechada em ti própria e no teu egoísmo.
Deixo os meus pensamentos para trás, tal como tu me deixaste a mim. Tento seguir em frente, sempre enganando-me, sempre esbarrando contra uma parede que se recusa a mover ou recuar. Auto destruo-me, não por ti, mas sim pela minha necessidade de desaparecer e deixar de sentir aquilo que ainda sinto por ti, aquilo que tu nunca chegaste a sentir por mim. Rastejo para algo que me vai deitar mais abaixo, mas não consigo apagar aquilo que sinto por ti. Escrevo-te mais palavras ignoradas porque ainda gosto de ti, tal como tu sabes. Em vão mas isso sempre será.

O Sol desaparece no horizonte

O Sol desaparece no horizonte,
As palavras ficam retidas no ar,
A sombra toma conta do monte,
Permitindo a minha mente voltar a sonhar.

Os desejos de chuva assolam,
O fantasma do meu ser torna-se omnipotente,
Os pesadelos do passado voltam,
Mostrando aquilo que já não se sente.

Observo as folhas cairem,
Enquanto que as horas correm,
Oiço as crianças a chorarem,
Destino com defeito para esses que voarem.

Tudo vem a um fim,
Desejando que a noite caia,
Enquanto que os teus pensamentos se assemelham a serafim,
Esperando que a morte finalmente saia.

Respondo a mim mesmo aquilo que vejo nos teus olhos,
Continuo nesta dor cardíaca,
Caminho neste jardim de carvalhos,
Abraço esta ilusão doce e desnecessária.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Comboio do não regresso

O comboio atravessa a noite, toda a escuridão é apenas mais impulso para trocar todo o movimento pela pura isolação. O som do comboio, barra a barra, torna-se hipnotizante. Tudo converge num enorme silêncio maléfico que transforma os pensamentos em sonhos, as memórias em esforços inúteis. O tempo passa lentamente e lá fora está frio. Não querendo sair da realidade colorida em que encontro, onde nós nos reencontramos, sou puxado de volta a esta realidade morta onde o comboio se move, transportando pessoas, talvez até almas, seres invisíveis e fúteis à minha existência. O comboio move-se perseguindo a existência do som remoto e automático.
A escuridão lá fora é dominante, aliando-se ao frio que congela o coração e deixa de se ouvir o bater do coração para se sentir o sangue a ser bombeado para o vazio. O desejo de beber o sangue que cai no esquecimento para manter a sobrevivência do monstro no interior fica submerso enquanto que me mantenho hipnotizado. A visão de algo que já não está lá torna tudo o resto redudante. Não há mais medo, não há mais desejos, apenas a visão. E não passará mais disso. E tudo se estraga, a imagem arde na mão e o que resta é cinzas, como sempre foi, como sempre será. O pecado foi consumindo pela consolação no meio de toda a escuridão que ela teme. Não haverá mais barulho de fundo, mais mentira ou verdade, apenas a realidade daquele comboio em movimento.
O comboio pára e o silêncio instala-se entre todos nós. Os pensamentos ficam suspensos até aquele movimento repetitivo e metálico recomeçar. Continua a haver o desejo, continua a haver o pecado e continuo ali sentado a olhar para o exterior. Apático, distraído, com todas as defesas em baixo, com a isolação a continuar a ser quem manda na alma, os olhos mantêm-se vidrados, olhando para o infinito da escuridão no exterior. A procura pelas estrelas é inútil, apenas nuvens se mostram no céu e tudo o resto fica cinzento e decadente. Ninguém entra nesta carruagem, tudo se mantem igual mas tudo me soa diferente. E finalmente desejo o movimento continuo para que o som me hipnotize mais uma vez.
O exterior já não está parado. Se calhar até está. Se calhar é simplesmente a massa dos nossos corpos que se movimentam enquanto que tudo o resto está parado, as almas são arrastadas e tornam-se indiferentes tudo o resto porque não conseguem a escapar à sua prisão. Tornamos-nos em pontos insignificantes, futilidades indesejadas ou indesejando a sua presença neste lugar. Nada mais interessa que não o movimento continuo que faz nascer o som hipnotizante. A viagem de volta a casa não se torna em nada mais do que momento passados na liberdade remota e física. No final do dia, o que conta é aquilo que já passou, não aquilo que se está a viver agora. As memórias mantêm-se sempre, aquele comboio marcar-me-à sempre a memória.
E os pensamentos formam-se e apenas uma pergunta se formula e se mantém: as minhas palavras estão a perder sentido e sentimento, estão a ficar sem a mínima qualidade e já não me dão o repouso que me davam no inicio. É verdade? Se for, é tudo culpa vossa. Eu tentei fugir e isolar-me. Nunca me deixam.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Decaimento (tudo arde)

Sinto-me um vírus. Infecto, destruo, ocupo, tento conquistar mas volto sempre a cair, a arder, a desaparecer. Indesejado ou simplesmente nunca adequado ao grupo ou às situações, afasto-me e fecho-me em mim próprio porque sei que sou o único que não vou magoar a minha alma, apenas o meu corpo. Destruo-me lentamente porque não desejo continuar com esta fragilidade de mente, com esta transparência de alma, procurando sempre aquele canto obscuro onde me sinto seguro e a que posso chamar casa. Guardo os meus segredos, aqueles que levarei para a campa. E são-me essenciais para continuar a sentir aquela razão para ser forte e ter os meus princípios, mais razões para lutar por algo mais, algo que parece que não mereço.
As imagens ardem na minha mão. Mesmo a chuva que cai das nuvens não apaga a chama, apenas continua a cair e nada mais. Tudo à minha volta parece falar e cair, desmoronando-se e ardendo. Tudo arde aos meus olhos. E a chuva continua sem afectar. Apenas os relâmpagos que caem é que começam mais fogos. Desisto de tentar compreender as razões para tantas destruições. Ninguém importa, ninguém sequer tenta importar-se com a decadência em que este mundo e esta humanidade se transformaram. Nunca fomos assim, ficámos assim devido à dor e esquecimento no passado. As imagens agora não passam de cinzas e juntam-se ao vento para desaparecerem, deixando-me sozinho mais uma vez. Sento-me no chão molhado e eu próprio começo a arder. A chuva ácida destruiu-nos.
Vagueei os espaços da tua mente. Tentei controlar todas essas essências negativas para que não viessem ao de cima e acabassem com isto. Mas foi tudo em vão. Acabei por te assustar, agravando o facto de que já não gostavas de mim, não terias interesse em continuar com esta mentira. Acabou por ser melhor assim, ninguém mais sofreu, não houve mais discussões desde então e ainda nos vemos nos corredores deste manicómio. Os caminhos que levo, todos esses levam ao mesmo lado. E a destruição que ocorre à minha volta deve-se à má energia que deixaste em mim. Desapontamento de algo mais que sempre desejei mas que nunca foi correspondido. Caminho em frente porque é o único caminho. Mas mantenho-me calado porque nada mais quero dizer. Apenas acabou.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Story line (capitulo 1)

Ah e tal, eu hoje estava muito bem na escola e essas coisas a falar com pessoas (até parece mentira), fazendo uma pseudo história que, supostamente, dá para uma curta metragem, se nos dessemos ao trabalho, é claro. É sobre um gajo, estão a ver, que, apenas por rebeldia, quer chegar ao meio da ponte 25 de Abril a pé desde picoas, isto indo sempre em frente. Eu bem que sugeri que era mais giro que o gajo parasse quando encontra-se uma parede mas a ideia desenvolveu-se. Daí saiu aquilo a que eu chamo "a história". O que é a "história" então? A "história" é basicamente o gajo a tentar passar pela parede. Ele fala, ele suplica, ele pontapeia e acaba por partir uma unha da mão. Mas não passa. De seguida, ou a certo momento da curta metragem, aparece o plano da parede, de uma vista lateral e afastada, e vê-se o gajo a aproximar-se da parede a alta velocidade, esbarrando contra ela. A parede não se afasta. Ele volta a dizer "Sai da frente". Finalmente farta-se e começa a destruir a parede com uma colher. Quando finalmente acaba e passa por ela, isto dias depois, repara que tem outra à sua frente. O seguinte capitulo vai ser a resposta à seguinte incógnita: será que ele vai fazer o mesmo com esta parede que o que fez com a outra ou vai decidir que afinal não queria ir naquele sentindo mas sim no outro. O suspense.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Closure of the soul (part 2)

Palavras são sempre as mesmas porque nada mais sai da mete do que o próprio medo proveniente da alma. Toda a situação é apenas uma confusão, pensamentos entrelaçados com os medos que não chegam realmente a sair porque a saída e a abertura são apenas mais dois medos entrelaçados. E o sentimento que cresce e se fortalece por dentro não é mutuo, não é correspondido pela outra pessoa. Vai matando por dentro como que duas mãos a pressionar sobre os pulmões não deixando respirar, não fazendo com que o sangue passe. E nada que diga, nada que faça consegue melhorar, não há hipótese nem volta a dar porque ela está fechada em si até ao dia em que se decidir abrir e se aperceber que foi mais um erro, que se vai magoar outra vez.
Sente-se aí a necessidade de magoar os outros assim como eles magoaram. Aperta uma corda à volta do pescoço e puxa, deixa-me suspenso no ar e acaba com toda esta mágoa e futilidade que constitui a minha alma. Inconscientemente, fechamos-nos mais à medida que o tempo passa e as experiências fracassadas acabam. Tudo não passa de mais uma morte de mais um pedaço da alma, uma máscara que se desfaz para dar lugar a outra, continuando a ser um circulo vicioso, não podemos escapar-lhe. Mas eu queria ficar nele contigo. O teu silêncio é o suficiente para saber que tu não, que não o quiseste, como antes o tinhas dito, como antes o tinha ignorado. Altura para ter mais pena de mim próprio, para me isolar mais e auto-destruir mais rapidamente.
O fogo arde mas está a morrer porque tu o deixaste. E todos os esforços parecem em vão. Continuas calada. A raiva está de volta. A constante ira contra o mundo, desejando a morte de todos e nunca querendo que eles desapareçam, que seja apenas eu a ir para o canto escuro olhar para o luar e ver na minha mãe Lua a segurança e a força para manter a isolação. A música no fundo continua a tocar, eu ignoro porque a minha atenção mantêm-se focada em ti. Já te disse que não quero que isto acabe. Sei que um dia vais desistir de manter esse diário fechado que é a tua alma e te vais finalmente abrir, deixando-me entrar no teu coração. Aguardo.

sábado, 24 de novembro de 2007

Closure of the soul (part 1)

A areia continua a cair. O tempo esgota-se ao seu próprio ritmo, inerente a tudo o resto mas desconectado ao mundo e a tudo o que o habita. A alma fecha-se em si próprio enquanto olhos estranhos a observam com atenção, tentando descodificar as palavras que não saem mas se fazem sentir no ar. E tudo parece um sonho vivido que nunca ninguém chegou sonhar. Mas também ninguém chegou a adormecer porque a noite não chegou e não trouxe a escuridão consigo. O calor também abandona o corpo mas a morte não vem compensar a sua despedida. A alma mantém-se.
Húmida. Tudo perdido numa vastidão de espaço, cego no vazio do tempo, tudo escuro, uma prisão infernal invisível e não palpável. A alma não mereceu que tal acontecesse, nem mesmo que a sua libertação estivesse no contrato, no julgamento final. Os gritos são inaudíveis e as outras almas são cegas à sua presença, à sua dor. Continuam-se os caminhos de todas as presenças na vida. Tudo é fútil, tudo é desnecessário porque nada acontece nem está para acontecer. Os sinais morrem. Tudo é a vastidão, tudo é perdido e alma fecha-se mais uma vez porque a dor já é demasiada para que continue aberta.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

The kingdom fall

I'll lay down tonight to realise tomorrow that my will to get up, my strength, my desire is no longer there, it still doesn't exists, it still doesn't think the same that I do. Tonight I'll gaze at the stars and look for the cold comfort of the moon because the emptiness as come upon me once again. Oh the horror, oh the drama. I don't need this, I don't need to have my mind focused on what's wrong or right, only on me, more now than ever. And she has showed me that I won't be anything more than this... it's cold inside, it's all dead.
The days have passed, the wounds still remain. The wolves cry in silence in the middle of the trees. A shadow moves by, the hunter has the light, the reflection of the moon in his eyes. To them I'm nothing more than the soul that killed God, the one that continues to be the slave to the sweet surrendering of his mind. And the hurt will continue, it seems to be my will. I continue to punish myself, in my way to self-destruction. I'm always reaching for another hole, another black and empty cave where I can rest my head and finally die. Because I've never been nothing at all, I'm never been the help that anyone needs.
No cry, no sadness, just closure and silence. And continuous self hate. Nothing more. And that's me.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Box of Pandora

Seek in the obscure of the night the reason to wake up every morning, a goal, a future, a principal to follow and to kill the halo inside. The thunder strikes and the dark and rainy night becomes enlightened, the animal inside you wakes to a higher life, a power unknown, a will to kill and to be killed that has been taking over your mind lately. You sit and watch the clouds become a light blue, the light of the thunder falling down. And the thunder is nothing more than the wrath of the Earth against humanity for all the sins, for all the damaged, for all the mistakes. And you're just another dead beat that moves around the Earth, a mute sound that is always corrupt.
You're less than zero. You won't even count to the statistics of the sadistic's that you admire so. In the black, you'll only be a shadow, a burden, a leaf that won't burn. The excitement is dead and you're just making things worse with your presence, with your words, your look, your life. You're the source of all pollution and death, you're the horror of mankind since the beginning of your times. You're the curse of God and the unwilling helper of Jesus as he walks spreading his lies and deceives. No matter. You'll walk on this Earth for long. Breath for a while before you forget these words.
Faked smiles, faked life's, you brought this to us. Pull the strings and watch life pass by for a little favour from the Devil. You can't deny it, you can't hide the desire to break free, you won't just realise, this is only a dream.

Lembrança esquecida

As ruas em que caminham transformam-se todas numa, uma fusão automática mas nunca vista, apenas sentida. A rotina traz o tédio, a monotonia de caminhar sempre a mesma rua sem qualquer objectivo, apenas tempo que passa, minutos que passam e que me aproximam da morte, tempo esse, perdido por todas as interacções, desperdiçado pela sociedade sem nenhuma finalidade. Mas ainda me movo, ainda caminho até a lado nenhum, para fazer nada, apenas me sentar no meio da escuridão e viciar-me no que sou, este ser fechado que me tornei com o tempo. Tempo que continua a ser abstracto e relativo.
Todas as cores se preenchem de futilidade, não parecem verdadeiras, todas mutantes, todas mudam quando a noite chega, trazendo a tão aguardada escuridão que complementa a minha solidão. E sinto-me nostálgico, relembrando tempos perdidos, palavras ditas para serem esquecidas mas que nunca realmente abandonaram a minha mente. Parece tudo tão em vão, sem finalidade, todas as acções, todas as ruas, todas as cores. Mas ainda aqui caminho, ainda aqui passo e observo o quão fora de contexto estão as pessoas que caminham na rua, sempre contra mim, pensando que a vida tem um objectivo, nunca se apercebendo que esse objectivo é morrer no esquecimento.
Nada. Nenhum monumento, nenhuma pessoa, nenhuma mente, nem sequer nenhuma alma, o mais essencial do ser, será relembrado e homenageado ou odiado para o resto dos tempos. A humanidade existe para destruir enquanto que se destrói a si própria. E ninguém responde, ninguém pensa, ninguém quer saber das perguntas essenciais, da alma, das coisas que devem ser preservadas. Tudo cai no esquecimento e nenhuma acção o evitará. E mesmo eu serei nada mais do que zero, apenas mais uma peça do puzzle que não encaixa em sítio nenhum, que não se agarra a outra peça e se mantém colada para sempre. Não deixo, mesmo assim, de me importar com ela, de me agarrar com toda a força à sua alma. E seremos duas peças de puzzle desencaixadas mas sempre coladas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Novo mundo

A noite veste-se de negro no mundo futuro, contaminando tudo com a isolação e o silêncio, o mundo perfeito, feito para todos e para a eminente destruição de todo o ser vivo que vagueia sem qualquer objectivo ou sonho nesta terra. As estrelas brilham nos céus poluidos de ruidos reservados ao Apocalipse, chegando a qualquer hora, abatendo-se sem piedade sobre a terra, reconstruindo o mundo para mais uma civilização condenada, mais um guerreiro que crucificará o seu senhor e nunca mais morrerá mas nunca vivendo realmente.
As árvores outrora verdejantes assumem o cinzento morto de toda a vida e oxigénio retirado delas, sacrifício para a melhoria de vida após a morte do seu ser, do seu deus, da alma do planeta agora preenchido de buracos e zonas mortas, corroídas de ódio e pecado. Mas estes seres não sentem, perderam a alma e deram a mente, apenas zombies que caminham, não constroem, não destroem, não amam, apenas odeiam, e, com todo o seu ódio, fazem tudo o que tem cor arder ou morrer lentamente na tortura do aprisionamento e retiramento da alma. Coração retirado para o ver bater e admirar o seu movimento.
Pedras caem do céu e esmagam toda a terra. O novo mundo começou a ser construido, os pecados e erros seram esquecidos. Os tambores de guerra tocam no fundo anunciando a chegada da morte, uma visão negra no Sol poente no horizonte. Os seus olhos brilham intensamente no meio de toda a escuridão que o envolta, o seu corpo, nada mais do que ossos, move-se lentamente à visão humana mas na realidade move-se mais do que alguma vez o planeta girará. Ele retira o manto de cima da sua cabeça e mostrar o sorriso de pura felicidade que cobre a sua face. Um novo mundo espera para crucificar a sua vida.

domingo, 18 de novembro de 2007

Feel

I feel you here. I fell that you hear my breathing, I hear yours. I can fell your touch, your hand in my chest feeling my heart beating and repeating the same words "Your heart is beating fast" and all I hear is "I'm afraid". I'll give you the same old answer "I'm here, with you, that's how I know that I'll die happy, it it happens to be now". You close yourself again because you know that I've touched deeper. I'll only continue it if you want me to. Control, power, life, gave it all away in a second just for a true smile in your face.
I don't want to wake up anymore feeling dependent to anyone or anything, I just want to wake up and be sure that you like me even a little, just enough for me to feel safe and to know that you're only mine. Selfish, I know. Possessive, maybe a little bit but it's all because I like you. Just a will for monogamy. And the words you write don't seem to have a meaning, your actions only raise the fears in my mind. Trying not to control, a mistake, one more sin, I back away into the closure where I fell safe, where I know that no one can see me cry in desperation. Tell me I'm wrong, show me you mean what you write, that your actions aren't reasons to feed my fears.
The black outside my window covers the world and the little lights always stand in the background waiting for a chance to shine more. But that black isn't as big as the black in my mind because that black covers my Universe, dysfunctional and incorrect, once and always self-destructive. I'll seek in the cloudy sky a void where your star shines and see in it the comfort and confidence, acknowledge that I'm not another passing phase. And words, they seem to be nothing at all. Make me feel, once again.

sábado, 17 de novembro de 2007

Encanto lunar (verniz preto II)

Observa as crianças a brincarem na rua inocentemente, não cientes da guerra que se dá mesmo ao lado deles, das almas perdidas que os vigiam, que planeiam a sua morte com vinganças, nada mais do que peças num jogo de xadrez, controlados por mim e por ti. Repara no sorriso das crianças nas suas faces, dos olhares de felicidade, de todo o bom à sua volta, aquela barreira frágil que os envolta, a mesma que será morta pelo tempo, a que está neste momento a suportar o terror da realidade e da morte.
Vê os tanques em movimento, esmagando tudo na sua frente, sem piedade, sem consciência, frio, sem alma, avançando em direcção às crianças, lentamente, tão lentamente quanto o vento sopra nas tardes de verão. Fé morrendo lentamente, deixando os corpos para desvanecer no ar, cobrindo tudo. E tudo devido à tua miséria, pintada por ti, preenchida de cinzento até nunca mais parecer o que outrora foi. E os tanques mantêm o seu caminho, frios como sempre, pintados de branco para ilusão do ser desprevenido, mais uma vitima do teu encanto lunar. As flores desaparecem no chão pisado pelo tanque.
Escondo-me no canto, tapando-me com a escuridão, a minha amiga, o meu sinal de insanidade, tentando não ver o ódio e a sede de vingança nos teus olhos. Esse olhos que outrora foram inocentes e preenchidos de felicidade. Mas tudo morreu, o teu mundo colapsou, tudo que amavas e tudo o que acreditavas nunca mais voltou, nunca mais verás ou sentirás os sentimentos essenciais ao calor humano. Não estás sozinha nesta solidão de alma, no negativismo que se formou dentro de ti pelos pecados do tempo. E foste tu que me salvaste de permanente condenação, simplesmente ao existires.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Cheiras a leitinho

Estava no outro dia muito bem perdido no meu sono quando pensei "e se a radioactividade fosse geneticamente transmissível?". É que existem pessoas que cheiram mesmo muito mal e que a única explicação que encontro para tal é que ou a casa é feita de lama (incluindo a mobília) ou nasceram com radioactividade nas hormonas. E agora vocês perguntam, o que é radioactividade? Bom, se dividirmos a palavra em dois, a explicação lógica seria de qua radioactividade é a actividade de um rádio. Não neste caso. Neste caso é mesmo o sentido puro da palavra.
Propriedade que corresponde à desintegração espontânea efectuada por átomos de certos elementos instáveis que se transformam em átomos de outro elemento, acompanhada de emissão de radiação. Thanks to http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx
O pior no meio disto tudo é que essas certas pessoas não pegam fogo (foi tentado mais do que uma vez, não por mim). Já não chega o mau cheiro que deixam no ar, notado até pelas pessoas mais insensiveis (colegas), criticado até por pessoas que são sensiveis ao ponto de se calarem quando estão irritadas (professores). Faziam um favor à humanidade e desapareciam. Ou tomavam banho e mesmo assim desapareciam.
Mudando de assunto para um mais agradável. É mesmo a expressão "cheiras a leitinho". A expressão mais usada na mesa de matrecos da 2ª escola mais chuladora do país (em 1º está outra qualquer que não me apetece pesquisar). É mesmo usada quando não se consegue ganhar aquelas malditas pessoas que parecem que põem cola nos pés dos jogadores e conseguem ser ninjas rematando dez mil vezes no espaço de um segundo até que a bola entre na baliza. Nem os olhos acompanham quanto mais as mãos. E também existem aquelas pessoas que rematam com mais força com os defesas do que eu a fazer roleta com o guarda-redes. É frustrante e, acima de tudo, mais um motivo para me dedicar à pesca.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Casulo

O retrato pega fogo, todas as memórias, lembranças que foram dadas como herdança, matando a crença e o cepticismo, matando o raciocínio que faz o ser, que cria o poder interior. Pregado a uma parede, o retrato morre lentamente e a nossa imagem desaparece nas águas profundas onde as ondas submergiram para nos acompanhar lentamente para o fundo escuro, onde a solidão domina, onde o paraíso se torna realidade e mesmo lá eu vou agarrar-me a ti para que nunca tenhas medo e para que nunca me deixes.
Não sei se devo sorrir ou se devo ausentar-me mais um bocado, não tenho palavras que sirvam para descrever o que me por dentro. Isolas-te no teu casulo, não querendo libertar a borboleta no interior, porque o medo domina o cérebro e a dor conquistou o coração, esse tal que eu toquei uma vez mas que se está outra vez a congelar. Sinto o frio das tuas palavras direccionadas a mim e baixo a cabeça, apenas com o pensamento de que poderei ter-te perdido para sempre. Tudo isto devido a esta maldita insegurança que também cresceu com o tempo. E o negativismo apodera-se.
Mato o oxigénio com o doce respirar, contamino tudo à minha volta, matando a alegria, matando a felicidade. E deixo tudo ao cargo de palavras pois são apenas estas que podem melhorar algo. Sinto o vento mudar de direcção, de se elevar e a desaparecer, a deixar de me empurrar na tua direcção. E então penso, és tu quem controlas o vento. Melhor, és tu própria a vontade do vento. A rebelião desaparece para dar lugar à ausência, demasiado sentida e torno-me demasiado sentimental, demasiado carente para ti. Então voltas a desaparecer, para as sombras do teu casulo onde domina a isolação.

Retrato

Responde às minhas perguntas porque não sei o que significa o teu silêncio, que mensagem subliminar me deixas quando te afastas, quando me empurras, quando me viras as costas mais uma vez deixando-me sozinho no meio da rua a esforçar-me para não correr atrás de ti e te forçar a dizer-me uma palavra, a cruzar um olhar que seja, de ódio ou de afecto. Mas espaço te prometi, esse espaço te vou dar nestes tempos desestabilizados. Sei que não és minha, que não sou teu dono, nem que tenho o direito de te controlar e manter presa à tua casa a toda a hora. E sei que não é isso que te perturba, tal como sei que os teus sorrisos são falsos, feitos apenas para esconder a vergonha no interior.
Doi-me a alma só de pensar que poderás estar a escapar-me, que já não me queiras perto de mim. Por isso, sento-me e espero, escrevo algo mais, palavras, letras conjuntas que acabam sempre num narcisismo amaldiçoado, duradouro, nascido com este corpo inútil e alma fútil. Anarquia dos sentimentos, vindos do nada, talvez vindos das palavras trocadas, acções e pecados cometidos em conjunto. Agora mantenho-me em dor no silêncio, aquele mesmo que me deste, aquele que eu tento tirar-te com perguntas seguidas de perguntas enquanto as cartas caem na mesa e o jogo continua. Assustaste-te? Foi o meu aniversário um dia que desejaste com demasiada força que acabasse cedo? Até agora a minha mente explora essa hipótese, mais do que as outras.
Os olhos desfocam a visão do caminho à nossa frente e não sinto a tua mão agarrada à minha...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

A morte do autor

Não existem palavras, não existem leis. Apenas consciências fechadas perante o medo de penetrar no prazer, de ver a luz no fim do túnel, onde a escuridão e a cegueira dominam, em união e concordância, escapando à redundância da realidade e mostrando apenas as fantasias. Protegendo a porta para a alma, onde a verdade se esconde, onde a morte é a certeza da existência, a razão e o próprio Universo concentrado em si e sempre envolto de penumbra, retirando as energias para centrar a leitura da mente na conversação.
As marés mudam de direcção conforme a Lua se esconde ao olhar, tímida ou temerosa de que algo venha a poder tirar-lhe a pureza que a faz brilhar, a força para esconder ou recolher os raios de Sol, deixando isolada a inocência e a solidão. Solta-se o véu da parede e revela-se o segredo, o arrependimento, a maldição que te fazes sentir. Os quadros pendurados caem e partem-se no chão, espalhando vidro que cicatrizam o chão, que fazem sangrar, que trazem dor nesta auto-degradação.
A inspiração morre e o autor deita-se no chão, sangrando, pensando no ontem e no que nunca vai ser o amanhã, apercebendo-se que a morte não é nada mais do que um fragmento da alma, essa que constitui a realidade, que constrói os sonhos, que amaldiçoa mas que também arranja forças para perdoar e deixar aproximar, apenas para voltar a afastar pouco tempo depois. Leve luz que brilhas no escuro, guias o morto para o vazio, para o nada, para a sua eterna jaula onde o aprisionas e lhe dás prazer. Tortura-o, revive-o mais uma vez para lhe sugar o que lhe falta, a esperança da ilusão.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Excadescere amore (lacrima)

A isolação já começa a controlar a mente, bloqueando as imagens de ti. As lágrimas parecem secas e sem sentindo e o teu ódio e sede de vingança apenas diminui, substituido pela vontade de morrer, desaparecer e deixar maldição para sempre. Mas encontro em ti aquilo que queria, a única réstia de esperança e vontade de continuar a caminhar, o teu calor e amor humano que preservaste num canto da tua alma escondido e muito escuro. Então um sorriso aparece e ilumina aquilo que resta de mim. Então sento-me e espero.
De noite, os corvos cantam para ti. Dizem-te para onde caminhares, onde me encontrares, onde reviveres. Os anjos mantêm-se perto de mim, sempre perto de mim, com aquela expressão de dor e com pena nos olhos melancólicos, quase a chorar. Tentam aproximar-se mas sinto o medo deles, o receio de que o pior de mim possa vir ao de cima e que volte a ser o sanguinário que antes fui, o assassino de reis e rainhas apenas pelo prazer, apenas pela tortura. Até te encontrar, uma princesa, perdida no seu jardim, procurando uma rosa para por no cabelo.
Perdida na altura, concentrada na tua procura e não na tua localização, nunca olhaste para cima, nunca me viste a contemplar a tua beleza ao luar, escaldante e vermelha aos meus olhos. Estavas, então, coberta por um vestido branco de cetim, algo puro e pacífico, talvez uma das muitas coisas que acalmou o meu instinto e me deixou aproximar-me de ti, abrir-me para conheceres o monstro que reside no interior. O teu cabelo, preto como a noite que faz cerco a todas as estrelas, soltava um reflexo da luz da Lua que me cegou por momentos. E os teus olhos, verdes, perseguindo todos os ramos, todos os arbustos, a natureza em si, tentando encontrar a tal rosa.
Movimentava-me nas sombras e mesmo assim não reparavas nos rastos e pequenos barulhos que fazia. Olhei para ti e contemplei mais uma vez a tua beleza, inspirando-me a colher a rosa branca que tinha aos meus pés. Uma rosa, pura tal como tu, branca como o teu vestido, escolhida especialmente para ti, para tua felicidade. Então deitei um pouco mais de mim quando me piquei lá e deixei o sangue escorrer para as pétalas brancas. Esperei então por ti, estendendo o braço com a rosa branca para te oferecer, com um sorriso que não conseguia evitar ter na face, por mais que o tentasse esconder. Os olhos encontraram-se e o tempo parou, tudo congelou à nossa volta e a rosa foi a única coisa que se movimentou, de mão para mão. E na tua mão ficou quando correste de volta para o teu palácio, corada e desprotegida. Desde então te amei.
E agora olho para as lágrimas no chão que mostram o meu reflexo. Percebo que estarás ao meu lado, para sempre. É essa a tua verdadeira maldição.

Foo Fighters - Stranger Things Have Happened (Lyrics)

Goddamn this dusty room,
This hazy afternoon,
I'm breathing in the silence like never before,
This feeling that I get,
This one last cigarette,
As I lay awake and wait for you to come through that door,
Oh maybe, maybe, maybe I can share it with you,
I behave I behave I behave so I can share it with you.

You are not alone dear loneliness,
You forgot but I remember this,
So stranger, stranger, stranger things have happened I know,
I'm not alone dear loneliness,
I forgot that I remember this,
so stranger, stranger, stranger things have happened I know, oh ohh, oh ohhh.

You'll dream about somewhere, a smoke will fill the air,
As I lay awake and wait for you to walk out that door.

I can change, I can change, I can change,
but who you want me to be?
I'm the same, I'm the same, I'm the same, what do you want me to be?

You are not alone dear loneliness,
You forgot but I remember this,
So stranger, stranger, stranger things have happened I know oh ohh, oh ohh.

I'm not alone dear loneliness,
I forgot that I remember this,
You're not alone dear loneliness,
You forgot but I remember this,
Oh stranger, stranger, stranger things have happened I know.

I'm not alone dear loneliness,
I forgot that I remember this,
Oh stranger, stranger, stranger things have happened I know oh ohh, oh ohh, oh ohhh.

E elas não choram mais (tradução pedida pela My_Little_Moon)

Isolação ou medo? Apenas uma ideia ou uma percepção. Deprimido ou solitário? Não interessa, é tudo a mesma coisa estúpida, ideias inúteis em cabeças vazias. Continua a andar no caminho da auto-destruição até que a sombra do Sol te encontre. Resposta ou negação à afirmação nunca dita, nunca perguntada, nunca é a existência dos condenados. E a tua dor torna-se o meu prazer, a fonte de todo o meu ego, a alegria e esperança desta vida de auto destruição que é a minha.
Observa os corpos a voar e os carros a tornarem-se num monte de lixo, as nuvens negras que preenchem o céu com poluição e ódio, destruição ou detoriamento, a sétima maldição desta deusa construida pelas pessoas, a morta e cinzenta terra mãe. Não existem mais sorrisos nas faces das crianças, não existem mais brisas de verão no cabelo fresco, pintado de branco pelo assassínio da terra que estás a pisar. Raiva ascendente mostrando o detoriamento da neve que cai, ácidos que queimam a pele mas nunca fazendo sentir a dor. Zombies, a população.
Contempla o sol ascendente no horizonte, vê as cicatrizes na face do teu deus, a criação da destruição que ele deu para as tuas mãos. E tu mantes-te-a bem guardada, destruindo esta terra, trazendo mentiras e enganos para as mãos e olhos das crianças. E elas não choram mais. Elas apenas jogam com as sombras e a loucura, tiraste-lhes as suas almas, a sua inocência, a sua diversão, a sua vida e trocaste tudo isso por apenas um sorriso, um sorriso morto na tua cara azeda.

And they don't cry anymore

Isolation or fear? Just an idea or a perception. Depressed or lonely? Doesn't matter, it's all the same stupid thing, useless ideas in empty heads. Continue to walk on the path of self destruction until the shadow of the sun finds you. Response or denial to the affirmation never told, never asked, never is the existence of the damned. And your pain becomes my pleasure, the source of all my ego, the joy and hope of the self destructing life that I'm leading.
Watch the bodies fly and the cars be turned into one pile of disposable garbage, the black clouds that fill the sky with pollution and hate, destruction or decay, seventh curse of this people's built god, the dead and grey mother Earth. No more smiles in the children's faces, no more summer breeze in the cold hair, painted white by the murder of the ground that you stepping. Rising anger showing the decay in the falling snow, acids that burn the skin but never feeling the pain. Zombies, the population.
Contemplate the rising sun in the horizon, see the scars in the face of your god, the creation of doom that he gave to your hands. And you've kept it safe, destroying this Earth, bringing lies and deceive to the hands and eyes of the children. And they don't cry anymore. They only play with the shadows and madness, you took away their souls, their innocence, their fun, their life's and traded all of it for just one smile, one dead smile on your bitter face.

Slaughter (queda dos anjos e ascensão dos demónios)

És tu que me ocupas a mente, és tu que me fazes sorrir. E escrevo letras já antes escritas, coisas que se anunciam e que desaparecem sem deixar rasto. Vejo, pelas sombras, que a hora é tardia e que tens de voltar ao refugio da tua isolação, enganando o medo, enganando o afecto. O tal que sinto por ti a toda a hora e que me faz dizer disparates e começar discussões.
A madrugada vai já a meio e palavras são tudo o que me saem dos pensamentos. Desejos, esses são aqueles que fazem a imaginação existir e os pecados ocupar a consciência. Ataque à solidão e indiferença do ser, repondo às questões que se precipitam na minha cabeça e que me obrigam a escrever para aliviar a dor. Sem sentido repetir o nunca dito ou pensado, possui-me de modo a que controles a minha mente e corpo e que deixes a minha alma escapar pois essa estará sempre ligada à tua pela relação de afecto.
De olhos fechados, ignorando a existência de algo mais no meio, abraço-te na noite fria para que o teu coração não congele e me permita o mais ínfimo toque para o sentir bater, para saber que és mais do que uma ilusão, mais do que um sonho. E agarro a tua mão com força para que as promessas sejam mais do que palavras ditas sem qualquer objectivo.
Oiço o vento soprar lá fora, é o som do esquecimento e o preenchimento do vazio. E agarro-me ao nada para me trazer de volta à realidade.

Voltage

Passa-se um dia e outro, o Sol mantém-se quente e a anomalia no ar faz-se sentir. Enquanto acompanhado pela doce melodia que me preenche os ouvidos, é a tua visão que me preenche a mente. Mas não passa disso. Então mantenho-me sentado a ouvir a melodia porque sei que agora não é a hora que me vais ver. Espero ansiosamente pelo passar do tempo pois sei que, com ele, a tua visão tornar-se-à realidade. E parece que não penso em nada mais. Até parece errado.
O tempo passa, a melodia morre dando lugar à surdez monótona e o silêncio amaldiçoado com a eterna interiorização da alma. E então procuro-te, como já o fiz tanta vez antes, porque sei que, se não te procurar, tu também não me encontrarás. Odeio-me por isso. Por ser o fraco que não sabe resistir à tentação de ver a tua face sem que sejas tu a demonstrar o mínimo de afecto por mim. E já te disse mais que uma vez, a minha insegurança não me deixa ficar quieto. Quando finalmente te encontro, olhares de ódio ou de inveja voltam-se para mim. As tuas sombras desprezam-me como tu o pareces fazer tantas vezes. Mas fico indiferente e sentado num canto à espera que tu venhas até mim e me tires as gotas da cara.
Vejo que te aproximas e que a expressão nos teus olhos é vidrada, vazia. Bates-me pelos pecados de outros contra a tua alma, deitas em mim aquela morte do ser, aquele peso que carregas e a vontade de aleijar, de deixar marcas. E, por mais palavras que te diga, a tua mente mantém o mesmo pensamento. Apenas tempo te posso dar para veres que há mais que isso, que eu não sou o teu passado. Apenas tempo e espaço que precisares, que nunca me pediste directamente mas que o desejas tão profundamente. Morre triste fraqueza da emoção.

sábado, 10 de novembro de 2007

Meu sedere

Sedere totu, totu illu meu sedere

Ópio

Cai o pano e tudo fica claro, todo o mundo explicável, todos os significados ao nosso alcance mas a vida continua a matar, o poder fica completamente diluido na ilusão do sabor amargo do teu sangue enquanto tu repousas na cama descansando de toda a dor e injecção de realidade que te passou pela frente dos olhos, cheios de lágrimas, invadindo a tua mente e lá criando raízes de ódio. Deixa o sabor da tua flor no ar, deixa-me enfeitiçado pelo esquecimento de toda a vida e criação, as mentiras, as traições, a liberdade sempre condicional e nunca completa da alma. Apenas trazida pela tua morte. Tu, que controlas e manipulas, que enganas e obrigas tudo e todos a fazerem aquilo que desejas apenas pelo teu prazer.
Aproxima-te do abismo e vê a escuridão que controlas, aquela que consegues possuir, assumindo a sua forma e contexto e alterando toda a distorção da realidade e envenenando as jovens mentes com ilusões e sonhos, esperanças de algo melhor nunca existente, nunca por ti ou por outro criado. Cortas a pele e rasgas almas, apenas para que a tua dor e raiva interior seja liberta como o veneno da sociedade, dores trazidas por memórias, lembranças nunca agradáveis que decidiste preservar na tua mente para que podesses magoar mais. Deixa sonhar uma vez para que nunca mais sonhe. Acende uma vela no meio de toda a vastidão e vazio que me fazes sentir no interior, pois esse é o teu veneno que me corre nas veias, aquele mesmo que tu és.
Afia a lâmina letal, a tua espada, os picos na tua flor que me fazem sangrar quando a seguro para dar alguém a cheirar. E és viciante, não queres que te largue, apesar da dor e apesar do sangue que tornas amargo. Caminho contigo na mão, o teu servo mais obediente, o infinito que responde mas nunca obedece mas não parando de ser manipulado, um escravo ao teu veneno.

Lágrimas de arrependimento

Palavras repetidas, significados mortos ou esquecidos, o vento leva as sombras que assombram esta casa, envolta da penumbra, o cinzento duradouro do nevoeiro que me agrade e que sempre esteve na minha mente. O mistério é contido dentro da alma, nunca se abrindo, nunca recebendo ou dando o mínimo de calor existencial, aquilo que nos faz humanos e que nos distingues de todas as almas perdidas que andam por aí à procura de uma saída, duma salvação, de uns braços abertos, de esperança. E volto a dizer as palavras que já disse milhões de vezes antes. Sussurro ao teu ouvido.
A noite já é mais do que uma mera criança e tu já não tens idade para andar a brincar com a inocência e realidade dos outros, manipulando, enlouquecendo, esquecendo tudo o que é essencial para ti ou para aqueles à tua volta. E respondes rudemente às palavras carinhosas que te são dirigidas, afastas a mão que se aproxima para te consolar, o abraço que assinala um compromisso de amizade eterna, entre os fogos do Inferno ou a dor da ultima salvação descendente do céu. E a chuva aparece como que uma forma de represália aos teus sentimentos, pensamentos ou palavras, mostrando as lágrimas que caem da tua face, lágrimas de arrependimento.
Cais no isolamento porque achas que é uma forma de nunca mais te magoares, de nunca mais sofreres os erros dos outros. Mas a vida é um segredo e é um erro que tu não pediste para cometer, apenas tens de te adaptar e contornar tudo o que parece ser a saída porque a única saída está longe de ti, nunca ao teu alcance.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Excadescere amore (sentire)

Oiço os teus gritos nocturnos que iluminam os céus como que uma lanterna à procura da sua estrela de sorte, sinto as lágrimas que te caem na face, gotas de água que agitam os mares e que fazem chover nesta terra seca e amarga, um país de areia e mortes. O sangue que te corre nas veias não é teu, é daqueles que amaldiçoaste, daqueles que torturaste, daqueles que mordeste condenado-os a uma vida eterna de desgraça e dor. Mas a tua mágoa e sede por vingança acaba por te tornar mais poderosa que qualquer um deles, não criando um receado interior de perseguição ou tentativa de vingança.
A Lua ilumina o caminho para os condenados e tu mesma persegues esse caminho, recebendo o calor da tristeza que se vê na tua cara. Sento-me algures entre casas para disfarçar a minha vergonha, tapo-me para que o calor me torture porque nada mais mereço do que a tortura da vida depois do que te fiz, depois daquilo a que te transformei e da mágoa que te fiz sentir. Escrevo no vento as palavras que sempre te disse e que agora necessito cada vez mais dizer pois sinto-as cada vez mais fortes à medida que fujo para mais longe de ti. E a areia mantém congeladas as gotas que me caem da cara para ti apenas para tu veres por onde passei, um rasto de miséria.
Fujo por entre sombras, deixo para trás bocadinhos de mim porque, por dentro, ainda tenho esperanças de que me vás encontrar e amar uma vez mais em vez de satisfazer essa vontade de vingança que te possuí. Ou mesmo talvez porque ainda quero ver a tua face uma vez mais. Continuo a fugir.

domingo, 4 de novembro de 2007

Junção (Disclosure for both)

Acto Um (o início):

Escondes-te na sombra do teu destino, envergonhada do que és, envergonhada daquilo que te tornaste. Um anjo sem asas, sempre envolta de sombras e mistérios, mentiras e falsidade que te fazem crescer aos olhos da condenada humanidade. Vital a tudo o que és ou persegues, tornas-te cega à dor existente e palpável à tua volta, sentido apenas aquilo que a tua mente produz e não aquilo que a tua alma te diz. Ficaste surda aos gritos que lanças durante a noite, fazendo eco na tua cabeça, ignoras-te quando queres toda a atenção centrada em ti. Perdes-te em ti e encontras nos outros a desconfiança necessária. Fazes a mentira nascer da verdade dita da boca dos outros, inaudível mas esmagadora, trazendo-te abaixo, aumentando o teu ego e consumindo a tua força interior, o fogo eterno.

Acto Dois (a luta):

Sat in the darkness, I'll take control, I'll seek the truth in your tears, I'll seek the pain in your blood, I'll find the will to kill in my hands. Death hunts us in the start of the night, the sun setting over the hills and you become a shadow in the top of the monolith with one hand on your chests and another holding a black rose. It makes you bleed. Your blood is your calling, unable to be heard by anyone else but me. Hurting myself for the love of the longest sorrow, being a slave of the lost souls, the ghost of you by my side, slowly controlling and manipulating me, taking my mind into your vision. Distance works for both, it's the curse brought upon us to console in the rain and shadows, in our dark rooms when we're together in loneliness. It's our curse to eternity. Hell awaits us, the blazing fire that heats the red water for our never-ending torture. Listen to the music in the background, notest that the lyrics are about us.

Acto Três (revolução):

Desfolhando o livro da morte, a escritura penal de todas as almas, sentindo o poder nas minhas mãos, não conseguindo controlar a vontade de matar que cresce por dentro. E a alma, essa pinta-se de preto para disfarçar a sua transparência, protegendo-se do todo e do nada, receando qualquer movimento no ar, propenso à queda momentânea dos objectos suspensos pela mente. Obcecado ou louco pelas palavras nunca ditas, nada mais do que emoções, sentimentos provenientes das almas perdidas para as profundezas escuras do abismo do Inferno. Respondo aos teus pensamentos com ignorância aos teus desejos e aí fazes-me pecar contra mim próprio, derrubando este muro que construía com o tempo à volta do meu coração. E tempo é tudo o que é necessário para sentir que o sangue é amargo, que tudo mudou e que nós continuamos os mesmo idiotas que não têm salvação ou escapatória de nós mesmos. É isso que procuras? Esperas que eu seja uma escapatória ao engano e à solidão. É isso que tento ser, tanto que até te deixo controlares-me no meio de todas as árvores. Talvez até tento demasiado. E quero que isto seja mais do que passageiro, quero que isto seja real, na dor e no prazer, até na conjunção de ambos. E entrego-me a ti para tua felicidade.

Acto Quatro (restauro):

Departed souls have left you talking to the walls, answering to questions never made but thoughts of the trees and leafs. You've made me fell, above all, something of the soul, something true and honest, without deceptions or codes, just games of excitement and slavery. And you made me see that that garden is special, above all, it made you feel nostalgic. Remember the past and try to bring it to the present. Then, when you think that you're ready, let me be the rest of your life. Written all the lines, left the anger behind, it males you fell pleasure, do you feel any safer when I'm around? I hear your breathing, it is quick and I know that you're afraid. I'll try to comfort you in those occasions, I'll try to be your support and tell you that everything's alright, that I'm here and it's safe. Will you trust me then? Squeeze my hand a little harder if it makes the fear go away. I'll be your guide and your protection, I'll be your eyes when you're blind, I'll be by your side until you don't need me. Then you'll crush my heart into little bits.

Acto Cinco (escolhas de autor):

E dizer que tenho saudades tua não chega, dizer que dias são apenas horas e que horas passam depressa não mata a saudade. Porque fiquei viciado no teu cheiro, no prazer que me dá a tua companhia, os jogos mentais que fazes comigo. E então vês-me as feições e percebes finalmente as imperfeições, a parte que falta remodelar para que este monstro consiga disfarçar a alma presa no interior. Alguém se esqueceu de me acabar. E recebo a tua dor de braços abertos, deixo de ser o teu jogo preferido devido à teimosia do meu carácter e percebo que nunca vou ter a paz que preciso, apenas ocasionais momentos de felicidade de que necessito. Agora instala-se o silêncio pré-anunciado por vozes nunca ouvidas ou ignoradas, controladas ou manipuladas por servos de ignorantes e cegos à dor alheia, a mesma que se instalou sobre mim hoje. Respondo ao ar que tudo isto não é nada mais que a minha escola, e escolhi-te a ti porque representas algo em mim, porque te tornas-te o espelho o reflexo de mim próprio. E serás tu a diferenciação entre a minha perdição e a minha salvação.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Alma de perdição

E agora olho para as horas e reparo que já não estás cá. Apenas um rasto da tua alma que deixaste para trás para que eu continue contigo contigo na memória. Não era preciso, estás lá sempre, nunca de lá sais. Possuis-me a alma, rasgas-me a carne do meu corpo, ocupas a minha visão que me persegue em todo o lado. Perdição de alguém que se encontrou, voltaste agora para ser a minha. E ainda nem te mostras-te ao Sol que teima em queimar-me até aos osso.
Tens frio. Eu tento aquecer-te mas nada mais sai do que palavras que não aquecem a minha própria alma. Porque nem consigo convencer-me de algo que é mais forte do que eu demora a desaparecer, não consegue morrer, apenas se esconde fundo na alma onde os mais genuínos picos de raiva se encontram. E está com medo. Assim como eu estou de não conseguir estar contigo a todo o momento, não por disponibilidade mas sim por tu não quereres. E a resposta atrasasse, compreensivelmente, assim como a expectativa perdura até que o gelo derreta.
És a única flor no meu jardim murcho que teima em crescer até ao Sol e não te quero perder. Agarro-me a ti com toda a minha força para que fiques comigo mas ainda piora tudo. Não te quero magoar, não te quero fazer sentir vazia por dentro, não quero que morras, alma de perdição, mas também não quero que me faças perder no teu encanto mortífero. E respondo à indiferença e à distancia com palavras de adoração eterna e profunda. Ignorância àqueles que se interessem envolver, sinto-me bem contigo e é tudo o que interessa.

Cegueira incondicionável.

Sento-me no canto obscuro enquanto que a noite continua a prolongar-se lá fora, com as estrelas escondidas por detrás das nuvens, brilhando e ofuscando toda a vida área que se encontra por lá. Também a minha alma lá se encontra, vagueando sem fim, procurando uma nuvem onde tu repousas, com a tua face a mostrar o reflexo da lua. E vejo a tua alma, apenas um reflexo da minha que me aquece quando estou frio no pensamento e me acalma quando os nervos estão prestes a explodir. És a mais delicada flor no Jardim Do Éden e és preta. És o verniz preto que pinta a alma.
Seca é a luz que se reflecte sobre mim, enquanto perdido nos pensamentos de ti. Sentimentos nunca mútuos que cegam os pobres de alma mas que persistem e mantêm a sua luta por um momento de felicidade, um beijo seco na face, um abraço quente quando se precisa de alimento. Não consigo descrever esta prisão que se abate sobre mim, apenas sei que as paredes estão a fechar-se sobre mim e que estou a ficar sem ar para respirar. O ar que és tu. Continuo sentado mas a minha alma voltou ao corpo pois eu não estou onde eu queria estar, na tua mente, tocando na tua alma com o mais tenro toque. E o mal re-incarna em mim.
Tarde demais para voltar a expandir a defesa da alma e do coração, os meus sentimentos por ti já tomaram conta e não és nada mais do que um reflexo que me mata lentamente. E o tempo passa e as paredes não param de fechar. O ar escasseia, sinto que me escorregas pela palma da mão e que me deixas abandonado à morte certa na cegueira incondicionável que me causaste. Mas ainda gosto de ti e vejo nas lágrimas que me escorrem da face para o céu. Levanto-me então para lembrar-me da dor e da felicidade que te tornaste.

Verniz preto

Vejo o mundo rodar e sinto que a rosa se abre. Uma impura força da natureza, vezes demais queimada pelos raios do sol, os mesmos que eu tento protege-la. E todos os dias, chuvosos ou solarengos, lá estou eu perto dela. Talvez até demasiado para o seu gosto mas demasiado afastado para o meu. Até ao ponto em que apenas se escreve. E é bem sabido que a escrita é apenas a reflexão da alma, a minha pertence a ti. És o verniz preto que me pinta a alma.
Reconheço a dor na tua voz, a mágoa nunca esquecida das tuas palavras, o choro que conténs dentro de ti para que os outros não descubram o quão sentimental és. Mas eu continuo a escavar mais fundo, descobrindo cada vez mais essa parte de ti e gosto dela, torna-se essencial para mim, é ela que me faz escrever e és tu completa que me faz sentir, que fazes a minha alma mostrar-se por completo num campo aberto à espera de um arco perdido que me atinja para morrer. Reflectes-me por dentro.
Escondes-te no teu próprio mundo, eu tento entrar a todo o custo, exponho-me vulnerável à tua mercê de forma a que percebas que as minhas palavras são reais e que as minhas intenções não são de te trazer mais mágoa. Porque essa já tens a mais sobre ti. E não a libertas de forma a que não cometas mais erros no futuro, que não caias demasiado pela pessoa errada, pelas razões erradas. Não quero ser mais um estorvo na tua vida, quero ser uma gota de água que cai do céu e te limpa a face de todo o horror e medo.
E a verdade escondida atrás da sombra, essa dissimula a sua existência a todos os outros mas os teus olhos já se esqueceram dela. Os teus olhos estão cegos a qualquer amostra de ser humano que te tente trazer a felicidade de que precisas para caminhares mais confiante, mais forte. Porque foste pisada demasiadas vezes, rosa pintada de preto, e agora já não encontras forças para te voltares a erguer do solo para a cruel realidade que tem apenas alguns raios de Sol a brilharem. Gosto de ti verniz preto.

domingo, 28 de outubro de 2007

Excadescere amore (procurare)

"Não deixes o teu sorriso esmorecer, nunca, pois ele será a salvação de todos os homens da terra que são cegos ou demasiado fracos para andarem sozinhos" - disse-me ela enquanto morria nos meus braços, os seus olhos a procurarem o desconhecido e o seu corpo a perder todo o calor suave que me confortava. E, enquanto via os seus olhos fechar lentamente e a raiva se apoderou de mim, dei-lhe a maldição da vida eterna apenas com o tenro toque dos meus dentes, lambendo o seu sangue para a vida morta a que a condenei. Injustamente. Nesse momento senti-me fraco e fugi, sabendo que nos encontraria-mos mais uma vez no futuro.
Escondi-me sempre nas sombras, sabendo dela apenas por rumores nas vilas pelas quais passava. Sentia a sua alma assim como ela sentia a minha porque ficámos para sempre ligados através da dor e da mágoa daquele momento. Ela espalhava os seus horrores, cravava os seus dentes sem amor nem piedade apenas pela satisfação de fazer os outros sofrerem aquilo a que ela foi obrigada a sofrer por egoísmo meu. Já não era amor que ela tinha por mim, aquele amor humano e puro que ela tinha, mas sim ódio e sede por vingança pelo monstro que ela pensava que a tinha transformado. Sentia a sua alma a perder-se cada vez mais fundo à medida que ela avançava para absorver a vida de outra pessoa. E chorava por ela. Perdia-me nos puros pensamentos de suicídio e tristeza pelo amor que tinha perdido. Aquele que ia perder de qualquer forma.
Estava chuvosa, a noite em que ela finalmente descansou. Talvez estivesse a aprender a viver com o facto de que nada que ela fizesse pudesse alterar o seu estado. Eu sentia a sua alma a repousar enquanto ouvia o canto angelical dos anjos no alto das igrejas, observando-me e sentindo pena pela minha mágoa. Foi tal que começou a guerra entre eles, os anjos, e nós, os demónios. Os seus olhos caridosos brilhavam no escuro neste momento raro de paz entre as nossas duas espécies. Nem me dei ao trabalho de levantar o olhar a eles porque sabia que ela estava a chorar e que eu próprio o iria fazer em breve. Ouvia o seu chamamento.
Todos os dias sentia a sua dor e miséria nos gritos assustados das suas vitimas, todas as noites sentia as suas lágrimas a escorrerem-me na face pela mágoa e a raiva que ela sentia na sua alma, sempre ligada à minha. Ela perseguia-me, queria respostas, queria a minha morte mas também queria ver-me mais uma vez, sentir o meu amor na sua bela face para a consolar e saber que nunca a esqueci, que me escondi na minha vergonha e na minha própria mágoa e egoísmo. Porque nunca a quis perder e troquei todas as almas do mundo pela dela. Mas caminhava no sentido do desconhecido sempre perseguido pela sombra do remorso e do medo, tentando ignorar o meu amor por ela.

sábado, 27 de outubro de 2007

Misery dressed in white

Watch as the planets align and decide you fate, condemn you to a thousand pains, judge you by your sins and errors, the ignorance to the higher power above you and stupidity of worshipping false gods. As the Earth moves and secretly conspire against you, the fire is burning in your soul and you can't deny the fever, the will to go back to the old times, when you had your love within your arms warming you as the night got colder and colder. You feel dead, incomplete. You enter in a solemn trance and you see the sun shining as you walk on Eden's Garden for no reason at all. Forgot the memories, you're just re-living your life. Doesn't it feel good? Or does it feel like a slap in your face? Remember where you made your error.
The Gods above watch you as you move trough your mind, seeing the fight in your interior, having no pity, having no mercy, only rage to content their desires. And you feel like a toy in the hands of a child, you feel used, you realise that you're just a puppet of an above power. Deception takes over. Empty becomes your life as you walk trough the streets and see the people smiling, happy and ignorant, unlike you. The chosen, the doomed, the cursed forever more to see the things the other away. And the planets align for you, for your soul remains after your body's death. And in each life you learn an important lesson until you live your last time, the time that you know it all.
You fall into your own blackhole of pity, where the darkness is created by the mind and the pain is operated by voice, the voice of silence. There, insanity is something good, is a thing that everyone has. You take your own body into a dance so you realise, this is nothing more than a fraction of hate. You're just another piece of the puzzle of the God's entertainment. But deep down you know, the soul always remains. You get out of your trance and wonders if it was all a dream. But you don't have to look deep down in your soul to realise that life itself is nothing more than a collection of realities that are futility and weak to the eyes of the God's. You're just another puppet in the hands of the Planets, the real Gods.

Hatred for myself

Hatred for myself, for the words that I've spoken, for feelings that I wrote. And all because of you, all because you've come too deep to let you go now. Unless you want me to. No voice of reason to talk, no mind to analyse, just the silence between us in this awkward moment, the moment that I brought with my own sins. And I wish that you would just give me a word so I could close my eyes and die in the pool of shame where I've fell. Destroy me, by all meanings, for all that I've become and the friendship that I've ruin. Only now I've realised that. And I have no way to change it, but I feel no remorse, as usual. I won't fall again.
We share the world, we share the words but we suffer the consequences of our own mistakes in the shadow of undieing sun, the true corner of my soul. And I hate myself, so should you, for words that I've created in my mind to tell you how I felt, the cause of our dead friendship and my horrors. And you suffer more because of me. And that's the reason of my hate for myself, because I always do the wrong things, at the wrong times, moved by my futility. And I'm sorry though this word will never wash away the sins.
And I now, I'm superficial and needy but I'm trying to change. I'm an idiot and I just can't admit it. And I only say shit when that's the last thing you need. Hang me at your mercy, that which I hope that doesn't exist so I can disappear, vanish from this Earth into the unknown. Kill my glass smile and turn my life into a torn in god's feet. Hatred for myself as much as love is fake.

Prisão de gelo

Presa dentro dessa prisão de gelo não vês as chamas que ardem no meu olhar. Não te quero dizer que gosto de ti neste momento, apesar das nossas almas coincidirem e da nossa personalidade ser mais do que o reflexo um do outro. E seduzes-me apenas com palavras escritas nos teus olhos tristes que não te permitem ver mais do que uma barreira gelada que te mantém aprisionada em ti própria. Quero ser eu aquele a dizer que te quero salvar de ti própria, que quero partir essa fortaleza de gelo e trazer-te o calor do exterior, o calor das chamas que ardem nos meus olhos. Porque elas ardem por ti. E talvez seja mais medo do que dificuldade em expressar o que sinto neste momento, medo de que te afastes e percas toda a ideia que tens de mim na tua cabeça. Porque tentei com que não tivesses ilusões daquilo que eu sou. Sempre fui verdadeiro e honesto, não minto para te impressionar, porque apenas recentemente te vi mesmo. Mas sinto-me sobrecarregado de futilidade porque pouco tempo passou desde que sei o teu nome e, apesar de nos vermos todos os dias, penso que não é suficiente para ter algo realmente forte. Mas a minha alma diz-me algo diferente. Diz-me o que nós dizemos todos os dias, que somos iguais. Mas não consigo apanhar o teu lado mais sentimental, aquele que disseste que tinhas quando estavas apaixonada. É mais um factor para o medo. Mais um medo. O medo de que leias isto. Tenho quase a certeza de que vais, ou hoje por meu intermédio e superficialidade, ou amanhã quando acordares e tiveres mal disposta. Esse medo é maior que os outros dois separados porque esse medo é combina tudo, combina-os e torna-os num.
Luto comigo próprio para não imaginar o sabor dos teus lábios, como seria agarrar-te e poder dizer que te adoro e tu me responderes igual. Porque sei que, se o imaginar, não acontecerá. Sempre foi assim, porque haveria de mudar contigo? E não sei se já te deixei marca, como tu dizes que tenho de deixar para te lembrares, por isso luto ainda com mais força. E digo e repito a mim mesmo que nem tu nem eu estamos interessados, que tu me vês como um puto com mania que é mais velho e que te mente constantemente, de forma a que não queres nada comigo. É causa de dor, tenho de dizer que sim, mas é melhor assim do que continuar a iludir-me e imaginar situações que podem nunca ser reais. Sabes que eu prefiro ser directo em todos os assuntos mas há assuntos sobre quais não consigo falar directamente, assuntos que o medo psicológico se sobrepõe à vontade da alma. Erros. Naturalmente. Talvez até defeitos que não quero aceitar. Os medos continuam. Há mais o medo de que penses que sou mais um sentimental, que já te disse que era, e que isso te faça desinteressar ainda mais de mim. Que te faça afastar lentamente para a dor ser menor. Porque, apesar de essa prisão de gelo em que te colocaste por pecados de outros, ainda tens uma pequena fonte de calor a dar aos outros. Até mesmo a mim, a quem conheces há muito pouco tempo.
E continuo a pensar, será tudo uma ilusão? Estarei eu a enganar-me e a ti ao mesmo tempo? Não o quero aceitar mas tenho de enfrentar essa realidade porque é bem sabido que a minha futilidade é grande, por mais que tente afastá-la. Estarei eu a fazer-me de igual a ti para conseguir o que quero? Não gosto dessa realidade porque as minhas palavras não me parecem mentira a mim e pareço conhecer-te minimamente, apenas com aquilo que dizes. Então vem-me à mente a duvida se és tu que estás a fazer-te de igual a mim. Rejeito essa realidade porque já vi a sinceridade nos teus olhos. E apesar de abraçares e acariciares outros, continuo a querer-te nos meus braços à noite para te aquecer quando tiveres frio. Quero-te ao meu lado a todo o tempo para me perceberes e consolares quando me sentir mais em baixo. Mas agora penso que me acharás estúpido apenas por ter escrito isto. Pergunto-me se te aperceberás que este texto é para ti ou se serei eu a ter de te dizer. E aí, como será a tua reacção? Dir-me-às tu que sentes o mesmo que eu ou confirmarás os meus medos? Nenhum dos dois? E a dor aumenta e apercebo-me de que lerás este texto por meu intermédio, porque eu quero que leias e me digas o que te vai na cabeça ou na alma neste momento. Depois desaparecerei se o quiseres. Não sendo drama, não querendo aceitar tal ideia, continuo a pensar que nada será o que quero. Mas continuo a querer libertar-te dessa prisão de gelo em que encontras. Deixar-me-às?

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Desculpa

Não peço que me percebas ou que compreendas e aceitas as minhas acções e atitudes até porque, em toda a minha futilidade e cinismo, eu sei que errei, que te aleijei apesar de nunca o ter desejado e quem chora por dentro agora não és somente tu, também sou eu. E não se torna uma questão de quem é superior a quem ou quem é mais belo ou atraente do que o outro, torna-se uma questão de miséria e culpa. E, concentrando toda a culpa em mim mesmo, porque mereço, permiti-me odiar-me, detestar-me, desejar que este morra para poder construir outro. E peço-te, detesta-me tanto ou mais quanto eu me detesto. E não quero que caias na ilusão de que consegues suportar tudo sozinha, que a dor é relativa. Posso não ser um grande amigo mas tento sê-lo apesar de todos os defeitos que vejo ou não vejo em mim próprio. E proibo-me de te tocar enquanto não encontrar o perdão que preciso. Esse perdão vem de mim pois, para mim, o teu nunca terei porque não o mereço.
Quero que fales mal de mim, quero que me critiques e que tenhas os mesmos desejos de que este ser morra, aqueles que eu tenho. Não se tratam de desejos suicidas, apenas ódio pela minha superficialidade. Quero que te sintas melhor através da minha dor e tristeza porque agora sentes-te assim porque eu errei, porque eu me precipitei sem nunca perceber que os meus valores, que digo que sigo, estavam certos. Cada vez me asseguro mais disso e cada dia cresço um pouco mais, dando mais espaço ao ódio interior. E não penses que não sei o que te vai na mente agora porque eu próprio já passei pelo mesmo, do lado em que tu estás. E eras tu que lá estavas a recolher-me no calor dos teus braços e eu, cego, não via que eras tu. Por isso voltei a sofrer e agora errei. Sinto-me mal. Desculpa, aquela palavra que nunca será dita ou sentida o suficiente para que tenha o perdão. Mas espero que não me afastes porque ainda te quero ajudar, ainda quero ser teu amigo, nos momentos mais difíceis ou nos momentos mais felizes da tua vida. Mas nunca serei o mesmo triste, serei pior.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

The sacrifice

Appearance brings back the memories of past activities, futilities over and done, confirmed death by the sickness god that help me start this damn genocide that has made a revolution among humanity. Unstable minds, creative thoughts that come and run, black out and your memory is just another fragment of a dream, a dream you wish that it was true. And your screams become music to my hears, your weakness and your blood become my strength, my power, my will to survive and your voice of reason. And forgotten saints and angels fall from then sky into Hell. The sacrifice of the useless and weak.
You look torn and weak in that pit that you fell into. My friend, my sanity, you've fallen with the disease and you look at me with eyes of pity, the eyes that you always have when I'm down, when I'm with sorrow. And even in your time of death, I'm your concern, I'm the one that you're focused on. It's guilt. It's guilt that I'm wearing, not this black pane that makes me the god of death, the supreme lord of your life's. Because I've killed myself when I saw you, my friend, in that hole like a rotten animal, used object. And it's all in the sacrifice of yourself to me, you blood becomes my curse.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Enfim, a humanidade

Bom esta introdução não ficaria inovadora ou original se pusesse aqui a mesma história de sempre por isso resolvi por esta treta de toda de forma a que vocês acreditassem que isto é de facto mais um texto em que sinto maléfico e sarcástico. E, acima de tudo, aposto que vocês acreditaram. Continuando com a tentativa de ter piada, isto tendo em conta que a Kath não acha piada a estes tipos de textos que eu escrevo, hoje vim aqui falar de... coisas. Coisas, mais especificamente, que são coisas. Ora bem, e isto com a voz do Marcelo Rebelo de Sousa, vou começar por falar do amor. Portanto, e não falando metafóricamente, para mim o amor é uma ilusão psicológica, uma mensagem que se encontra no cérebro de forma a que acreditemos (neste caso, vocês acreditem) que estamos bem e que aquela pessoa é mais especial que as outras. Bom, é tudo mentira, isto porque, se de facto existe o amor, então está escondido atrás de uns arbustos a fazer uma orgia com a mentira, o pai natal e o coelhinho da Páscoa (eu sei a localização porque também já o fiz :p). Mas procura-se por todo o lado, até se afixam papéis nos postes de electricidade (referência a desenhos animados americanos) a dizer que se procura o tal cão ou gato. E esta última linha não tinha nada a ver com o texto. Seguindo em frente, o amor é como fumar, prejudica a saúde e diminui os anos de vida da pessoa e também enche os pulmões e cérebro de porcarias. No final de tudo, o amor é doloroso e é apenas comparável àquele último pedaço de dejectos que ficam presos no vosso orifício anal e insiste em não sair.
A outra blasfémia que vai sair daqui para o mundo apenas merecedor de uns quantos genocídios até à extinção da civilização humana é uma criticazita, se a quiserem ver assim, aos emos. Sim aqueles idiotas que põem uma franja à frente de um olho e depois admiram-se que vão contra as árvores. Não, não é só porque são mais burros que a Magda do "Sai de Baixo". São idiotas também porque cortam os pulsos e depois dizem que são fixes por causa disso. Mais valia darem um tiro nos miolos que o mundo ficava logo um sítio mais bonito como eles querem. Como se não bastasse, eles são idiotas porque são meio pseudo-punkers, meio pseudo-hippies. Pseudo-punkers devido à origem da música emocore, pseudo-hippies porque querem muito paz e amor mas nunca chegam a fumar ervas e essas coisas feias que eu não faço nem consumo (é verdade, agora não estou a ser sarcástico). E a sua procura por amor torna-se tão desesperante a aceitarem boleia de um estranho com olhar pedófilo que está retratado na imagem deste texto. Enfim, a humanidade.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Permanente cegueira

Joana: Liberta a mente, deixa que as palavras escorrerem da tua boca para o vazio, apenas um mensageiro para a minha alma, um elo, uma corrente na qual uma ponta és tu e a outra sou eu. E somo iguais, um reflexo de espelho distorcido. Envia a tua luz pelo meio da neblina, rodeada da escuridão que vai apertando, esmagando os ossos e tirando o ar dos pulmões até que chega a morte, meu pai, e te tire dessa sala maldita onde passam o filme da tua vida vez sem conta, fazendo-te chorar e renunciar à salvação da tua alma através do teu corpo. Mata o passado com apenas um gesto, limpa as lágrimas e afasta as mágoas. Dá-me a mão e prossegue o teu caminho.
Kath: Continuas a ser aquilo que és, não enganas ninguém, não tens a felicidade nem a infelicidade da ingenuidade porque continuas na idade da inocência, não de mente, mas de corpo. Não tocado, não profanado, não te queria fazer pensar constantemente em coisas que te perturbam e magoam. E, em vez de ajudar, apenas me afundo, cada vez mais porque continuo na minha ignorância, profanando blasfémias, sempre com esperança de que um dia me respondas da mesma forma. Os meus sonhos atormentam, a minha morte é genuína e possuí a alma, dia e noite, confrontado-me cada vez mais com relatos de pseudo-vidas.
E vou-me mantendo cego, abstraído de palavras para perceber o que sou e o que estou a fazer agora.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Dead lilies

Falling deep,
Going away,
Into the darkness and the empty,
The grave where I'll lay.

Between all the lies,
Bringer of hopes,
False illusions as time flies,
Land of the lost souls.

Searching salvation,
Followed by damnation,
Fulfilling no obligation,
But always fearing rejection.

Lost and hopeless,
In my childish way,
Ruled by foolishness,
With only selfish words to say.

And I look down,
Where anger smiles,
Happiness I've thrown,
Along with these dead lilies.

domingo, 21 de outubro de 2007

Não é um adeus, é um até logo

Escrevo esta carta para descontentamento geral, para dizer todas as coisas que te queria dizer mas não posso porque partiste para longe, deixando para trás imensas, talvez mesmo demasiadas, coisa, pessoas, sentimentos, projectos, sentimentos e memórias. Digo-te isto por aqui porque não te consegui dizer isto pessoalmente sem chorar, sendo que ambos sabemos que chorar nos torna mais fracos. Cresci como me ensinaste e agradeço todas as lições que me ensinaste, a bem ou a mal, mesmo quando o tempo estava pior e a tua cabeça não estava realmente lá. Sei que não pude, não sou nem nunca vou poder ser um dos teus grandes amigos pois eles estavam lá naquela noite e eles cresceram contigo. Não faço parte da tua infância, apenas da tua fase adulta. E sou mais o irmão de alguém que realmente amas, o que é raro, do que propriamente um dos melhores amigos que esteve lá com a mão no ombro quando choravas porque te doía o coração. Não compreendo as tuas motivações para certas coisas que fazes mas também é porque nunca cheguei à fase de ter a maturidade que tu tens. Simplesmente porque tenho menos doze anos que tu. Ainda posso não a ter, embora a deseje para ser algo mais para outros do que sou neste momento.
Estou em dor psicológica porque olho para a foto que tirámos o ano passado, no dia do meu aniversário e sei que não vais estar cá este ano para o repetirmos. Estou em dor psicológica porque sei que partiste e que só vais voltar daqui a muito, muito tempo. E não quero encarar a possibilidade de lá ficares porque sei que é uma muito forte e demasiado dolorosa para a aguentar agora. Talvez com o tempo. E talvez encontre mais alguém que me ajude a superar tudo isto, visto que a Sónia também está em dor apesar de não querer admitir. Orgulho maldito, ambos o temos. Concentro os meus esforços em acabar esta carta maldita sem te dizer na cara que preferia que ficasses cá mas isso seria uma atitude de criança e é isso que estou a tentar não ser, é isso que estou a tentar mudar em mim. Mas nada ajuda agora, o choro, o falar, o dizer para mim mesmo que isto é temporário. E toda a gente se cala quando digo que estou em dor com a tua partida. Ninguém sabe o que dizer, ninguém consegue ajudar. Ninguém além de eu próprio. E penso, quando verás tu esta mensagem, esta carta egoísta que te escrevo? Certamente não estarás cá, já estarás nesse lugar longínquo que nos traz dor a todos que deixaste para trás. Até ao mínimo ser ainda por nascer.
Neste momento caem-me gotas de água dos olhos mas não choro, porque chorar é para os fracos e eu não quero ser mais um desistente. A vista torna-se distorcida e tudo o que vejo à frente é uma grande fonte de luz que não se assemelha nada a ti. Procuro desesperadamente por uma forma de parar com esta queda de lágrimas que só atrapalham. E nada que diga, por mais longo que seja o texto, por mais palavras que saiam e sejam escritas, vão ser suficientes para te comunicar toda a rebelião e tristeza que vai dentro de mim. Hoje não estou para ninguém a não ser para mim próprio porque preciso do escuro e da solidão para me sentir melhor. Mas há sempre alguém que insiste em voltar à memória e matar-me o estado de indiferença em que estou. Esse alguém és tu, como já deves ter calculado. Porque deixaste uma marca muito grande na minha vida para não chorar a tua ida e não sentir a tua falta desde que nos abraçámos na tua despedida. Mas mantenho a esperança, como sempre o faço, que isto não seja um adeus mas sim um até logo, Ricardo.

sábado, 20 de outubro de 2007

Alteru

Leva-me tudo, tira este ser obscuro de mim e faz-me ver a luz do dia, a mesma luz que agora queima a minha pele. Ardendo por dentro eu caminho, esquecendo o passado e todos os que se cruzaram comigo no meu caminho para o destino. E todas as hipóteses de sobrevivência, todas os conselhos e lutas, desafios e sangue derramado foram em vão, pois a inocência esgotou-se e apenas eu caminho pelas sombras, procurando os teus olhos. Nos teus olhos procuro o conforto e a morte a toda esta solidão que se abate sobre mim mas tu escondes-te e foges mantendo esta nuvem de sofrimento sobre mim, deixando a chuva apagar o calor que vem do fogo de ódio e raiva que arde dentro de mim.
Não acredito no amor mas acredito em ti, ser de outro mundo que me vem assombrar os sonhos, até à luz do dia, caminhando pelo espaço aberto da minha mente enquanto as paredes se fecham e o céu se abate sobre a terra, formando o genocídio em massa que a minha alma precisa para se sentir segura. Sugas-me a energia do corpo e fazes-me sangrar, sangrar por ti, com um sorriso rasgado que lentamente desfalece e dá lugar às lágrimas que me escorrem dos olhos. Fazes-me esquecer da dor, fazes-me esquecer de mim próprio mas rapidamente me fazes lembrar da vida com um injecção de realidade vinda do teu ferrão. Sim porque és a escorpião fêmea que me mata lentamente com o teu veneno letal.
Preciso de uma explicação, preciso da tua compreensão mas tudo o que recebo é a ignorância e esquecimento dos factos verdadeiros da nossa relação.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Duality of the sin

Bitchy face,
You left without a trace,
Bring back the insanity,
That is my reality.

Take back your futility,
Take back your lies,
And disappear suddenly,
Walk as time flies.

Watch as my face fades,
Killed by time,
Hear what the old man says,
Never again will you be by my side.

Mind becomes cynical,
Nothing more than clinical,
Nothing left that is real,
Nothing more to do but to construct this door to steel.

And I, I contemplate the rain,
It becomes the dream,
And the dream becomes the pain,
As pain becomes my realm.

And this becomes the end,
Duality of the sin,
No-one to send,
And this our time has been.

They never breath

Violated, desecrated, abandoned, left behind this little piece of a men. So I write myself in small notes, forgotten man, insane, the soul. Beware the truth that burns your mind. You're aware of it but you still deny the fact that you're nothing of what you wished to be. Little boy, lying again to himself to go to sleep. Melancholic, nostalgic, intransigence, lost mind into the coffins. Futile fight against fate and against time, mind games with death as he dances into the fire of hell. Pain for the loss, closure to anyone, anything, at anytime. Because he can't control the things around him, he seeks a way to destroy himself in life.
Hatred soul, regret for the lack of attention and the mislead of his life. Condemned son to the never-ending pit. Fall in greatness to get where you want to be. And they never breath because they do not wish to make mistakes, be this flaw, this failure, this mystery and regret of your creator. Watch as the mind takes over the body and leads you into nothing, the nothing that you are and the worthless junk that you do and create. Run, hide, die in the hands of your own betrayal and hate the mind for the fate of the black rose that is laying on the floor, that feel from your hand for your death. Selfish pride, it won't let you fight.
Childish humour, pleasant and adorable. Stop playing with the autumn leaves as they fall from the tree into the floor because the never breath when your holding them. You've got the shadow of death in yourself. Stop with the childish ideas and all the dreams that you'll never accomplish, they're here to bring you down. Hide the death underneath you white clothes. And they never breath, they never show, they never reveal the truth to you. And it's torture that you seek, it's torture that you need. Demented being.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Closing... (once again)

Forget me, my friend.

I'll go on seeking doubts in your words, adorable one ^^

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Wretched words

Insanity's falling on me. And no one's there to pick me up from the floor where insanity has crushed and pushed me to. Angered at myself and others. With no inspiration or mind to talk about my problems, I'll leave you all, the few, to think about it.